quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Depressão como fator de risco pós-síndrome coronariana aguda

Depression as a Risk Factor for Poor PrognosisAmong Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations
A Scientific Statement From the American Heart Association

A depressão deve ser considerada oficialmente um fator de risco para as complicações após Síndromes Coronarianas Agudas (SCA). A American Heart Association (AHA) deveria considerar a depressão como um fator de risco para resultados adversos seguintes síndromes coronárias agudas, de acordo com uma declaração científica por uma comissão da própria AHA.

 O comunicado, publicado na revista Circulation, incluiu uma revisão de 53 estudos que avaliaram prognósticos de seguimento de uma SCA.

A despeito da heterogeneidade entre os estudos, os autores concluíram que "a preponderância da evidência" aponta para a depressão como um fator de risco adicional para a mortalidade por todas as causas, mortalidade cardíaca, e um composto de mortalidade por todas as causas e eventos cardíacos não fatais após uma SCA.

É importante ressaltar que embora não haja  ainda nenhuma evidência forte de que o tratamento da depressão melhora a sobrevida após uma SCA, a depressão está associada a piora piores resultados clínicos, e a depressão grave ou persistente é motivo suficiente para considerar uma avaliação mais abrangente e tratamento ou encaminhamento para um especialista em saúde mental.

Ou seja, tratar a depressão ainda não tem evidências de melhora do prognóstico, mas não tratar tem evidências de piora.

Leia o Abstract:
Background—Although prospective studies, systematic reviews, and meta-analyses have documented an association between depression and increased morbidity and mortality in a variety of cardiac populations, depression has not yet achieved  formal recognition as a risk factor for poor prognosis in patients with acute coronary syndrome by the American Heart  Association and other health organizations. The purpose of this scientific statement is to review available evidence and  recommend whether depression should be elevated to the status of a risk factor for patients with acute coronary syndrome.
Methods and Results—Writing group members were approved by the American Heart Association’s Scientific Statement  and Manuscript Oversight Committees. A systematic literature review on depression and adverse medical outcomes after
acute coronary syndrome was conducted that included all-cause mortality, cardiac mortality, and composite outcomes for mortality and nonfatal events. The review assessed the strength, consistency, independence, and generalizability of
the published studies. A total of 53 individual studies (32 reported on associations with all-cause mortality, 12 on cardiac  mortality, and 22 on composite outcomes) and 4 meta-analyses met inclusion criteria. There was heterogeneity across
studies in terms of the demographic composition of study samples, definition and measurement of depression, length of  follow-up, and covariates included in the multivariable models. Despite limitations in some individual studies, our review
identified generally consistent associations between depression and adverse outcomes.
Conclusions—Despite the heterogeneity of published studies included in this review, the preponderance of evidence supports the recommendation that the American Heart Association should elevate depression to the status of a risk factor for adverse medical outcomes in patients with acute coronary syndrome

Acesse o artigo:

Publicado por Leonardo C M Savassi originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com