sábado, 5 de novembro de 2011

Obesidade não protege contra osteoporose... ao contrário.

Obesity Is Not Protective against Fracture in Postmenopausal Women: GLOW


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi no http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

Um estudo prospectivo observacional multicêntrico e multinacional conduzido em 10 países foi conduzido para investigar a prevalência e incidência de fracturas clínicas em pacientes obesas na pós-menopausa, incluídas no estudo global Longitudinal da osteoporose em mulheres (GLOW).

O estudo de base populacional foi realizado por 723 consultórios médicos em 17 localidades em 10 países. Um total de 60.393 mulheres com idade ≥ 55 anos foram incluídas. Os dados foram coletados utilizando questionários auto-administrados com as características do paciente, histórico de fraturas, fatores de risco para fratura e medicamentos anti-osteoporose.

Tanto o Índice de massa corporal (IMC) quanto a história de fratura estavam disponíveis no início e em 1 e 2 anos, em 44.534 mulheres, 23,4% das quais obesas (IMC ≥ 30 kg/m2). A prevalência de fraturas em mulheres obesas na linha de base foi 222 por 1000 e a incidência em 2 anos foi de 61,7 por 1000, similar às taxas em mulheres não obesas (227 e 66,0 por mil, respectivamente). Fraturas em mulheres obesas representaram 23% e 22% de todas as fraturas anterior e incidente, respectivamente.

O risco de fraturas altas na perna e no tornozelo foi significativamente maior nas obesas, enquanto o risco de fratura de pulso foi significativamente menor. Mulheres obesas com fratura foram mais propensas a ter menopausa precoce e a relatar duas ou mais quedas no ano anterior. Auto-relatos de asma, enfisema e diabetes tipo 1 foram significativamente mais comuns em obesas do que as mulheres não-obesas com fratura incidente. Aos 2 anos, 27% ​​de mulheres obesas com fratura incidente estavam recebendo terapia de proteção óssea, em comparação com 41% dos não obesos e 57% das mulheres abaixo do peso.

Os resultados demonstram que a obesidade não é fator de proteção contra fraturas em mulheres na pós-menopausa e está associado com risco aumentado de fraturas de tornozelo e fraturas altas na perna.


Leia o abstract:

Abstract

Objective

To investigate the prevalence and incidence of clinical fractures in obese, postmenopausal women enrolled in the Global Longitudinal study of Osteoporosis in Women (GLOW).

Methods

This was a multinational, prospective, observational, population-based study carried out by 723 physician practices at 17 sites in 10 countries. A total of 60,393 women aged ≥55 years were included. Data were collected using self-administered questionnaires that covered domains that included patient characteristics, fracture history, risk factors for fracture, and anti-osteoporosis medications.

Results

Body mass index (BMI) and fracture history were available at baseline and at 1 and 2 years in 44,534 women, 23.4% of whom were obese (BMI ≥30 kg/m2). Fracture prevalence in obese women at baseline was 222 per 1000 and incidence at 2 years was 61.7 per 1000, similar to rates in nonobese women (227 and 66.0 per 1000, respectively). Fractures in obese women accounted for 23% and 22% of all previous and incident fractures, respectively. The risk of incident ankle and upper leg fractures was significantly higher in obese than in nonobese women, while the risk of wrist fracture was significantly lower. Obese women with fracture were more likely to have experienced early menopause and to report 2 or more falls in the past year. Self-reported asthma, emphysema, and type 1 diabetes were all significantly more common in obese than nonobese women with incident fracture. At 2 years, 27% of obese women with incident fracture were receiving bone protective therapy, compared with 41% of nonobese and 57% of underweight women.

Conclusions

Our results demonstrate that obesity is not protective against fracture in postmenopausal women and is associated with increased risk of ankle and upper leg fractures.


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