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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Questionaram o AAS para Prevenção Cardíaca Primária

Aspirin for primary prevention of cardiovascular disease?


Aspirina "não deve ser rotineiramente iniciada" para a prevenção primária das doenças cardiovasculares, e para pacientes que já tomam aspirina, sua utilização deve ser revista, recomenda a publicação do BMJ Drug and Therapeutics Bulletin.

Depois de considerar as recomendações de diversoas meta-análises, os autores concluem que as evidências disponíveis "não justificam o uso rotineiro da aspirina em baixas doses na prevenção primária de [doenças cardiovasculares], em indivíduos aparentemente saudáveis, incluindo aqueles com pressão arterial elevada ou diabetes. " Eles dizem que o risco de hemorragias graves devido ao uso crônico de aspirina, por vezes, compensa os benefícios da aspirina.

Os autores acrescentam que, para pacientes que já tomam aspirina, "a decisão sobre se deve continuar com o tratamento devem ser tomadas pelo paciente e um profissional de saúde à luz das evidências disponíveis."

O Guideline do USPSTF apontava justamente a necessidade de maiores estudos sobre o balanço entre riscos e benefícios do uso do AAS. Acesse:

USPSTF guideline

Artigo (não livre acesso) do BMJ DTP

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Quatro fatores de risco e até 78% de redução no risco de doenças crônicas

Healthy Living Is the Best Revenge

Autores descrevem a redução no Risco Relativo de desenvolver doenças crônicas maiores tais como doença cardiovascular, diabetes e câncer associadas a 4 fatores de estilo de vida entre alemães adultos.

Os fatores de proteção foram nunca fumar; IMC<30; exercício físico por 3,5 horas semanais ou mais; dieta saudável (rica em frutas, verduras e pão integral e pobre em carne)

O artigo, livre acesso, publicado no Archives of Internal Medicine aponta que em 7,8 anos de acompanhamento, 2.006 dos 23.153 pacientes acompanhados desenvolveram diabetes (3.7%), IAM (0.9%), AVC (0.8%), ou cancer (3.8%). Apenas 4% dos participantes não tinha fatores de proteção e cerca de 9% tinha os 4 fatores.


Após ajuste para idade, sexo, escolaridade e ocupação, participantes com os 4 fatores de proteção tinham 78% (IC[95%]=72% a 83%) menos risco de desenvolver doenças crônicas (diabetes=93% [IC95%, 88% a 95%]; IAM=81% [IC95%
= 47% a 93%]; AVC=50% [IC95%= –18% a 79%]; e cancer=36% [IC95%= 5% a 57%]) que os pacientes sem os 4 fatores.

Com uma redução desta magnitude, só fica diabético e infarta quem quer, não é verdade?

Acesse o artigo:


segunda-feira, 9 de março de 2009

Fatores de risco para fase terminal de Nefropatia

Fatores de risco para estágio final de nefropatias em um seguimento de 25 anos

Chi-yuan Hsu, MD, MSc; Carlos Iribarren, MD, PhD; Charles E. McCulloch, PhD; Jeanne Darbinian, MPH; Alan S. Go, MD
Arch Intern Med. 2009;169(4):342-350.

Por ser um estudo de coorte com 25 anos de seguimento, este estudo pode ser utilizado como evidência robusta e de qualidade. Durante o estudo, fatores de risco, novos e antigos, para nefropatias em fase final foram investigados.
Foram estudados 177.570 indivíduos de um sistema de saúde da Califórnia de 64 a 73 e depois seguidos até 2000.

Results Um total de 842 pessoas foram seguidas. Esta avaliação confirmou que fatores de risco conhecidos eram importantes, dentre eles: sexo masculino, idade avançada, proteinúria, diabetes mellitus, baixa escolaridade, raça afro-americana, hipertensão arterial, IMC e nível de creatinina sérica. Os dois fatores de risco potencialmente mais perigosos foram proteinuria excesso de peso.

Veja detalhes dos Hazard Ratio encontrados no estudo:
For proteinuria, the adjusted hazard ratios (HRs) were 7.90 (95% confidence interval [CI], 5.35-11.67) for 3 to 4+ on urine dipstick, 3.59 (2.82-4.57) for 1 to 2+ on urine dipstick, and 2.37 (1.79-3.14) for trace vs negative on urine dipstick. For excess weight, the HRs were 4.39 (95% CI, 3.38-5.70) for class 2 to class 3 obesity, 3.11 (2.51-3.84) for class 1 obesity, and 1.65 (1.39-1.97) for overweight vs normal weight. Furthermore, several independent novel risk factors for ESRD were identified, including lower hemoglobin level (1.33 [1.08-1.63] for lowest vs highest quartile), higher serum uric acid level (2.14 [1.65-2.77] for highest vs lowest quartile), self-reported history of nocturia (1.36 [1.17-1.58]), and family history of kidney disease (HR, 1.40 [95% CI, 1.02-1.90]).

Veja a conclusão do estudo:
Conclusions We confirmed the importance of established ESRD risk factors in this large cohort with broad sex and racial/ethnic representation. Lower hemoglobin level, higher serum uric acid level, self-reported history of nocturia, and family history of kidney disease are independent risk factors for ESRD.


Clique aqui para baixar o artigo.