domingo, 13 de dezembro de 2009

Sistematização da Escala de Risco Familiar (de Coelho e Savassi)

SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI

Leonardo Cançado Monteiro Savassi1,2
Joana Lourenço Lage1,3
Flávio Lúcio Gonçalves Coelho1,3

1. Médico de Família e Comunidade
2. Universidade Federal de Ouro Preto
3. Prefeitura Municipal de Contagem


Entenda:

A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi (ERF-CS) é um instrumento de estratificação da vulnerabilidade familiar, desenvolvido em Contagem, Minas Gerais, baseado na ficha A do SIAB que se apropria sentinelas de risco avaliadas na primeira visita domiciliar realizada pelo Agente Comunitário de Saúde para fins de cadastramento familiar. 

Quando aplicado às famílias adscritas a uma equipe de saúde, pretende determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do SIAB e outros, disponíveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram definidos como Sentinelas de Risco. 

Dentre as críticas e sugestões apontadas para a escala em geral, estão a entrada de sentinelas que não estão presentes na Ficha A do SIAB, o que limita a sua praticidade e facilidade de uso. Sendo portanto baseada neste instrumento do sistema de informação mais utilizado no Brasil, algumas críticas podem ser feitas diretamente a Ficha A, mais do que a praticidade da própria escala. 

A ERF-CS é um instrumento objetivo de análise do risco familiar, não necessitando a criação de nenhuma nova ficha ou escala burocrática para coleta de dados, que foi idealizada inicialmente como uma tentativa de sistematização da VD na Atenção Primária a Saúde, em especial nas equipes de Saúde da Família (eSF).

A seguir, o resumo do artigo publicado no JMPHC de 2012:


Resumo


A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi, instrumento de estratificação de risco familiar, é aplicada às famílias adscritas a uma equipe de saúde da família, para determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) e outros identificáveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram selecionados por sua relevância epidemiológica, sanitária e potencial de impacto na dinâmica familiar e foram definidos como Sentinelas de Risco. Nas equipes em que foi aplicada, a escala mostrou-se útil na reorganização da demanda e promoveu um percepção mais apurada, objetiva e qualificada do risco das famílias avaliadas, impactando de maneira positiva o trabalho em equipe. A Escala é ainda uma ferramenta útil para o planejamento de ações na equipe, para a percepção da interrelação entre os fatores de risco, e como instrumento de apoio a intervenções no território. Além disso, ela corroborou, em nível local e microrregional, os dados do Índice de Vulnerabilidade à Saúde. Estas observações apontam para um amplo potencial de aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi, e para a necessidade de sua sistematização e padronização, para ampliação de seu uso. Neste artigo, as sentinelas de risco foram avaliadas e discutidas pelos autores, resultando em uma definição clara e precisa dos termos, bem como a justificativa para a inserção de cada evento como um indicador a ser pontuado pela Escala. Foram definidos os critérios de pontuação para as famílias e sugeridas formas de aplicação prática da Escala nas equipes. Ao final, foram feitas recomendações sobre a aplicação em situações peculiares.
Unitermos: Risco, Atenção Primária a Saúde, Visita Domiciliar, Família, Saúde da Família

Este artigo foi publicado em 2010 na Revista Journal of Management and Primary Health Care, com o objetivo de sistematizar a aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. A seguir são apresentados os dois links de artigos, um para o artigo original, e outro para o artigo da JMPHC:


1. COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. Aplicação da Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das visitas domiciliares. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Brasil, v. 1, n. 2, p. 19-26, 2004. Disponível em http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/issue/view/2
Fonte: RBMFC 2004 (PDF/A)

2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61


Uma apresentação mais recente sobre a escala foi realizada na IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica e Saúde da Família (Brasília, 2014), disponível no Slideshare. Veja (mas apenas se você estiver navegando no IE, e sem bloqueio de conteúdo. O Chrome não "gosta" do Slideshare):



Caso não tenha conseguido visualizar, você pode acessar aqui: 2014 - IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/ Saúde da Família - AD na AB de Leonardo Savassi


Acesse também:

Publicado e editado posteriormente por Leonardo C M Savassi