Mostrando postagens com marcador vacinação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vacinação. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de dezembro de 2011

Recomendações atualizadas para antimeningocóccica tetravalente

AAP Updates Meningococcal Vaccine/Booster Dose Guidelines

Adolescentes devem ser rotineiramente imunizados com a vacina quadrivalente meningocócica conjugada (MCV4) aos 11 ou 12 anos de idade e receber uma dose de reforço na idade de 16 anos, de acordo com diretrizes atualizadas da Academia Americana de Pediatria (AAP) segundo o policy statement publicado na edição impressa de dezembro do periódico Pediatrics.

No ano de 2005, o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e a AAP desenvolveram recomendações para o uso de MCV4 com o objetivo de proteger os adolescentes, bem como jovens adultos com idades entre 16 a 21 anos, idades de taxas de pico de doença meningocócica.

Segundo a AAP, dados recentes sobre persistência de anticorpos e ocorrência de casos indicam avanços da doença, fazendo com que a recomendação para a administração de MCV4 aos 11 a 12 anos de idade não fornecem proteção por mais de 5 anos ou durante todo o período integral de maior risco. Depois de analisar as evidências sobre a imunogenicidade em grupos de alto risco, a persistência de anticorpos bactericidas após a vacinação, epidemiologia atual da doença meningocócica, MCV4, eficácia e custo-efetividade de diferentes estratégias para a vacinação de adolescentes, o ACIP e a AAP aprovaram as recomendações atualizadas:

  • Adolescentes devem ser imunizados rotineiramente entre 11 e 12 anos de idade e receber uma dose de reforço aos 16 anos de idade.
  • Adolescentes vacinados inicialmente com MCV4 entre 13 e 15 anos de idade devem receber uma dose de reforço aos 16-18 anos de idade, ou até cinco anos após a sua primeira dose.
  • Adolescentes vacinados com MCV4 inicial em 16 anos de idade ou depois não precisa de uma dose de reforço.
  • Pessoas com um alto risco de doença meningocócica invasiva deve receber uma série de 2 doses primárias com dois meses de intervalo.

    Condições de alto risco incluem uma deficiência persistente de um componente do complemento (por exemplo, C5 - C9, properdina, fator H, ou fator D) em pessoas com idades entre 9 meses e 54 anos de idade, asplenia anatômica ou funcional em pessoas com idade entre 2 a 54 anos, e vírus da imunodeficiência humana (HIV) em adolescentes.
  • Se a série de duas doses primária foi dada a partir de 2 a 6 anos de idade, uma dose de reforço deve ser dada três anos após a série primária.
  • Uma dose de reforço deve ser dado a cada 5 anos para as pessoas cujos duas doses da série primária ou dose de reforço foi dado aos 7 anos de idade ou mais velhos que estão em risco para a doença meningocócica invasiva por causa da deficiência persistente complementar componente ou asplenia anatômica ou funcional.

Há dúvidas quanto a intercambialidade de produtos vacina meningocócica de diferentes fabricantes. Assim idealmente deve-se usar a mesma marca/ laboratório da vacina para a imunização. Se a marca anteriormente utilizada for desconhecida ou não estiver disponível, qualquer produto deve ser usado para continuar ou completar a série.

Embora MCV4 seja segura e imunogênica entre mulheres não grávidas com idade entre 11 a 55 anos, não há dados disponíveis sobre a segurança MCV4 quando administrada durante a gravidez. Uma mulher grávida deve ser vacinada com MCV4 somente se o benefício potencial supere o potencial de risco. O aleitamento materno não é uma contra-indicação à MCV4.

Acesse o artigo na íntegra (Livre Acesso):





Acesse a tabela de indicação de dosagens de MCV4 do artigo.


Veja ainda:

:: Esquema vacinal da AAP (EEUU) para crianças (0-6 anos)
:: Esquema vacinal da AAP (EEUU) para Adolescentes (7-18 anos)

:: Calendário Básico Brasileiro de Vacinação da Criança
::
Calendário Brasileiro de Vacinação do Adolescente
::
Calendário Brasileiro de Vacinação do Adulto e do Idoso
:: Calendário de Vacinação da População Indígena Brasileira

Leia o abstract do artigo a seguir:

ABSTRACT

The Advisory Committee on Immunization Practices of the Centers for Disease Control and Prevention and the American Academy of Pediatrics approved updated recommendations for the use of quadravalent (serogroups A, C, W-135, and Y) meningococcal conjugate vaccines (Menactra [Sanofi Pasteur, Swiftwater, PA] and Menveo [Novartis, Basel, Switzerland]) in adolescents and in people at persistent high risk of meningococcal disease. The recommendations supplement previous Advisory Committee on Immunization Practices and American Academy of Pediatrics recommendations for meningococcal vaccinations. Data were reviewed pertaining to immunogenicity in high-risk groups, bactericidal antibody persistence after immunization, current epidemiology of meningococcal disease, meningococcal conjugate vaccine effectiveness, and cost-effectiveness of different strategies for vaccination of adolescents. This review prompted the following recommendations: (1) adolescents should be routinely immunized at 11 through 12 years of age and given a booster dose at 16 years of age; (2) adolescents who received their first dose at age 13 through 15 years should receive a booster at age 16 through 18 years or up to 5 years after their first dose; (3) adolescents who receive their first dose of meningococcal conjugate vaccine at or after 16 years of age do not need a booster dose; (4) a 2-dose primary series should be administered 2 months apart for those who are at increased risk of invasive meningococcal disease because of persistent complement component (eg, C5–C9, properdin, factor H, or factor D) deficiency (9 months through 54 years of age) or functional or anatomic asplenia (2–54 years of age) and for adolescents with HIV infection; and (5) a booster dose should be given 3 years after the primary series if the primary 2-dose series was given from 2 through 6 years of age and every 5 years for persons whose 2-dose primary series or booster dose was given at 7 years of age or older who are at risk of invasive meningococcal disease because of persistent component (eg, C5–C9, properdin, factor H, or factor D) deficiency or functional or anatomic asplenia.

Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi no http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mulheres grávidas adicionas na nova recomendação americana para dTPA

Pregnant Women Added in Updated Recommendations for Tdap
Publicado originalmente por Ricardo Alexandre de Souza e Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com


ACIP (Advisory Committee on Immunization Practices) recomenda que as práticas de prestação de cuidados para saúde das mulheres deve implementar um programa de vacinação dTpa (difteria, tétano e pertussis acelular) para mulheres grávidas que anteriormente não tenham recebido dTpa.

DTpa deve ser administrada por pessoal de saúde para mulheres grávidas, de preferência durante o terceiro trimestre ou final do segundo (após 20 semanas de gestação).

O prazo, após 20 semanas de gestação, serve para reduzir os efeitos de confusão de perda de gravidez precoce na avaliação de segurança e para otimizar a transmissão de anticorpos maternos para o bebê.

A meia-vida destes anticorpos é de 6 semanas, de modo que o novo risco perinatal devem fornecer proteção até a primeira vacinação da criança na idade de 2 meses.

Dados disponíveis revisado pelo ACIP não sugerem qualquer elevada freqüência ou padrões incomuns de eventos adversos em mulheres grávidas que receberam dTpa, e os poucos eventos adversos graves relatados foram pouco provável que tenha sido causado pela vacina.

As mulheres cuja dTpa não tenha sido dada durante a gravidez deve recebê-la imediatamente após o parto.

Para se proteger contra a coqueluche, o ACIP recomenda cocooning, isto é, a vacinação de adolescentes e adultos que tenham ou irão ter contato próximo com uma criança com idade inferior a 12 meses.

Se eles não tenham recebido previamente dTpa, estes pais, irmãos, avós, prestadores de cuidados infantis, profissionais de saúde, etc, devem receber uma dose única de dTpa, idealmente, pelo menos, duas semanas antes de iniciar contato próximo com o bebê.
Se uma vacinação de reforço contra o tétano e difteria é indicado durante a gravidez para uma mulher que não tenha recebido anteriormente dTpa (ie, 10 anos desde Td anterior), então ela deve receber Tdap durante a gravidez, de preferência durante o terceiro trimestre ou final do segundo (após 20 semanas de gestação).Para evitar o tétano, como parte do tratamento padrão da ferida de gestão, a mulher grávida deve receber uma vacina contra o tétano toxóide contendo caso tenha sido, pelo menos, cinco anos desde que ela recebeu última Td.


DTpa deve ser dado nesta situação, se ela já não recebeu dTpa.

Para a proteção contra o tétano materno e neonatal, as mulheres grávidas com a vacinação contra o tétano desconhecida ou incompleta, ou que nunca tenham sido vacinados contra o tétano, deve receber três vacinas contendo toxóide diftérico e reduzida.

Acesse a Linha Guia para imunização de gestantes.
.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Jovens viajantes internacionais e Sarampo nos EUA

Measles Imported by Returning U.S. Travelers Aged 6--23 Months, 2001--2011

O número anual de casos de sarampo importados por residentes nos EUA em 2011 preocupa as autoridades, pois ultrapassa os totais dos últimos anos. De acordo com Morbity and Mortality Weekly Report (MMWR), o Centers for Disease Control (CDC) relatou 13 casos de sarampo importados entre os residentes dos EUA em janeiro e fevereiro - aproximadamente o mesma para todos os meses de 2008 ou 2009.

A preocupação é que metade dos casos ocorreram em crianças com idades entre 6 e 23 meses, e ninguém havia sido vacinado contra o sarampo.

Uma nota editorial lembra que crianças de 12 meses e mais velhos que vão viajar internacionalmente devem receber duas doses de sarampo, caxumba e rubéola separadas por pelo menos 28 dias, se já não imunizados. Os viajantes internacionais entre as idades de 6 e 11 meses devem receber uma dose.

O artigo está disponível em:

MMWR

"A voz do CDC"


Reveja as diferentes doenças exantemáticas obrigatórias da infância (aula proferida por Leonardo Savassi na UFOP em 28/03/2011):






Mais apresentações de Leonardo Savassi



Para as pessoas que irão viajar para outros países, exceto aqueles situados no continente americano, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o sarampo, com a vacina tríplice viral. A vacina está disponível em unidades públicas de saúde de todos os Estados e Distrito Federal. O site da Anvisa tem um conteúdo interativo com mapas e regiões, que gera informações relevantes acerca de vacinações para viajantes. Acesse:





Um laboratório particular de vacinas também tem um site dinâmico com orientações gerais sobre viagem ao exterior.


Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

sábado, 21 de agosto de 2010

Dengue na Flórida (EEUU): a situação atual amplia a chance de uma vacina

O número de casos de dengue aumentou este mês, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida.

Apesar da dengue não ter ocasionado nenhuma morte (ainda) na Flórida este ano, agentes de saúde orientaram os moradores a tomar precauções, como usar roupas de proteção, repelentes contra mosquitos e drenagem de água perto da casa.



O recente surto na Flórida intrigou as autoridades sanitárias locais, já que o último ocorreu em 1934. Autoridades informam que 29 casos de dengue adquiridos localmente foram notificados até meados de agosto. Os funcionários estaduais também detectaram 67 casos de dengue "importados" (pessoas que tinham viajado para áreas endêmicas de dengue em um, como no Caribe e América Central e do Sul), segundo matéria da CNN-Health:


A CNN-Health informa também a possibilidade de se testar uma vacina. A grande dúvida na vacina era a segurança, já que há um maior risco de se ter a forma hemorrágica da doença em uma segunda infecção e havia dúvidas quanto a sua segurança. Em 2008, pesquisadores da Fiocruz estimavam um prazo de 5 anos para conseguir desenvolver uma vacina contra a dengue.

Não existe até então uma vacina para prevenir a infecção ou um tratamento para aqueles que se tornam infectados. A única maneira de prevenir a infecção ainda é evitar ser picado por mosquitos Aedes, que por serem mais ativos durante o dia e prosperar em ambientes urbanos, tornam-se difíceis de evitar.

Em um seminário do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) sobre vacinas, ocorrido em junho, foram apresentadas as duas principais linhas de pesquisa da Fundação para o desenvolvimento de um imunizante contra a dengue, ambas em estágio de testes pré-clínicos. A primeira seria uma vacina recombinante baseada na vacina contra a febre amarela, utilizando os quatro sorotipos da dengue. A outra vacina baseia-se nos vírus inativados, que teria como vantagens (em relação àquelas feitas com base em vírus apenas atenuados) um calendário de imunização possivelmente mais curto, além de poderem ser aplicadas em todas as faixas etárias e possuírem menos contra-indicações. Confira as informações deste seminário:


Mas o NIH (National Institute of Health/ Instituto Nacional de Saúde) já iniciou ensaios clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção de dengue, de acordo com uma nota de imprensa. "Controlar o mosquito vetor pode ser trabalhado, mas é muito caro e difícil de sustentar", disse uma pesquisadora da Johns Hopkins. "No longo prazo, a vacina seria uma abordagem mais eficiente e economicamente viável". Acesse a matéria da CNN-Health:


Assim, depois de mais de uma década de desenvolvimento, o National Institute of Health começou os testes clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção pelo vírus da dengue. A vacina foi desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e submetidos a estudo clínico na Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, conforme a nota de imprensa do NIH:

Leia também:

Dengue na Flórida - Medicina de Família (br)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

H1N1 e guillain-Barré: CDC aponta baixo risco.

Preliminary Results: Surveillance for Guillain-Barré Syndrome After Receipt of Influenza A (H1N1) 2009 Monovalent Vaccine --- United States, 2009--2010

(Read the MMWR alert - see the link bellow)

Novos dados do Centers for Disease Control (CDC) reforçam a evidência de que o risco para a síndrome de Guillain-Barré (GBS), associada com a vacina H1N1 2009 é semelhante ao risco observado com as vacinas da gripe sazonal, de acordo com um relatório de Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR).

Para monitorar a segurança da vacina monovalente para a gripe A (H1N1) 2009, vários sistemas de vigilância federal, incluindo o programa de infecções emergentes do CDC (Emerging Infections Program - EIP), estão sendo usados

A análise dos dados do CDC de outubro de 2009 a março 2010 constatou que a incidência de GBS foi 1,92 por 100.000 pessoas-ano entre os indivíduos vacinados e 1,21 por 100.000 pessoas-ano entre os não vacinados.
A incidência entre a população vacinada foi calculada dividindo o número de casos de GBS vacinados dentro da janela de risco pelo tempo total de pessoas em risco após a vacinação. A incidência entre a população não vacinada foi calculada dividindo o número de casos de GBS não expostos à vacina ou expostos à vacina fora da janela de risco pelo tempo total de pessoas-não expostos à vacina H1N1 em 2009.

Segundo o CDC, se os dados finais confirmam esta conclusão então isso se traduziria em excesso GBS 0,8 casos para cada milhão de vacinações - uma taxa comparável àquela encontrada com a vacinação contra a gripe sazonal.

Assim, se os dados estiverem corretos, vai caindo mais um argumento contra a vacinação. A grande dúvida continua a ser se uma doença com baixa mortalidade relativa justificaria uma vacinação em tão larga escala como tem sido feito no mundo.

Há muita gente que ainda questiona a vacina H1N1, mas ao menos em termos de segurança e defesa contra a doença, parece haver evidências suficientes de que a eficácia é adequada.

Veja o mapa da H1N1 no mundo na semana epidemiológica 19:

No Brasil, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza H1N1 chegou ao fim no dia 2 de junho, mas os estados e municípios que não atingiram a meta em grupos já imunizados devem reforçar as ações para garantir a cobertura mínima de 80% para todos os grupos.

As secretarias estaduais e municipais de saúde poderão continuar imunizando crianças com mais de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e adultos de 20 a 39 anos enquanto houver disponibilidade da vacina.

Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, foram imunizadas 70,5 milhões de pessoas, o que representa 80% do público-alvo dos grupos convocados até o momento. A cobertura de profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas e crianças de 6 meses a menores de 2 anos atingiu 100%, dados de 31 de maio .

Já em relação à pandemia, segundo informações do Sistema de Informação e Agravos de Notificação (Sinan), dados de 11 de maio de 2010, no período que compreende as semanas epidemiológicas 1 a 18 de 2010 (3/1/2010 a 8/5/2010), foram notificados 4.533 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Deste total, 12% (540/4.533) foram confirmados para influenza pandêmica (H1N1) 2009 no Brasil. Os dados foram disponibilizados no informe técnico de maio do Ministério da Saúde

Acesse o artigo do MMWR:
MMWR

Acesse o site do Ministério da Saúde (Brasil):Influenza H1N1

Notícias anteriores do Blog Medicina de Família:

Educação em Saúde: Influenza: aprender e cuidar (Material Didático)

PROTOCOLO ENFRENTAMENTO INFLUENZA PANDÊMICA (H1N1) 2009: AÇÕES DA APS

Leia também (Blog da Diretoria de Educação na Saúde de Betim):
Residência Médica de Betim promove capacitação em H1N1

Atualizando:


Para aqueles partidários das teorias da conspiração, um grupo editorial sério (BMJ Publishing Group) traz uma postagem bem interessante no British Medical Journal :

Conflicts of Interest -WHO and the pandemic flu "conspiracies"

Segundo os autores, Deborah Cohen, editora de recursos, BMJ, e Philip Carter, jornalista do Bureau of Investigative Journalism, em Londres, os principais cientistas que aconselharam a Organização Mundial de Saúde sobre o planejamento para uma pandemia de influenza tinha feito um trabalho remunerado para as empresas farmacêuticas que tiveram ganhos com a orientação que eles estavam preparando. Estes conflitos de interesses nunca foram divulgados publicamente pela OMS, e que tem rejeitado pedidos para a sua manipulação da pandemia de H1N1 como "teorias da conspiração." O artigo debate também as posturas das principais agências envolvidas em recomendações.

Acesse o artigo de 03 de junho de 2010:

BMJ - helping doctors make better decisions

sábado, 27 de março de 2010

PROTOCOLO ENFRENTAMENTO INFLUENZA PANDÊMICA (H1N1) 2009: AÇÕES DA APS

Prezados leitores, faço a compilação de algumas postagens acerca de H1N1 realizadas na lista da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunicade com alguns links de interesse. Agradecimentos especiais ao Elson - presidente da AGMFC - pelas notícias:

A primeira delas é a atualização do "PROTOCOLO PARA O ENFRENTAMENTO À PANDEMIA DE INFLUENZA PANDÊMICA (H1N1) 2009": AS AÇÕES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE - atualizado em 2010, sob responsabilidade do Ministério da saúde:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/protocolo_atencao_basica_25_03_10.pdf

Ainda dentro da H1N1, sob autoria da ANVISA, o Protocolo de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação - Estratégia de Vacinação contra o Vírus Influenza Pandêmico (H1N1) define:

Cuidados de saúde: A responsabilidade pelo acompanhamento de pacientes supostamente acometidos por eventos adversos associados à vacina deve ser dos serviços de atenção básica de saúde, em nível local. Em casos graves de eventos adversos e suas complicações, o paciente deverá receber cuidados especializados em nível hospitalar. Os pacientes com eventos neurológicos graves, suspeitos de SGB, deverão ser encaminhados aos hospitais de referência definidos pelas Secretarias Municipais de Saúde (Coordenações de Imunizações). As gestantes supostamente acometidas por EAPV deverão manter acompanhamento pré-natal nos serviços de referência com registro desta intercorrência no Cartão de Pré-Natal. Em caso de aborto, parto prematuro ou natimorto deverão ser notificadas imediatamente as instâncias responsáveis pela vigilância dos EAPV, no município, regional, estadual e nacional.

A Anvisa disponibiliza o Protocolo de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação¹ Estratégia de Vacinação contra o Vírus Influenza Pandêmico (H1N1) no seguinte endereço:

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ae1b648041cef2ac9a71df255d42da10/PROTOCOLO+DE+VIGILANCIA+EAPV+H1N1_12032010+%282%29.pdf?MOD=AJPERES


O Site do Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária - NOTIVISA é o seguinte:


Importante para registros de:
EVENTOS ADVERSOS (EA): Entendido como qualquer efeito não desejado, em humanos, decorrente do uso de produtos sob vigilância sanitária.
Queixas Técnicas (QT): Entendida como qualquer notificação de suspeita de alteração/irregularidade de um produto/empresa relacionada a aspectos técnicos ou legais, e que poderá ou não causar dano à saúde individual e coletiva.

Poderão utilizar o NOTIVISA os profissionais de saúde liberais ou que trabalhem em alguma instituição. Para acessar o Sistema, é preciso se cadastrar e selecionar a opção Profissional de Saúde, se for um profissional liberal. Para o profissional de uma instituição/entidade, selecione a opção Instituição/Entidade.

Há também material para a população em geral: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/formularios.htm

O NOTIVISA é um sistema informatizado na plataforma web para receber as notificações de eventos adversos (EA) e queixas técnicas (QT) relacionados com os produtos sob vigilância sanitária, abaixo listados:
  • Medicamentos
  • Vacinas e Imunoglobulinas;
  • Pesquisas Clínicas;
  • Artigos Médico-Hospitalares;
  • Equipamento Médico-Hospitalar;
  • Kit Reagente para Diagnóstico In Vitro;
  • Cosméticos, Produtos de Higiene Pessoal ou Perfume;
  • Uso de Sangue ou Componentes;
  • Saneantes;
  • Agrotóxicos;

Poderão utilizar o NOTIVISA os profissionais de saúde liberais ou que trabalhem em alguma instituição. Para acessar o Sistema, é preciso se cadastrar e selecionar a opção Profissional de Saúde, se for um profissional liberal. Para o profissional de uma instituição/entidade, selecione a opção Instituição/Entidade.

Os usuários cadastrados poderão notificar casos de EA e QT e receberão a confirmação sobre o envio da notificação. Terão acesso à notificação: o notificador, as vigilâncias sanitárias do Município e do Estado e a Anvisa.

O Sistema receberá notificação de casos confirmados ou suspeitos de EA e QT. As notificações enviadas serão mantidas sob sigilo e as informações recebidas servirão para:

  • subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para identificar reações adversas ou efeitos não-desejados dos produtos;
  • aperfeiçoar o conhecimento dos efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados;
  • regular os produtos comercializados no País e, de forma geral, promover ações de proteção à Saúde Pública.

Ao receber a notificação, os órgãos integrantes do SNVS analisarão a notificação de acordo com a gravidade e risco do EA ou QT.

Os cidadãos poderão notificar EA e QT por meio dos formulários de notificação.

Finalmente, trazemos a LISTA DOENÇAS CRÔNICAS DETERMINANTES PARA A VACINAÇÃO:

• Pessoas com grande obesidade (Grau III), incluídas atualmente nos seguintes parâmetros:
- crianças com idade igual ou maior que 10 anos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25;
- criança e adolescente com idade maior de 10 anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35;
- adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40
• Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar)
• Indivíduos asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia)
• Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular)
• Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas
• Pessoas com diabetes
• Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses)
• Pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral
• Pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise
• Pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias
• Pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki)
• Pessoas portadoras da síndrome clínica de insuficiência cardíaca
• Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:
- Hipertensão arterial pulmonar
- Valvulopatia
• Pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo [FEVE] menor do que 0.40)
• Pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular [FEVE] menor do que 0.40
• Pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas
• Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea
• Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva)
• Pessoas com pericardiopatias.

Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=11161


   Fonte: Elson Romeu Farias e José Darlan na lista da SBMFC
Visite o site http://www.sbmfc.org.br e associe-se à SBMFC.
E-mail da Secretaria da SBMFC: secretaria@sbmfc.org.br
Para enviar mensagem a todo o grupo: sbmfc@grupos.com.br
Para assinar a Lista: assinar-sbmfc@grupos.com.br
Para cancelar a assinatura: cancelar-sbmfc@grupos.com.br


quarta-feira, 24 de março de 2010

FDA suspende vacina contra rotavirus Rotarix

Rotarix Vaccine: Update to Clinicians and Public Health Professionals

O Food and Drug Administration está recomendando que os profissionais de saúde suspendam temporariamente o uso de Rotarix, (vacina contra o rotavírus). A recomendação é uma precaução tomada enquanto o organismo estuda a situação.

O FDA tomou conhecimento de que o DNA de circovirus suíno tipo 1 (PCV1) está presente em Rotarix, que entretanto não causa doenças em seres humanos. Segundo o órgão, não há nenhuma evidência neste momento que este achado representa um risco de segurança, e considerando que as evidências disponíveis sustentam a segurança de Rotarix, nenhum acompanhamento médico é necessário até o momento para pacientes que tenham sido vacinados com Rotarix.

Há duas vacinas licenciadas para rotavírus nos Estados Unidos: RotaTeq e Rotarix. Para as crianças que receberam uma dose de Rotarix, o CDC recomenda que a complementação da série ocorra com RotaTeq para as próximas duas doses.

Informações adicionais, incluindo informações para profissionais de saúde e os pais, está a disposição no site do CDC:




Um release foi lançado à imprensa:

sexta-feira, 19 de março de 2010

Influenza H1N1 e vacinação em debate no Canal Saúde

A gripe A - Influenza H1N1 - debate ao vivo dia 26/03 no Canal Saúde

Convidados – Para esclarecer as dúvidas da população, o programa vai contar com a participação de representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de São Paulo.

Vacinação – O Ministério da Saúde, recentemente, ampliou a estratégia de vacinação contra a gripe pandêmica para adultos saudáveis de 30 a 39 anos. O esquema vacinal inicia-se no mês de março, em datas distintas: serão vacinados trabalhadores da saúde, indígenas, gestantes, crianças de seis meses a dois anos incompletos (23 meses), população de 20 a 39 anos e doentes crônicos.
A faixa etária de 30 a 39 anos será vacinada de 10 a 21 de maio. Serão 36 mil pontos de vacinação em todo o país. A logística de aplicação das vacinas, incluindo locais e horários, é de responsabilidade das Secretarias Estaduais de Saúde.
A iniciativa da vacinação tem gerado controvérsias, que pode ser notada com o grande número de mensagens enviadas pela internet com especulações a respeito da vacina. Esta será mais uma oportunidade de a população esclarecer suas dúvidas

Acesse o Canal Saúde na NBR ou pela internet, de segunda a sexta, das 13 às 14h. A programação é veiculada também na Amazon Sat (de segunda a sexta, a partir das 6h20). Assista em:Obs.: Há possibilidade de participar ao ao vivo pela web (canalsaude.fiocruz.br), no chat, ou assistindo pela NBR e ligando 0800 701 8122.

Fonte:
Boletim informativo com a programação semanal do
Canal Saúde
Assessoria de Comunicação do Canal Saúde

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Novo calendário vacinal MMWR/CDC (EEUU): a vez dos adultos

Recommended Adult Immunization Schedule --- United States, 2010

O Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) do Department of Health and Human Services do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) traz a atualização do calendário vacinal estadunidense no seu Weekly report, indicado pelo Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), que anualmente revisa o calendário vacinal. As principais mudanças para 2010 foram:

Notas (Figuras 1 e 2)

* O vírus do papiloma humano (nota HPV # 2) inclui relato que uma vacina bivalente HPV HPV2 () foi licenciada para uso em mulheres. Ou HPV2 ou a vacina quadrivalente papilomavírus humano (HPV4) pode ser usado para a vacinação de fêmeas com idades entre 19 a 26 anos. Além disso, a linguagem foi adicionado para indicar que ACIP emitiu uma recomendação para a utilização do permissivo HPV4 no sexo masculino.
* O sarampo, caxumba, rubéola (nota VASPR # 5) tem relato adicional ao esclarecer que os adultos nascidos durante ou depois de 1957 não precisam de 1 ou mais doses de vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e componentes, e esclarece que as mulheres devem receber uma dose da vacina MMR. Além disso, informações de intervalo das doses foi adicionada para indicar quando uma segunda dose da vacina MMR deve ser administrada. O relato foi adicionado para realçar as recomendações de saúde para vacinar o pessoal dos cuidados de rotina nascidos antes de 1957 e durante surtos.
* O termo "férias" foi adicionada à nota da gripe (# 6).
* A hepatite A (nota # 9) temrelato adicionado para indicar que as pessoas não vacinadas que antecipam contato próximo com uma adotado internacional deveria considerar a vacinação.
* A nota da hepatite B (# 10) tem relato adicionado para incluir informações sobre a agenda para o 3-dose de vacina contra hepatite B.
* A nota vacina meningocócica (# 11) esclarece que as formulações da vacina são os preferidos para os adultos com idade ≤ 55 anos e ≥ 56 anos, e que a formulação da vacina pode ser utilizada para a revacinação. Novos exemplos foram adicionados para demonstrar quem deve e não deve ser considerado para a revacinação.
* As condições selecionadas para Haemophilus influenza tipo b (Hib) Nota de rodapé (# 13) esclarece que as pessoas de alto risco pode receber 1 dose da vacina Hib.

O Esquema foi aprovado pelo Comitê Consultivo em Práticas de Imunização, a Academia Americana de Médicos de Família, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, e do American College of Physicians.

Centers for Disease Control and Prevention. Calendário de imunização recomendada para adultos - Estados Unidos, 2010. MMWR 2010; 59 (1).

Acesse:
MMWR

sábado, 9 de janeiro de 2010

Novo calendário vacinal MMWR/CDC (EEUU)

Recommended Immunization Schedules for Persons Aged 0 Through 18 Years --- United States, 2010


O Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) do Department of Health and Human Services do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) traz a atualização do calendário vacinal estadunidense no seu Weekly report, indicado pelo Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), que anualmente revisa o calendário vacinal.

As alterações incluem:

* A declaração relativa ao uso de vacinas combinadas no parágrafo introdutório foi alterada para refletir uma nova recomendação da ACIP.
* A última dose da série vacina inativada contra poliomielite agora é recomendada a partir do quarto aniversário e pelo menos 6 meses após a dose anterior. Além disso, se 4 doses são administradas antes da idade de 4 anos, um adicional (quinta), a dose deve ser administrada na idade de 4 a 6 anos .
* A nota de rodapé da hepatite foi revista para permitir a vacinação de crianças com idade superior a 23 meses para quem a imunidade contra a hepatite A é desejada.
* A revacinação com vacina meningocócica conjugada agora é recomendada para crianças que permanecem em risco aumentado para doença meningocócica, após 3 anos (se for a primeira dose foi administrada na idade de 2 a 6 anos), ou depois de 5 anos (se a primeira dose foi administrada na idade 7 anos de idade ou mais).
* Notas de rodapé para a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) foram modificadas para incluir 1) a disponibilidade e recomendações para a vacina bivalente HPV, e 2) a recomendação da permissão para a administração da vacina quadrivalente de HPV para homens com idade entre 9 a 18 anos para reduzir a probabilidade de aquisição de verrugas genitais.


Polêmicas a parte, acesse:

MMWR
"A voz do CDC"