sábado, 5 de novembro de 2011

O Médico de Família e o cuidador

Necessidade dos MFCs cuidarem de cuidadores

Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

É comum cuidadores leigos ignorarem preocupações com a própria saúde ao apoiar alguém com câncer avançado. Durante este tempo, os cuidadores dos pacientes são muitas vezes deixados de lado pelos profissionais de saúde, incluindo médicos de família (na Austrália, General Practitioners - GPs), que podem perder a amplitude das necessidades dos cuidadores, concentrando-se apenas nos aspectos práticos da prestação de cuidados.

Os GPs tradicionalmente dependem que pacientes levantem as suas preocupações, para a seguir responder a estas preocupações, mas os cuidadores podem não estar inclinados a isto. As normas de engajamento/adesão quando os cuidadores consultam o seu médico de família são menos definidas, e há pouca pesquisa sobre como eles interagem com o seu GP em relação à sua própria saúde .

Este sub-estudo investiga as normas, as suposições e sutilezas que regem a relação cuidador-GP, e explora os fatores que afetam sua interação sobre as preocupações dos cuidadores de saúde. Os pesquisadores (da Austrália) entrevistaram por formulário semi-estruturado seis cuidadores leigos e 19 profissionais de saúde em Brisbane, Austrália, e analisaram as transcrições da entrevista.

Normas tradicionais de engajamento estão sujeitas às suposições e expectativas que os cuidadores e GPs trazem para a consulta. Pressões práticas também influenciam a "capacidade e vontade para cuidadores discutirem saúde por ambas as partes . Sua interação é reforçada pela qualidade da relação cuidador-GP e pela habilidade do GP".

Os pesquisadores concluíram: "Os cuidadores são apanhados em um paradoxo em que suas necessidades de saúde pode tornar-se oculta pelas necessidades do paciente cuidado, em um ambiente onde as necessidades do paciente são normalmente examinadas e apoiadas. Cuidadores podem não levantar as suas preocupações de saúde com o seu GP, que por sua vez pode precisar. de dicas (atalhos) quando for oportuno e seguro fazê-lo".

O uso rotineiro de um prompt (ponto de partida) pode ajudar a resolver sistematicamente as necessidades dos cuidadores, mas isto precisa ser complementado pelo "desejo e a capacidade de colaborar com os pacientes em um papel de cuidador. A diferença potencial que isto pode trazer para a saúde desses pacientes é substancial. "

Leia o abstract original:

Background

It is commonplace for lay caregivers to overlook their own health concerns when supporting someone with advanced cancer. During this time, caregivers' needs as patients are often marginalised by health professionals, including General Practitioners (GPs), who may miss the breadth of caregivers' needs by focusing on the practicalities of caregiving. GPs traditionally rely on patients to raise their concerns, and then respond to these concerns, but caregivers as patients may be disinclined to cue their GP. The norms of engagement when caregivers consult their GP are less defined, and how they interact with their GP regarding their own health is under-explored. This sub-study investigates the norms, assumptions and subtleties which govern caregiver-GP consultations, and explores factors affecting their interaction regarding caregivers' own health concerns.

Methods

We conducted semi-structured interviews with six lay caregivers and 19 health professionals in Brisbane, Australia, and analyzed the interview transcripts thematically.

Results

Traditional norms of engagement are subjected to assumptions and expectations which caregivers and GPs bring to the consultation. Practice pressures also influence both parties' capacity and willingness to discuss caregivers' health. Nonetheless, some GPs monitor caregivers' health opportunistically. Their interaction is enhanced by the quality of the caregiver-GP relationship and by the GP's skills.

Conclusions

Caregivers are caught in a paradox whereby their health needs may become subsumed by the care recipient's needs in a setting where patient needs are normally scrutinised and supported. Caregivers may not raise their health concerns with their GP, who instead may need to cue them that it is timely and safe to do so. The routine use of a prompt may help to address caregivers' needs systematically, but it needs to be complemented by GPs' desire and capacity to engage with patients in a caregiving role. The potential difference GPs can make to the health of these patients is substantial.

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