sexta-feira, 7 de outubro de 2011

USPSTF de novo: NÃO a triagem rotineira do Câncer de Próstata - desta vez PSA

USPSTF recomendará o não rastreio de rotina para câncer da próstata pelo PSA


Enquanto algumas sociedades científicas e mesmo entidades nacionais insistem na triagem rotineira e aparentemente danosa do câncer de próstata (de acordo com as melhores evidências científicas), os serviços preventivos ao longo do mundo cada vez mais proscrevem tais ações.

O US Preventive Services Task Force (USPSTF) concluiu (novamente) que homens saudáveis ​​não devem ser submetidos ao teste do antígeno específico prostático (PSA).

A recomendação, que será disponibilizada para consulta pública na próxima semana, foi baseada em uma análise de cinco ensaios clínicos e aplica-se aos homens de todas as idades.

Segundo o presidente da força-tarefa: "Infelizmente, a evidência mostra agora que este teste não salva a vida dos homens ... E ste teste não pode dizer a diferença entre cânceres que vai e não vai afetar um homem durante sua vida natural."

Em 2008, a USPSTF recomendou contra os testes de PSA em homens com 75 anos ou mais, e disse que as evidências eram insuficientes para recomendar a favor ou contra os testes em homens mais jovens.

Há discussão até mesmo sobre o perfil epidemiológico do PSA como método de rastreio. Artigo publicado no British Medical Journal (BMJ) discute o valor do Antígeno Prostático Específico (PSA) como teste de triagem para Câncer de Próstata. Os autores defendem que, embora tenha valor como marcador prognóstico, ele não tem características epidemiológicas para ser um teste de triagem.

Como a popularidade do PSA nos Estados Unidos, as consequências das biópsias e tratamentos tornaram-se cada vez mais evidentes. De 1986 a 2005, um milhão de homens submeteram-se a cirurgia, radioterapia ou ambos, e não teriam sido tratados sem o teste do PSA, de acordo com a força-tarefa. Entre eles, pelo menos 5.000 morreram logo após a cirurgia e 10.000 a 70.000 sofreram sérias complicações. Metade tinha sangue persistente no seu sêmen, e 200.000 a 300.000 sofreram de incontinência, impotência ou ambos. Como resultado destas complicações, Richard J. Ablin, o médico que desenvolveu o teste, chamou seu uso difundido de "um desastre de saúde pública"

A matéria do The New York Times antecipa as recomendações do USPSTF. Leia:





Veja artigo do New England Journal of Medicine sobre o tema:





Leia a matéria do NYT de 2010 "The Great Prostate Mistake"





MAIS:
Cobertura Medicina de Família BR sobre Câncer de Próstata:

Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi