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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vacina contra gripe desta estação foi eficaz em apenas 23% dos vacinados

Early Estimates of Seasonal Influenza Vaccine Effectiveness — United States, January 2015


Até agora nesta temporada, a vacina contra a gripe teve cerca de 23% de eficácia apenas, de acordo com uma análise do Centers For Disease Control (CDC) sobre 2.300 pacientes que procuraram ambulatórios de doença respiratória aguda em cinco estados.

Entenda: 


Nos Estados Unidos, a vacinação anual contra a gripe sazonal é recomendada para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade, e a cada temporada desde 2004-05, o Centers for Disease Control (CDC) estima a eficácia da vacina contra a gripe sazonal na prevenção de doença respiratória aguda. 

Nesta temporada, as estimativas iniciais de eficácia da vacina influenza são possíveis por causa da circulação ampla e precoce dos vírus da gripe na América do Norte. Segundo o CDC, em 03 de janeiro de 2015, 46 estados tinham gripe generalizada, com predomínio de influenza A (H3N2) vírus. 


O que o CDC traz: 


Este relatório apresenta uma estimativa inicial da efetividade da vacina da gripe sazonal na prevenção da infecção pelo vírus influenza confirmada em laboratório associado com infecções respiratórias agudas sob atendimento médico. 

Foram avaliados dados de 2.321 crianças e adultos matriculados na Rede Estadunidense de Eficáccia Vacinal contra o Influenza (Influenza Vaccine Effectiveness Network [Flu VE]) de 10 de novembro de 2014 a 2 de janeiro de 2015. Durante este período, a eficácia global da vacina (EV) contra a gripe confirmada por laboratório associado com medicamente participou ARI foi de 23% (intervalo de confiança de 95%  [IC] = 8% -36%).  Os dados foram ajustados para o local de estudo, idade, sexo, raça / etnia, autopercepção de saúde, e os dias de início da doença. 

A maioria das infecções de gripe foram devido a A (H3N2). Esta estimativa de eficácia vacinal é relativamente baixo em comparação com épocas anteriores, quando os vírus circulantes e vírus vacinais foram bem combinados. Segundo O CDC, mais de dois terços de influenza A (H3N2) em circulação são antigenicamente e geneticamente diferentes da A (H3N2) componente da vacina de 2014-15 para a gripe sazonal no Hemisfério Norte. 

Esta eficácia vacinal precoce, ressalta a necessidade de medidas de prevenção e tratamento da gripe em curso.

Entre as outras descobertas, relatadas no Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), no qual foi publicado o artigo do CDC, estão:

- 41% dos pacientes avaliados foram positivos para o vírus da gripe.
- 96% dos vírus testados foram influenza A (H3N2), 4% eram influenza B.
- 67% de influenza A (H3N2) foram antigenicamente diferentes dos presentes na vacina.

A despeito de todos os "contras" o CDC afirma que as pessoas que ainda não foram vacinadas contra a gripe nesta temporada - incluindo aqueles que já poderia ter tido a gripe - ainda deve ser vacinadas, pois isso "pode proteger contra vírus que estão circulando ou pode circulam mais tarde".

Ainda segundo o CDC, mesmo quando a eficácia vacinal é reduzida, a vacinação ainda preveniria algumas doenças e complicações relacionadas com a gripe graves, incluindo hospitalizações e mortes. 


Acesse o artigo:

O artigo do CDC está disponível em livre acesso em:




Leia ainda: 

Atualização do CDC para o tratamento de pacientes com influenza com Antiviral 

Educação em Saúde: Influenza: aprender e cuidar


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Triar ou não HIV? CDC x USPSTF

Routine HIV Screening — What Counts in Evidence-Based Policy?
HIV: CDC x USPSTF

Interessante.

Após acabar de publicar as recomendações do US Preventive Services Task Force sobre ECG (não triar), acabo de ler o ahead of print do New England Journal of Medicine que discute justamente as recomendações da Task Force (não triar universalmente HIV) que vão de encontro com as recomendações do Centers for Disease Control (triagem universal).

O artigo faz um apanhado interessante da discussão entre as duas entidades acerca da análise das mesmas evidências científicas, destacando que, a despeito das evidências serem as mesmas, a análise de diferentes pesquisadores (cochranistas x especialistas) não.

Os dois grupos debatem sob diversas óticas, incluindo a da economia da saúde (de custo-benefício e custo-efetividade), a do risco relacionado a triagem e da responsabilidade das próprias entidades em se obrigarem a fazer ou não recomendações.

As referências são bastante interessantes, e a ótica do autor deste artigo traduz a panacéia que existe em torno da Medicina Baseada em Evidências.

Lembrando que só recentemente o atual presidente Barack Obama suspendeu a obrigatoriedade do exame de HIV para imigrantes, uma exigência da administração anterior, é importante entender o contexto em que se desenvolvem estas recomendações.

Leia o artigo do NEJM:






Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Jovens viajantes internacionais e Sarampo nos EUA

Measles Imported by Returning U.S. Travelers Aged 6--23 Months, 2001--2011

O número anual de casos de sarampo importados por residentes nos EUA em 2011 preocupa as autoridades, pois ultrapassa os totais dos últimos anos. De acordo com Morbity and Mortality Weekly Report (MMWR), o Centers for Disease Control (CDC) relatou 13 casos de sarampo importados entre os residentes dos EUA em janeiro e fevereiro - aproximadamente o mesma para todos os meses de 2008 ou 2009.

A preocupação é que metade dos casos ocorreram em crianças com idades entre 6 e 23 meses, e ninguém havia sido vacinado contra o sarampo.

Uma nota editorial lembra que crianças de 12 meses e mais velhos que vão viajar internacionalmente devem receber duas doses de sarampo, caxumba e rubéola separadas por pelo menos 28 dias, se já não imunizados. Os viajantes internacionais entre as idades de 6 e 11 meses devem receber uma dose.

O artigo está disponível em:

MMWR

"A voz do CDC"


Reveja as diferentes doenças exantemáticas obrigatórias da infância (aula proferida por Leonardo Savassi na UFOP em 28/03/2011):






Mais apresentações de Leonardo Savassi



Para as pessoas que irão viajar para outros países, exceto aqueles situados no continente americano, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o sarampo, com a vacina tríplice viral. A vacina está disponível em unidades públicas de saúde de todos os Estados e Distrito Federal. O site da Anvisa tem um conteúdo interativo com mapas e regiões, que gera informações relevantes acerca de vacinações para viajantes. Acesse:





Um laboratório particular de vacinas também tem um site dinâmico com orientações gerais sobre viagem ao exterior.


Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

H1N1 e volta às aulas

Technical Report for State and Local Public Health Officials and School Administrators on CDC Guidance for School (K-12) Responses to Influenza during the 2009-2010 School Year

Artigo do Centers for Disease Control (CDC) estadunidense lança informe técnico sobre volta às aulas, com guia para escolas e pais.

Em tempos de volta às aulas no Brasil, e a polêmica acerca do retorno às escolas criada em várias unidades federativas, as guias podem ser úteis para orientar nossos pacientes.

O CDC ressalta que as orientações são válidas caso H1N1 tenha a mesma gravidade dos eventos do primeiro semestre. Dentre as recomendações:
- Estudantes e profissionais da educação
doentes devem permanecer em casa até 24 horas após o término da febre (sem uso de antitérmicos)
- Estudantes e profissionais devem ser separados dos outros até poderem ir para casa.

Caso o vírus demonstre gravidade aumentada, as orientações são de triar os estudantes na chegada às escolas e enviar para casa aqueles doentes, pessoas com fatores de risco de gravidade ou com membros da família doentes deveriam permanecer em casa, assim como pessoas doentes por pelo menos 7 dias, mesmo se assintomáticas.

Acesso ao guia para profissionais da educação (Inglês)

Relatório técnico para profissionais de saúde e diretores escolares (Inglês)

Diretrizes Ministério da Saúde/ DAB para enfrentamento da H1N1 na Atenção Primária (Português)