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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

P4: Metformina para prevenção de Diabetes?

Improving diabetes prevention with benefit based tailored treatment: risk based reanalysis of Diabetes Prevention Program

Os benefícios de Metformina para a prevenção do diabetes parecem ser limitados aos pacientes de maior risco, de acordo com uma análise dos dados do estudo do Programa de Prevenção de Diabetes, publicado no British Medical Journal (BMJ). 


Entenda:

Já foi aventado o uso de metformina até mesmo para a prevenção do desenvolvimento de Diabetes Mellitus do tipo 2 em pessoas com qualquer história familiar. Aliás, a metformina já foi tão bem elogiada ao ponto de termos endocrinologistas brincando com o fato, dizendo que Metformina deveria fazer parte do café da manhã, ou que tudo que termina com "ina" em Diabetes é bom. 

Exageros a parte (mesmo porque o risco de acidose lática ainda não foi descartado e a excreção é renal), desde 2002 sabe-se que a prevenção com metformina reduz a incidência de diabetes em pessoas de alto risco, embora seja menos eficaz que a intervenção direcionada ao estilo de vida. E tem-se a clara noção de que pacientes de alto risco podem se beneficiar mais.  Veja o link ao final dessa postagem

A American Diabetes Association no início de 2015 reforçou esta recomendação: o uso da metformina para a prevenção da diabetes tipo 2 pode ser considerado em pacientes com intolerância a glicose (nível A de evidência), glicemia de jejum alterada (nível E), ou uma Hemoglobina glicada entre 5,7-6,4%  (nível E), especialmente para aqueles com IMC > 35 kg / m2, com idade < 60 anos e mulheres com diabetes mellitus gestacional prévia (nível A). Veja o link para as recomendações sobre prevenção da ADA ao final dessa postagem


O que este estudo aponta:

Parece que ao se pesar danos e benefícios, somente nos pacientes de maior risco se beneficiariam do uso de metformina preventiva da Diabetes Mellitus. 

Os pesquisadores estudaram mais de 3000 pacientes com alto risco de diabetes tipo 2 que haviam sido escolhidos aleatoriamente para receberem tratamento com metformina, uma intervenção de estilo de vida, ou placebo. 

Os participantes foram divididos em quartis de risco de base de acordo com fatores como a glicose plasmática em jejum e os níveis de hemoglobina A1c. 

Durante cerca de 3 anos de seguimento, a terapia de metformina foi associado a uma redução do risco absoluto de 21% para diabetes entre os pacientes no quartil mais elevado de risco de base (número necessário para tratar para prevenir um caso, 4,6); pacientes nos quartis mais baixos experimentado pouco benefício. A intervenção de estilo de vida também beneficiou o grupo de maior risco a mais, mas os benefícios foram vistos nos quartis mais baixos também. 


Características
1º quartil (n=766)
2º quartil (n=766)
3º quartil (n=766)
4º quartil (n=766)
Todos (n=3064)
Risco de DM2
Probabilidade prevista, IC
1.1-9.5%
9.5-15.1%
15.1-27.0%
27.0-99.8%
Probabilidade prevista, média
6.9%
12.0%
20.1%
44.6%
20.9%
Taxa real observada de conversão para DM2
Taxa observada, média (eventos)
7.1% (46)
13.7% (88)
23.4% (155)
42.9% (297)
21.9% (586)
Taxa grupo placebo, média (eventos)
8.3% (19)
17.8% (37)
29.1% (73)
59.6% (140)
29.1% (269)
Taxa da Metformina, média (eventos)
9.6% (21)
14.9% (32)
24.4% (53)
38.2% (86)
21.9% (192)
Taxa das mudanças no estilo de vida, média (eventos)
3.4% (6)
8.6% (19)
15.5% (29)
31.3% (71)
14.8% (125)
Efeito das intervenções
Hazard ratio, metformina (IC 95%) (versus placebo)
1.07 (0.57 a 2.01)
0.79 (0.49 a 1.28)
0.82 (0.57 a 1.18)
0.44 (0.33 a 0.59)
0.67 (0.55 a 0.81)
Hazard ratio, intervenções no estilo de vida (IC 95%) (versus placebo)
0.30 (0.12 a 0.75)
0.45 (0.26 a 0.79)
0.43 (0.28 a 0.67)
0.34 (0.25 a 0.46)
0.42 (0.34 a 0.52)

O quadro acima - uma tradução e explicação do mesmo quadro do artigo - demonstra claramente que, embora no global de pessoas sob risco de DM2 a metformina funcione como fator de prevenção, ao se estratificar em quartis, somente as pessoas no quartil mais elevado, ou seja, aquelas em maior risco, se beneficiam claramente do uso de metformina, não cruzando a linha entre a redução do risco e a inoquidade. Com isso, pode-se pensar em reduzir o supratratamento - overtreatment - e tornar a prevenção de diabetes muito mais eficiente, eficaz e centrado no paciente. 



Leia também:
Medicina de Familia: Metformina e insuficiência renal: maior segurança no uso.
Medicina de Familia: Terapia Oral para DM-2 baseada em evidências  



Veja o Resumo traduzido:


Objetivo

Determinar se alguns participantes do Programa de Prevenção de Diabetes eram mais ou menos susceptíveis de beneficiar de metformina ou de um programa de modificação do estilo de vida estruturado.


Projeto
Análise post hoc do Programa de Prevenção de Diabetes, um estudo randomizado controlado.

Cenário
Pacientes ambulatoriais.

Participantes
3060 pessoas sem diabetes, mas com evidência de metabolismo da glicose prejudicada.

Intervenção
Grupos de intervenção receberam metformina ou um programa de modificação do estilo de vida com os objetivos de perda de peso e atividade física.

Parâmetro principal
Desenvolvimento de diabetes, estratificado pelo risco prévio de desenvolvimento de diabetes de acordo com um modelo de previsão de risco de diabetes.

Resultados
Dos 3.081 participantes com alteração no metabolismo da glicose no início do estudo, 655 (21%) evoluíram para diabetes dentro de uma mediana 2,8 anos de seguimento. O modelo de risco de diabetes teve boa discriminação (estatística C = 0,73) e calibração. Embora a intervenção de estilo de vida variasse desde uma maior redução do risco absoluto de seis vezes no quartil de mais alto risco do que no quartil de menor risco, os pacientes no quartil de risco ainda tiveram benefício substancial (redução de risco absoluto em três anos de 4,9% v 28.3% no quartil mais alto risco; números necessário para tratar (NNT) de 20,4 e 3,5, respectivamente). O benefício da metformina, no entanto, foi observado quase inteiramente em pacientes no quartil topo de risco de diabetes. Nenhum benefício foi visto no quartil de menor risco. Os participantes do maior quartil de risco médio de três anos tiveram  21,4% de redução do risco absoluto (NNT de 4.6).

Conclusões
Os pacientes com alto risco de diabetes têm variação substancial na sua probabilidade de receber benefício de tratamentos para prevenção de diabetes. Usando este conhecimento pode diminuir o overtreatment e fazer a prevenção de diabetes muito mais eficiente, eficaz e centrado no paciente, desde que a tomada de decisão seja baseada em uma ferramenta de predição de risco precisa.


Acesse:

Artigo do BMJ (Free) 





Saiba mais:

NEJM: Redução na incidência de DM2 com metformina ou mudanças no estilo de vida




Recomendações da ADA para prevenção da DM2 (2015):






 Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Benefícios da aspirina profilática para o câncer

Estimates of benefits and harms of prophylactic use of aspirin in the general population


O uso diário de aspirina em baixa dose por no mínimo cinco anos parece ter mais benefícios do que malefícios, ao menos em termos de prevenção do câncer, de acordo com uma revisão publicada na Annals of Oncology.

A revisão encontrou redução na incidência de câncer e mortalidade nas doses entre 75 e 325 mg por dia, com início entre os 50 e os 65 anos, com aparente benefício  relacionado diretamente ao tempo de uso.

Homens e mulheres com risco médio que tomaram aspirina durante uma década obtiveram reduções de 9% e 7%, respectivamente, na taxa de câncer, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral em 15 anos.

 Os pesquisadores descobriram benefícios substanciais em termos de câncer colorretal, de esôfago, de câncer gástrico e na mortalidade. Reduções nos casos de câncer de mama, pulmão e próstata foram mais modestas. O uso de aspirina foi associado com aumento do risco de eventos hemorrágicos, mas os benefícios de prevenção do câncer superaram esse risco no estudo.

Leia o Abstract Traduzido:

Background  As evidências acumuladas sustentam um efeito da aspirina na redução da incidência de câncer em geral e mortalidade na população em geral. Foram revistos os dados atuais e avaliados os benefícios e malefícios do uso profilático de aspirina na população em geral.

Métodos Foram avaliados os efeitos da aspirina para a incidência de câncer sítio-específico e mortalidade e eventos cardiovasculares a partir dos mais recentes revisões sistemáticas. Estudos identificados por meio de busca sistemática no Medline forneceram dados sobre os efeitos nocivos das taxas de aspirina e basais de danos, como hemorragia gastrointestinal e úlcera péptica.

Resultados Os efeitos da aspirina sobre o câncer não são aparentes até, pelo menos, três anos após o início do uso, e alguns benefícios são sustentados por vários anos após a interrupção em usuários de longo prazo. São observadas diferenças entre doses baixas e padrão de aspirina, mas não houve comparações diretas. Doses mais altas não parecem conferir  benefício, mas aumento adicional de toxicidade. O excesso de sangramento é o dano mais importante associado com o uso de aspirina, e seu risco e taxa de mortalidade aumentam com a idade. Para os indivíduos de risco médio com idades entre 50-65 anos tomar aspirina por 10 anos, haveria uma redução relativa de 7% (mulheres) e 9% (homens) no número de câncer, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral sobre um período de 15 anos e 4% de redução relativa geral todas as mortes ao longo de um período de 20 anos.

Conclusões O uso de aspirina profilática por um mínimo de 5 anos, em doses entre 75 e 325 mg/ dia parece ter perfil favorável de danos vs. benefício; o uso prolongado é mais propenso a ter maiores benefícios. Mais pesquisas são necessárias para determinar a dose ótima e a duração do uso, para identificar indivíduos com risco aumentado de hemorragia, e para testar a eficácia do screening de erradicação de Helicobacter pylori, antes de iniciar a profilaxia de aspirina.

Acesse o artigo em:




Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Adultos norte-americanos segurados não estão recebendo atenção preventiva

Relationship of Income and Health Care Coverage to Receipt of Recommended Clinical Preventive Services by Adults — United States, 2011–2012


Segundo os autores do NEJM Journal Watch, baseados em uma constatação do MMWR do CDC publicado em 08 de agosto, um em cada três adultos norte-americanos não recebe cuidados preventivos adequados, independentemente do status de seguro ou de renda.

Os pesquisadores do CDC analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde estadunidense entre 2011-2012, com foco em seis serviços preventivos recomendados pelas agências de saúde dos EUA: o teste de HIV; discussão sobre a cessação do tabagismo; e aconselhamento sobre quatro vacinas: influenza, pneumococo, tétano e zoster.

 A porcentagem de adultos que receberam esses serviços variou de 18% para a vacinação zoster a 62% de vacinação antitetânica. Adultos com seguros e aqueles com rendimentos mais elevados (mais de 200% do nível de pobreza federal) eram mais propensos a receber todos os serviços, exceto o teste de HIV, em comparação com aqueles sem seguro e aqueles com rendimentos mais baixos.

No entanto, mesmo entre os adultos com seguro e rendimentos mais elevados, menos da metade recebeu três dos serviços (o teste de HIV, vacinação contra a gripe, a vacinação contra zoster).

Ainda que estes seis serviços sejam cobertos pelo Affordable Care Act, os autores concluem estes achados sugerem que "esforços adicionais para além de expansão de cobertura de seguro podem ser necessários para aumentar oferta e utilização dos serviços."

O Affordable Care Act reduziu a barreira do custo para os cuidados, com a expansão do acesso ao seguro e exigindo que muitos planos de saúde cubram certos serviços preventivos recomendados, sem co-pagamentos ou franquias.


Acesse em:



Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vídeo e encartes auxiliam a discutir mamografia com pacientes

CTFPHC: Breast Cancer Screening 2011 Guideline


A Força-Tarefa Canadense de Cuidados Preventivos (CTFPHC) lançou um vídeo para facilitar a discussão médico-paciente em torno de rastreio do cancer da mama. Segundo a Task Force, "Esperamos que esta ferramenta vá ajudar a interpretar a diretriz rastreio do cancer da mama e trazer a importância da discussão médico-paciente em foco. Cada paciente é diferente, e nós encorajamos cada mulher a discutir os riscos e benefícios da triagem com o seu médico antes de decidir sobre a melhor abordagem para eles."



Um outro instrumento interessante (apesar de em inglês) que pode ser utilizado é um encarte com um fluxograma dedicado à paciente, acerca das indicações de triagem com a mensagem: "você deveria ser triada por mamografia para câncer de mama?", além de um FAQ (questões mais comuns) que foi lançado para orientar pacientes.

Mas porque tudo isto?

Em novembro de 2011, a Força-Tarefa lançou as "Recomendações sobre o rastreio do câncer da mama em mulheres de risco habitual com idade entre 40-74 anos", publicado no Canadian Medical Association Journal. Estas recomendações pesaram benefícios potenciais do rastreamento do câncer de mama contra danos de falsos positivos e biópsias desnecessárias.

A Força-Tarefa observou algumas imprecisões e distorções na cobertura da mídia acerca das recomendações e, por uma questão de clareza, trouxe este material complementar (vídeo, cartilhas, além de distribuir material por email amplamente)

A CTFPHC ressaltou o seguinte para os leigos:

• Ao contrário do que os leitores podem ter concluído a partir de parte da cobertura da mídia, a força-tarefa não é anti-exame, nem a favor do screening. A diretriz atualizada apóia uma triagem ideal. Estas recomendações foram desenvolvidas para garantir o melhor uso da mamografia e exames para as mulheres na faixa etária 40-74 com risco médio de desenvolver câncer de mama.

• Nossa orientação científica sobre o rastreio do câncer da mama é atual até outubro de 2011. E, assim como os painéis de peritos independentes em outros países, a Força-Tarefa não inclui estudos observacionais para avaliar os benefícios por causa do maior risco de vieses e de sobreestimar os benefícios do tratamento/ triagem, pois estes têm um risco inerentemente superior de chegar a conclusões incorretas sobre os seus potenciais
benefícios.

• A orientação da Força Tarefa sobre mamografia está de acordo
em grande parte com as práticas atuais dos programas de rastreio estaduais e territoriais. A maioria das províncias canadenses não recruta ativamente pacientes com menos de 50 anos de idade.

Relatando os fatos:

As mulheres abaixo de 50 anos de idade podem se submeter a uma mamografia em muitas províncias via auto-referência ou encaminhamento médico - o que é consistente com a recomendação da Força Tarefa de que as mulheres e seus médicos tenham um diálogo afinado sobre as suas opções e se o indivíduo deve ou não passar por uma triagem.

• Nossas recomendações também são consistentes com as diretrizes de organizações independentes nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Outras grandes organizações canadenses, como o Colégio de Médicos de Família do Canadá e da Sociedade Canadense do Câncer aprovaram as Diretrizes.

• Os membros da Força-Tarefa são todos voluntários não remunerados, e ao contrário do que foi apontado por muitos críticos desta recomendação, não temos quaisquer conflitos financeiros ou de interesse científico. Para mais informações sobre a política de conflito de interesses da Força-Tarefa, consulte nosso Manual de Procedimentos.

Em última instância, queremos que as mulheres compreendam os benefícios e os riscos de mamografia e falem com seus prestadores de cuidados primários sobre esses benefícios e riscos ao discutir as suas opções para o rastreio do câncer da mama.


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

USPSTF: ECG de rotina não.

USPSTF: Ainda nenhuma razão para usar Screening de ECG em pacientes de baixo risco

Ainda não há evidências suficientes para justificar a análise eletrocardiográfica de descanso ou exercício em adultos assintomáticos, concluiu um estudo encomendado pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos Estadunidense (USPSTF) e publicado no Annals of Internal Medicine. A força-tarefa chegou à mesma conclusão em 2004.

Os pesquisadores revisaram dados publicados desde 2002 para examinar os benefícios do rastreio sobre os resultados clínicos, como triagem afeta o tratamento, se o rastreamento ajuda a classificar os pacientes em grupos de risco, e se há danos associados com a triagem. Eles descobriram que as anormalidades ECG podem até prever aumento do risco, mas com implicações incertas em relação ao tratamento.

Dada a falta de alto nível de evidência de benefício "os médicos não devem incorporar triagem com eletrocardiograma de repouso ou exercício em suas práticas, exceto no contexto dos ensaios clínicos."

Leia a tradução do resumo:

Screening Asymptomatic Adults With Resting or Exercise Electrocardiography: A Review of the Evidence for the U.S. Preventive Services Task Force

Antecedentes: a doença cardíaca coronariana é a principal causa de morte em adultos. A triagem para anormalidades usando eletrocardiograma de repouso ou exercício (ECG) pode ajudar a identificar pessoas que se beneficiariam de intervenções para reduzir o risco cardiovascular.

Objetivo: atualizar a revisão do USPSTF de 2004 e rever as evidências sobre o rastreio de anomalias do ECG de repouso ou exercício em adultos assintomáticos.

Fontes de dados: MEDLINE (2002 a janeiro de 2011), o banco de dados da Biblioteca Cochrane (através do quarto trimestre de 2010), e listas de referência.

Seleção de estudos: Estudos randomizados, ensaios clínicos controlados e estudos de coorte prospectivo.

Extração de dados: Investigadores abstrairam detalhes sobre a população do estudo, delineamento, análise de dados, follow-up, e resultados, e avaliaram a qualidade usando critérios pré-definidos.

Síntese de dados: o estudo avaliou os resultados clínicos ou uso de terapias de redução de risco após a triagem, contra nenhum de triagem. Nenhum estudo estimou com precisão se os participantes submetidos ao eletrocardiograma de repouso ou exercício foram classificados em grupos de alto, intermediário ou baixo risco, em comparação com a avaliação de risco tradicionais. Sessenta e três estudos de coorte prospectivo avaliaram anormalidades no eletrocardiograma de repouso ou exercício como preditores de eventos cardiovasculares após o ajuste para fatores de risco tradicionais. Anormalidades no ECG de repouso (do segmento ST ou onda T anormalidades, hipertrofia ventricular esquerda, bloqueio de ramo, ou para a esquerda-desvio do eixo), ou ECG de exercício (depressão do segmento ST com o exercício, a incompetência cronotrópica, recuperação da freqüência cardíaca anormal, ou diminuição do exercício capacidade) foram associados com risco aumentado (estimativas relação perigo pesquisado [pooled risk], 1,4-2,1). As evidências sobre os danos foram limitados, mas os prejuízos diretos pareceram mínimos (para ECG de repouso) ou pequenos (para o EEG de esforço). Nenhum estudo estimou prejuízos de testes subsequentes ou intervenções, embora as taxas de angiografia após o exercício ECG variaram de 0,6% para 2,9%.

Limitações: Só estudos de língua inglesa foram incluídos. Heterogeneidade estatística estava presente em várias das análises por amostragem.

Conclusão: Anormalidades no ECG de repouso ou exercício estão associadas com um risco aumentado de eventos cardiovasculares subseqüentes após o ajuste para fatores de risco tradicionais, mas as implicações clínicas destes achados não são claras.

Acesse:


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AAS x prevenção cardiovascular primária


Effect of Aspirin on Mortality in the Primary Prevention of Cardiovascular Disease


Uma atualização de meta-análise feita a partir de estudos randomizados controlados descobriram que a aspirina impede a morte, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico, mas aumenta o acidente vascular cerebral hemorrágico e grandes sangramentos, quando utilizado na prevenção primária da doença cardiovascular. O estudo está publicado no American Journal of Medicine.


É interessante observar que nos benefícios mortalidade e infarto agudo do miocárdio, o intervalo de confiança do risco relativo vai até 1,00, ou seja, estatisticamente pode ser nulo. Já os danos tem todos intervalo de confiança acima de 1,01, em especial de grandes sangramentos e hemorragia gastrointestinal. Será que, ao incluir novos estudos, corremos o risco de ver os benefícios da aspirina para mortalidade geral e IAM serem não comprovados?

Leia a tradução do resumo:

Objetivo
A falta de benefícios de mortalidade relacionados a aspirina em meta-análises prévias de ensaios sobre a prevenção primária da doença cardiovascular tem contribuído para a incerteza sobre o equilíbrio entre benefícios e riscos da aspirina na prevenção primária. Foi realizada uma atualização desta meta-análise de estudos randomizados controlados de aspirina para obter melhores estimativas do efeito da aspirina sobre a mortalidade em prevenção primária.

Métodos

Artigos elegíveis foram identificados em bases de dados eletrônicos e listas de referência. Os desfechos de interesse pesquisados foram: mortalidade por qualquer causa, morte cardiovascular, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e hemorragia. Os dados foram obtidos a partir de testes individuais, utilizando o modelo DerSimonian-Laird de efeitos aleatórios, e os resultados são apresentados como risco relativo (RR) e intervalos de confiança de 95% (CI).

Resultados
Nove estudos randomizados e controlados com 100.076 participantes foram incluídos. A aspirina reduziu a mortalidade (RR 0,94; 95% CI, 0,88-1,00), infarto do miocárdio (RR 0,83; 95% CI, 0,69-1,00), acidente vascular cerebral isquêmico (RR 0,86; 95% CI, 0,75-0,98), e o misto de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular (RR 0,88; 95% CI, 0,83-0,94), mas não reduziu a mortalidade cardiovascular (RR 0,96; 95% CI, 0,84-1,09). A aspirina aumenta o risco de acidente vascular cerebral hemorrágico (RR 1,36; 95% CI, 1,01-1,82), sangramento maior (RR 1,66; 95% CI, 1,41-1,95) e sangramento gastrointestinal (RR 1,37; 95% CI, 1,15-1,62) . A falta de disponibilidade de dados do paciente em nível de exploração impediu a análise de benefícios e riscos da aspirina em subgrupos chave.

Conclusão
A aspirina impede mortes, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico, e aumenta o acidente vascular cerebral hemorrágico e as principais hemorragias quando usado na prevenção primária da doença cardiovascular.

Livre acesso ao artigo:





sábado, 28 de maio de 2011

Dieta rica em cálcio não tem efeito aparente benéfico no risco de fratura

Dietary calcium intake and risk of fracture and osteoporosis: prospective longitudinal cohort study

A ingestão de cálcio acima de determinados níveis tem pouco efeito sobre o risco das mulheres para a fratura ou osteoporose,segundo um estudo do BMJ. Os pesquisadores acompanharam cerca de 60.000 mulheres,com idade de cerca de 55 no início do estudo, há 20 anos. A ingestão de cálcio foi estimada por meio de questionários de frequência alimentar, e uma subcoorte foi submetida a avaliação da densidade mineral óssea.

As pacientes foram divididos em quintis de ingestão de cálcio acumulado. Aquelas com rendimentos mais baixos tiveram maior risco de ter uma primeira fratura de qualquer tipo, fratura de quadril, ou osteoporose durante o seguimento, quando comparadas com o quintil médio (grupo de referência). Após ajuste multivariado, aquelas do quintil de consumo mais elevado não apresentaram maior vantagem para evitar a fratura. De fato, o risco de fratura de quadril foi maior entre aquelas com as maiores quantidades de cálcio.

Os autores dizem que seus resultados sugerem que na prevenção de fraturas osteoporóticas, "a ênfase deve ser colocada em indivíduos com baixa ingestão de cálcio ao invés de aumentar o consumo desses montantes já consome satisfatório."

Leia abaixo o resumo (traduzido) e o abstract

Resumo

Objetivo: investigar associações entre a ingestão a longo prazoda dieta de cálcioe de risco de fratura de qualquer tipo, fraturas de quadril, e osteoporose.

Design: Um estudo de coorte longitudinal prospectivo, com base na Swedish Mammography Cohort, incluindo um subcoorte, a Swedish Mammography Cohort Clinical. Uma configuração de coorte de base populacional na Suécia criada em 1987.

Participantes 61 433 mulheres (nascidos entre 1914 e 1948)foramacompanhados por 19 anos. 5.022 destas mulheresparticiparam do subcohort.

Os principais parâmetros de medidas de desfecho primárias foram incidentefraturas de qualquer tipo e fraturas do quadril, queforam identificados a partir de dados do Registro. O desfecho secundário foi a osteoporose diagnosticada porabsorciometria de dupla energia de raios x na subcoorte. A dieta foiavaliadaatravés de questionários de frequência alimentar repetida.

Resultados Durante o seguimento, 14 738 mulheres (24%) tiveram uma primeira fratura de qualquer tipo e, entre elas 3.871(6%), fratura de quadril a primeira vez. Das 5.022 mulheres na subcoorte, 1012 (20%) foram avaliadas comoosteoporose. Os padrões de risco com o cálcio da dieta eram não-lineares. A taxabruta de uma primeira fratura de qualquer tipo foi 17.2/1000 pessoas-ano em risco no quintil de ingestão de cálcio, e 14.0/1000 pessoas-ano em risco noterceiro quintil, correspondendo a uma taxa de risco multivariado ajustado de 1,18 (95 % intervalo de confiança de 1,12-1,25). A taxa de risco para uma fraturade quadril primeira foi de 1,29 (1,17-1,43) e a razão de chances de osteoporosefoi de 1,47 (1,09-2,00). Comum a baixa ingestão de vitamina D, a taxa de fraturano quinto quintil cálcio primeiro foi mais pronunciado. A maior quintil de ingestão de cálcio não reduzir ainda mais o risco de fraturas de qualquer tipo, ou deosteoporose, mas foi associado com uma maior taxa de fratura de quadril, hazard ratio 1,19 (1,06-1,32).

Conclusão aumentos graduais na ingestão de cálcio acima do primeiro quintil da população feminina sueca não foram associados com maiores reduções no risco de fratura ou osteoporose.


Abstract

Objective To investigate associations between long term dietary intake of calcium and risk of fracture of any type, hip fractures, and osteoporosis.

Design A longitudinal and prospective cohort study, based on the Swedish Mammography Cohort, including a subcohort, the Swedish Mammography Cohort Clinical.

Setting A population based cohort in Sweden established in 1987.

Participants 61 433 women (born between 1914 and 1948) were followed up for 19 years. 5022 of these women participated in the subcohort.

Main outcome measures Primary outcome measures were incident fractures of any type and hip fractures, which were identified from registry data. Secondary outcome was osteoporosis diagnosed by dual energy x ray absorptiometry in the subcohort. Diet was assessed by repeated food frequency questionnaires.

Results During follow-up, 14 738 women (24%) experienced a first fracture of any type and among them 3871 (6%) a first hip fracture. Of the 5022 women in the subcohort, 1012 (20%) were measured as osteoporotic. The risk patterns with dietary calcium were non-linear. The crude rate of a first fracture of any type was 17.2/1000 person years at risk in the lowest quintile of calcium intake, and 14.0/1000 person years at risk in the third quintile, corresponding to a multivariable adjusted hazard ratio of 1.18 (95% confidence interval 1.12 to 1.25). The hazard ratio for a first hip fracture was 1.29 (1.17 to 1.43) and the odds ratio for osteoporosis was 1.47 (1.09 to 2.00). With a low vitamin D intake, the rate of fracture in the first calcium quintile was more pronounced. The highest quintile of calcium intake did not further reduce the risk of fractures of any type, or of osteoporosis, but was associated with a higher rate of hip fracture, hazard ratio 1.19 (1.06 to 1.32).

Conclusion Gradual increases in dietary calcium intake above the first quintile in our female population were not associated with further reductions in fracture risk or osteoporosis.


Acesso ao artigo:

BMJ - helping doctors make better decisions

Link alternativo para o artigo completo: http://www.bmj.com/content/342/bmj.d1473.full

Leia também nota do Medline Health Plus:





Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Aspirina para prevenção primária de eventos cardiovasculares em pessoas com Diabetes

ADA/AHA/ACCF Scientific Statement: Aspirin for Primary Prevention of Cardiovascular Events in People With Diabetes
A Position Statement of the American Diabetes Association, a Scientific Statement of the American Heart Association, and an Expert Consensus Document of the American College of Cardiology Foundation

A aspirina é recomendada como medida preventiva para eventos cardiovasculares nos diabéticos:
baixas doses de aspirina (75-162 mg / dia) são uma escolha razoável para adultos com diabetes que têm risco acima de 10% em 10 anos para a doença cardiovascular (DCV) e não estão em risco aumentado de sangramento, de acordo com uma declaração do American Diabetes Association, a American Heart Association e American College of Cardiology.

O comunicado, publicado na revista Circulation, baseia-se na meta-análise de nove estudos examinando os efeitos da aspirina para prevenir eventos cardiovasculares em pacientes com diabetes. Dentre as recomendações:
  • Adultos com diabetes em risco aumentado para doenças cardiovasculares (por exemplo, homens com mais de 50 anos ou mulheres com mais de 60 anos com um fator adicional de risco para DCV) devem receber aspirina para prevenção primária.
  • Pacientes de risco intermediário para doença cardiovascular (por exemplo, pacientes mais jovens com pelo menos um fator de risco, pacientes idosos sem fatores de risco, ou pacientes com risco de 10 anos de 5% a 10%) pode considerar tomar uma aspirina diariamente.

Acesse (livre acesso):

Circulation

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os danos provocados pela Prevenção

Los daños provocados por la prevención y por las actividades preventivas
Artigo de Juan Gervás

Segundo GERVÁS e FERNANDEZ, A prevenção tem uma aura positiva que muitas vezes leva a ignorar os seus efeitos adversos. As atividades de prevenção são atividades de saúde, e, como tal, têm vantagens e desvantagens.

O trabalho explora alguns exemplos de danos causados pela prevenção. Os autores apontam que temos que comprovar que os benefícios superam os danos.

  • Los daños provocados por la prevención y las actividades preventivas. Gérvas, J., Pérez Fernández, M. Rev Innovación Sanit Aten Integrada. 2009; 1(4): 6. Descargar artículo completo aquí:
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Uma nova maneira de avaliar o risco de fratura em Osteoporose

Postmenopausal osteoporosis: Fracture risk and prevention

O Journal of Family Practice traz a opinião de 4 especialistas que discutem:
* Uma nova pesquisa sobre a fisiopatologia da osteoporose pós-menopausa
* As atuais recomendações de boas práticas de diagnóstico e tratamento
* O uso eficaz de FRAX ®, o novo instrumento de avaliação do risco de fractura da OMS

Os Debatedores:

Andrew M. Kaunitz, MD (Co-Chair)
Professor Associado e Chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia
University of Florida College of Medicine-Jacksonville, Jacksonville, Flórida

Michael R. McClung, MD (Co-Chair)
Director, Oregon Osteoporosis Center, Portland, Oregon

Robert G. Feldman, MD
Diretor Médico, Senior Clinical Trials, Inc.
Private Practice, Laguna Hills, Califórnia

Susan Wysocki, RNC, NP, FAANP
Presidente e CEO da Associação Nacional de enfermeira na Saúde da Mulher, Washington, DC


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Velocidade da caminhada e morte cardiovascular em idosos

Slow walking speed and cardiovascular death in well functioning older adults: prospective cohort study

Objetivo: estudar a relação entre baixa velocidade de caminhada e o risco de morte em idosos por causas globais e causas principais de morte.

Desenho de estudo: coorte prospectivo.

Âmbito: Centro Dijon (França), do estudo Three-City.

Participantes: 3208 homens e mulheres com idade ≥ 65 anos na comunidade, recrutados entre 1999 e 2001, e seguido por uma média de 5,1 anos.

Principais desfechos medidos: mortalidade geral e pelas principais causas de morte, por terços da linha de base da velocidade de andar (máxima velocidade acima de seis metros), ajustados para vários potenciais fatores de confusão; curvas de sobrevida de Kaplan-Meier por terços da linha de base da velocidade de andar. Status vital durante o seguimento. Causas de morte.

Resultados: acompanhou-se 16.414 pessoas-ano, encontrando-se 209 mortes (99 de câncer, 59 por doença cardiovascular, 51 por outras causas). Os participantes nalinha de base mais baixa da velocidade de caminhada tiveram risco aumentado de morte (hazard ratio=1,44, IC95%=1,03-1,99) comparados com o terço superior. As análises para causas específicas de morte mostraram que os participantes com baixa velocidade de caminhada tiveram aproximadamente um risco três vezes maior de morte cardiovascular (2,92, 1,46-5,84) comparados com os participantes de caminhada rápida. Não houve relação com a mortalidade por câncer (1,03, 0,65 a 1.70), como esperado. Na análise estratificada, a mortalidade cardiovascular foi aumentada em vários estratos definidos por sexo, idade média, índice de massa corporal médio (IMC) e nível de atividade física.

Segundo os autores, então, caminhada lenta em idosos estaria fortemente associada a um aumento do risco de mortalidade cardiovascular.

Ou "devagar se vai ao longe... muito longe... ao além?"

Acesse:
BMJ - helping doctors make better decisions


"Propaganda gratuita do Twitter do BMJ":

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Questionaram o AAS para Prevenção Cardíaca Primária

Aspirin for primary prevention of cardiovascular disease?


Aspirina "não deve ser rotineiramente iniciada" para a prevenção primária das doenças cardiovasculares, e para pacientes que já tomam aspirina, sua utilização deve ser revista, recomenda a publicação do BMJ Drug and Therapeutics Bulletin.

Depois de considerar as recomendações de diversoas meta-análises, os autores concluem que as evidências disponíveis "não justificam o uso rotineiro da aspirina em baixas doses na prevenção primária de [doenças cardiovasculares], em indivíduos aparentemente saudáveis, incluindo aqueles com pressão arterial elevada ou diabetes. " Eles dizem que o risco de hemorragias graves devido ao uso crônico de aspirina, por vezes, compensa os benefícios da aspirina.

Os autores acrescentam que, para pacientes que já tomam aspirina, "a decisão sobre se deve continuar com o tratamento devem ser tomadas pelo paciente e um profissional de saúde à luz das evidências disponíveis."

O Guideline do USPSTF apontava justamente a necessidade de maiores estudos sobre o balanço entre riscos e benefícios do uso do AAS. Acesse:

USPSTF guideline

Artigo (não livre acesso) do BMJ DTP

sábado, 3 de outubro de 2009

Desempenho da ESF no controle da tuberculose

Desempenho da atenção básica no controle da tuberculose

Rev. Saúde Pública, ahead of print Epub Sep 18, 2009

RESUMO

OBJETIVO: Analisar o acesso ao tratamento para tuberculose em serviços de saúde vinculados ao Programa Saúde da Família e em ambulatório de referência.
MÉTODOS: Foi realizado estudo do tipo inquérito descritivo, em 2007, com 106 pacientes que receberam tratamento para tuberculose no período de julho/2006 a agosto/2007 em Campina Grande, PB, vinculados ao Programa Saúde da Família (PSF) e em ambulatório de referência. Para avaliação de serviços de saúde, foi utilizado o instrumento Primary Care Assessment Tool, validado e adaptado para atenção à tuberculose no Brasil. As principais variáveis analisadas se referiam a locomoção e distância ao serviço e supervisão dos doentes.
RESULTADOS: Dos 106 doentes, 83,9% realizaram tratamento auto-administrado e 16,0% tratamento supervisionado. Os indicadores das unidades PSF e ambulatório de referência, considerados semelhantes (p>0,05), foram: 65,1% "perder o turno de trabalho para consultar"; 65,0% "utilizar o transporte motorizado"; 50,0% "sempre pagar pelo transporte motorizado" e 69,0% não fazer o "tratamento em unidades de saúde perto do seu domicílio". Os indicadores "utilizar transporte motorizado", "pagar pelo transporte para consultar", "fazer tratamento perto de casa" foram estatisticamente diferentes (p<0,05)

CONCLUSÕES: Apesar de o município ter 85 equipes de PSF, o tratamento supervisionado foi incorporado por poucos. Embora o tratamento da tuberculose seja disponibilizado pelo serviço público de saúde, ainda representa um custo econômico para o paciente em função da necessidade de deslocamento até o serviço de saúde, bem como a perda do turno de trabalho para ser consultado.

Acesse:

Revista de Saúde Pública

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Educação em Saúde para Jovens: HPV

O amor em tempos de HPV

O Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia da UFRJ acaba de lançar no YouTube o vídeo de animação sobre HPV e câncer para jovens.

Este é o resultado de um projeto apoiado pela Faperj, Fundação do Câncer e CNPq, no qual verifica-se que os jovens cariocas sabem pouco ou quase nada sobre o vírus do Papiloma Humano. Cerca de 70% dos entrevistados não conseguiram responder a nenhuma das três questões sobre o assunto (O que é HPV ? Como se transmite ? E o que o HPV pode causar ?). Através da Metodologia Educacional em Saúde, área do conhecimento com metodologia cientificamente embasada, os responsáveis resolveram contar de forma divertida e lúdica como eles podem se prevenir.

Pesquisa da Fiocruz mostrou que, entre 1999 e 2005, houve um crescimento de 2,6 vezes na contaminação pelo vírus de jovens entre 10 e 19 anos.






O site do Programa de Oncobiologia é www.oncobiologia.bioqmed.ufrj.br

Créditos pela notícia: Claudia Jurberg


Além disto, HPV é tema do suplemento de setembro do Journal of Family Practice

Acesso:

Obs: Este suplemento foi apoiado com recursos educacionais da Merck&Co. e QIAGEN Inc.