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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Grupo de Trabalho em Atenção Domiciliar

SBMFC cria grupo de trabalho em Atenção Domiciliar


Entenda

No 14o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade foi estabelecido um grupo de trabalho em Atenção Domiciliar (AD), fundado por sócios da SBMFC e congressistas visando o aprimoramento e qualificação da AD no país, em especial nas vertentes do exercício profissional, da pesquisa e do ensino multiprofissional na área.

A Atenção Domiciliar hoje no Brasil se organiza em 3 eixos (veja apresentação abaixo), sendo a AD1 de responsabilidade da Atenção Primária, enquanto as AD2 e AD3 se relacionam a níveis crescentes de densidades tecnológicas, e são exercidas pelas EMAD com o apoio das EMAP.

Hoje no Brasil há cerca de mil equipes específicas de Serviços de Atenção Domiciliar (SAD):


Assim, a criação do GT agrega a possibilidade de ampliar a discussão neste sentido. 

Saiba Mais:


Email do Grupo de Trabalho Atenção Domiciliar: gtadsbmfc@gmail.com 

Leia também SBMFC entrevista Leonardo Savassi: vamos falar sobre atendimento domiciliar? 12/10/2017. Disponível em http://www.sbmfc.org.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&PaginaId=11&mNoti_Acao=mostraNoticia&noticiaId=1192  Florianópolis: SBMFC, 2017.

Conheça a Associação Brasileira dos Serviços de Atenção Domiciliar:
 https://www.facebook.com/atencaodomiciliar/ 




Leia transcrição do documento de fundação do GT AD SBMFC
Ata da reunião de fundação do Grupo de Trabalho em Atenção Domiciliar da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e ComunidadeLocal: Expo Unimed, Curitiba, sala 15.
Data: 03 de Novembro de 2017,
Horário: 18h 40 min.
No dia 03 de Novembro de 2017, às dezoito horas e quarenta minutos se reuniram no Centro de Convenções Expo Unimed, em Curitiba, Paraná, durante o décimo quarto Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, profissionais de saúde interessados em constituir o Grupo de Trabalho em Atenção Domiciliar da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.
Discutiram-se quais seriam os grandes eixos de desafios encontrados no cotidiano da Atenção Domiciliar, sendo inicialmente identificados:
- Assistência à saúde;
- Formação em Atenção Domiciliar;
- Pesquisa em Atenção Domiciliar;
- Abordagem do Cuidador;
- Exercício profissional.
Os presentes discutiram os desafios e as potencialidades do cuidado realizado no domicílio, e apresentam as seguintes justificativas para a criação do Grupo de Trabalho em Atenção Domiciliar, doravante denominado GT-AD.
Dentro dos desafios da Assistência Domiciliar a Saúde, destacam-se as dificuldades de integração das diferentes profissões para um cuidado em domicílio, a realização de atividades profissionais sem retaguarda institucional, a necessidade de critérios de inclusão em cada  modalidade de cuidados, instrumentos de transição do cuidado de forma efetiva entre os diferentes níveis de atenção domiciliar e os demais pontos da rede de atenção a saúde. Linhas de cuidado em AD são necessárias inclusive para embasar a prática. É necessária ainda a capacitação de profissionais que já estão no serviço.
No eixo da formação, destacam-se as necessidades de aprofundar e estabelecer um perfil de competências necessárias para a definição de um profissional de saúde visitador, entendendo que há competências necessárias para a formação do especialista em atenção primária, mas competências específicas que podem se traduzir na necessidade de um terceiro ano de residência. Demanda ainda cenários de formação diversificados, dentro de uma Rede de Atenção a Saúde ampla, que pode envolver serviços públicos e suplementares de atenção. Entendem a formação em AD hoje insuficiente na graduação, na pós-graduação, mas necessária para uma prática qualificada. E que desde a graduação deve-se fomentar a realização de atividades de estudantes dentro do domicílio.
No eixo da pesquisa, destacam-se as necessidades de apresentar evidências de nossa prática profissional como forma de comprovar, inclusive para gestores de serviços, a efetividade dos resultados assistenciais tanto no aspecto da qualidade da atenção, quanto na otimização de recursos. As evidências apontam que a Atenção Domiciliar se mostra mais custo-efetiva que outras opções da RAS, com qualidade assistencial.
A abordagem do cuidador envolve desde o seu papel de apoiador do processo de cuidado, até a sua avaliação enquanto indivíduo vulnerável que demanda apoio e cuidados da equipe de saúde. O cuidador assume parte relevante dos cuidados, incluindo parte das ações realizadas por profissionais de saúde quando de sua internação hospitalar. E é necessariamente foco de cuidados tanto por equipes de Atenção Primária quanto de Atenção Domiciliar.
No eixo do exercício profissional, destacam-se desde desafios da prática domiciliar, onde há maior autonomia de cuidadores profissionais e familiares que se traduzem em práticas que são conflituosas com as definições de exercício profissional, até o respaldo de equipes e profissionais de saúde para práticas necessárias no domicílio. A formação enquanto elemento fundamental para embasar a prática também é uma necessidade para os profissionais hoje.
Por todos estes motivos, os presentes entendem que há a necessidade de estabelecimento deste GT-AD para qualificar a Assistência a Saúde de pessoas sob os cuidados domiciliares, para debater e estruturar os processos de formação em Atenção Domiciliar, para fomentar a pesquisa nesta área, para debater e apoiar tanto os profissionais de saúde em sua prática domiciliar, quanto o cuidador familiar como indivíduo fundamental no processo de cuidado.  Debateu-se ainda a necessidade de integração com outros Grupos de Trabalho, tais como o GT de Cuidados Paliativos.
Os presentes elegem Leonardo Cançado Monteiro Savassi como coordenador deste primeiro GT-AD e Cibelle Gomes Lima Melo como vice coordenadora.
Curitiba, 03 de novembro de 2017. 

Veja entrevista sobre a Criação do GT:
 


Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

domingo, 15 de janeiro de 2012

Acesso aprimorado à Atenção Primária reduz a mortalidade

A relação linear entre acesso dos doentes aos cuidados primários e de mortalidade, de acordo com as conclusões de um grande estudo retrospectivo.

Anthony Jerant, MD, da Universidade da Califórnia, Davis, em Sacramento, e seus colegas publicaram suas descobertas na edição de janeiro / fevereiro 2012 dos Annals of Family Medicine.

Os autores observaram que, apesar de resultados de redução da mortalidade entre os indivíduos com acesso aos cuidados primários ao nível da população, não fica claro se essas descobertas se aplicam ao nível do paciente individual. "Uma armadilha potencial na interpretação dos resultados de [anterior] estudos é a falácia ecológica: falsamente concluindo que o conjunto de estatísticas coletadas para um grupo são aplicáveis ​​aos indivíduos dentro do grupo," escrevem os autores. "Estudos com indivíduos como unidade de análise são necessários para examinar a associação dos atributos específicos de cuidados primários com a mortalidade a nível do paciente."

Neste estudo, os autores utilizaram dados em nível de individuais de paciente de 2000-2005 Medical Expenditure Panel Survey, que inclui questões sobre atributos da atenção primária, ligado ao National Death Index. Eles incluíam 52.241 participantes da pesquisa com idade entre 18 a 90 anos para quem apuração de mortalidade e todos os itens atributo de saúde estavam disponíveis. Destes, 1.717 morreram durante até 6 anos de seguimento. No geral, a pontuação dos atributos da atenção primária foi inversamente associado com a mortalidade (hazard ratio ajustada, 0,79; 95% intervalo de confiança [IC], 0,64-0,98, P = 0,03). Etnia, sexo, idade, saúde física e mental, e total das despesas anuais de saúde também foram significativamente associados com a mortalidade.

Os autores categorizaram instalações de cuidados primários de acordo com cinco critérios (cuidar de novos problemas de saúde, cuidados preventivos, encaminhamentos para outros profissionais de saúde, maior acesso, e centrado no paciente), atribuindo uma pontuação de 1 (sim) ou 0 (não) a cada atributo e uma média de pontuação para cada participante. Saúde mental e física foram medidos usando o 12-Item Componente Pesquisa Short-Form Saúde Mental (MCS-12) e do Componente Físico (PCS-12) pontos, com pontuação variando de 0 (pobre de saúde) a 100 (saúde excelente). Os autores classificados a mortalidade como a morte antes de 31 de dezembro de 2006.

Mortalidade foi significativamente menor entre os participantes com uma pontuação atributos primários de cuidados de 1,0 (hazard ratio ajustada, 0,81; 95% CI, 0,66-0,99) do que entre aqueles com uma pontuação de 0 a 0,5, após o ajuste para tabagismo e índice de massa corporal (P = 0,04). Mais de 25% dos participantes tinham uma pontuação de 1,0 atributos, e estes indivíduos tinham maior probabilidade de ser branca e mulheres, vivem no Nordeste, têm seguros privados, relatar problemas de saúde mais crônicos, têm menor MCS-12 e PCS-12 pontos , têm maiores gastos de saúde, e ser uma idade mais avançada.


Os autores sugerem que suas descobertas têm implicações para o movimento médico em casa centrado no paciente. "Especificamente, [nossos resultados] sugerem que a adoção desses elementos da medicina em casa tem o potencial para reduzir a mortalidade, complementando evidências sugerindo benefícios de determinados elementos médicos na casa de outros resultados importantes (por exemplo, taxas de serviços de entrega de prevenção, controle do diabetes, satisfação do paciente) , potencialmente a um custo reduzido ", escrevem os autores. "Estudos randomizados controlados multicêntricos de intervenções serão necessárias para definitivamente resolver a questão de quais atributos casa médicas contribuem para o risco de mortalidade reduzida."

Os autores não declararam relações financeiras relevantes.

Ann Fam Med. 2012; 10:34-41.


Publicado originalmente por Ricardo Alexandre de Souza em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

sábado, 5 de novembro de 2011

Intervenções educativas domiciliares para crianças com asma

Home-based educational interventions for children with asthma

Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

Intervenções educativas domiciliares para crianças com asma.

Enquanto diretrizes recomendam que as crianças com asma devem receber educação em asma, não se sabe se a educação realizada em casa é superior ao tratamento habitual ou à mesma educação entregues em outros lugares. Educadores domiciliares tentam alcançar as populações (como os economicamente desfavorecidos) e podem experimentar barreiras ao atendimento (como a falta de transporte) dentro de um ambiente familiar.

O grupo Cochrane realizou então uma revisão sistemática sobre intervenções educativas para a asma em casa para as crianças, cuidadores ou ambos, e para determinar os efeitos dessas intervenções sobre os resultados relacionados à asma na saúde. A busca foi feita no Grupo Especializado de ensaios Cochrane Airways Register, que inclui o Registo Central Cochrane de Ensaios Controlados (CENTRAL), MEDLINE, EMBASE, CINAHL, PsycINFO e AMED, e busca manual em revistas respiratórias e resumos de congressos. Também na Education Resources Information Center (ERIC), listas de referências de ensaios e artigos de revisão (última pesquisa em Janeiro de 2011).

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados de educação em asma em casa para as crianças, seus cuidadores ou ambos. Na primeira comparação, os grupos de controle elegíveis foram: prestados os cuidados habituais, ou a mesma educação fora de casa. Para a segunda comparação, os grupos de controle envolveram intervenção menos intensiva educacionais em casa.

Encontrou-se 12 estudos envolvendo 2.342 crianças. Onze dos 12 ensaios foram conduzidos nos Estados Unidos, em contextos urbanos ou suburbanos, envolvendo populações vulneráveis. Os estudos foram em geral de boa qualidade metodológica. Eles diferiram significativamente em termos de idade, contexto de gravidade da asma e conteúdo da intervenção educativa levando a heterogeneidade clínica substancial. Devido a esta heterogeneidade clínica, não resulta para o pool de resultados primários, o número de pacientes com exacerbações que requeriram o serviço de emergência (ED).

A média do número de exacerbações que requeriram atendimentos por pessoa em seis meses não foi significativamente diferente entre os intervenção domiciliar e grupos de controle (N = 2 estudos; MD 0,04, intervalo de confiança de 95% (CI) -0,20 para 0,27). Apenas um estudo contribuiu para o outro resultado primário: exacerbações que requeriram um curso de corticosteróides orais. Internações hospitalares também mostraram uma grande variação entre os ensaios com mudanças significativas em alguns testes em ambas as direções. A qualidade de vida melhorou em ambos os grupos de educação e controle sobre o tempo.

A tabela que resume alguns dos principais componentes dos programas de educação está incluída na revisão.

Conclusão: os autores encontraram evidências inconsistentes para intervenções educacionais em casa para asma em comparação ao tratamento padrão, a educação fora de casa ou de uma intervenção menos intensiva educacional em casa. Embora a educação continue a ser um componente chave da gestão da asma em crianças, defendida em inúmeras diretrizes, esta revisão não contribui com maiores informações sobre o conteúdo fundamental e melhor configuração para tais intervenções educativas.

É necessário que se estude mais profundamente as ações educativas em saúde para determinar quais são realmente efetivas nos desfechos importantes para a saúde

Acesse o artigo (livre acesso via Cochrane BVS):

Biblioteca Virtual em Saúde
[No http://medicinadefamiliabr.blogspot.com você tem acesso ao link]

O Médico de Família e o cuidador

Necessidade dos MFCs cuidarem de cuidadores

Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

É comum cuidadores leigos ignorarem preocupações com a própria saúde ao apoiar alguém com câncer avançado. Durante este tempo, os cuidadores dos pacientes são muitas vezes deixados de lado pelos profissionais de saúde, incluindo médicos de família (na Austrália, General Practitioners - GPs), que podem perder a amplitude das necessidades dos cuidadores, concentrando-se apenas nos aspectos práticos da prestação de cuidados.

Os GPs tradicionalmente dependem que pacientes levantem as suas preocupações, para a seguir responder a estas preocupações, mas os cuidadores podem não estar inclinados a isto. As normas de engajamento/adesão quando os cuidadores consultam o seu médico de família são menos definidas, e há pouca pesquisa sobre como eles interagem com o seu GP em relação à sua própria saúde .

Este sub-estudo investiga as normas, as suposições e sutilezas que regem a relação cuidador-GP, e explora os fatores que afetam sua interação sobre as preocupações dos cuidadores de saúde. Os pesquisadores (da Austrália) entrevistaram por formulário semi-estruturado seis cuidadores leigos e 19 profissionais de saúde em Brisbane, Austrália, e analisaram as transcrições da entrevista.

Normas tradicionais de engajamento estão sujeitas às suposições e expectativas que os cuidadores e GPs trazem para a consulta. Pressões práticas também influenciam a "capacidade e vontade para cuidadores discutirem saúde por ambas as partes . Sua interação é reforçada pela qualidade da relação cuidador-GP e pela habilidade do GP".

Os pesquisadores concluíram: "Os cuidadores são apanhados em um paradoxo em que suas necessidades de saúde pode tornar-se oculta pelas necessidades do paciente cuidado, em um ambiente onde as necessidades do paciente são normalmente examinadas e apoiadas. Cuidadores podem não levantar as suas preocupações de saúde com o seu GP, que por sua vez pode precisar. de dicas (atalhos) quando for oportuno e seguro fazê-lo".

O uso rotineiro de um prompt (ponto de partida) pode ajudar a resolver sistematicamente as necessidades dos cuidadores, mas isto precisa ser complementado pelo "desejo e a capacidade de colaborar com os pacientes em um papel de cuidador. A diferença potencial que isto pode trazer para a saúde desses pacientes é substancial. "

Leia o abstract original:

Background

It is commonplace for lay caregivers to overlook their own health concerns when supporting someone with advanced cancer. During this time, caregivers' needs as patients are often marginalised by health professionals, including General Practitioners (GPs), who may miss the breadth of caregivers' needs by focusing on the practicalities of caregiving. GPs traditionally rely on patients to raise their concerns, and then respond to these concerns, but caregivers as patients may be disinclined to cue their GP. The norms of engagement when caregivers consult their GP are less defined, and how they interact with their GP regarding their own health is under-explored. This sub-study investigates the norms, assumptions and subtleties which govern caregiver-GP consultations, and explores factors affecting their interaction regarding caregivers' own health concerns.

Methods

We conducted semi-structured interviews with six lay caregivers and 19 health professionals in Brisbane, Australia, and analyzed the interview transcripts thematically.

Results

Traditional norms of engagement are subjected to assumptions and expectations which caregivers and GPs bring to the consultation. Practice pressures also influence both parties' capacity and willingness to discuss caregivers' health. Nonetheless, some GPs monitor caregivers' health opportunistically. Their interaction is enhanced by the quality of the caregiver-GP relationship and by the GP's skills.

Conclusions

Caregivers are caught in a paradox whereby their health needs may become subsumed by the care recipient's needs in a setting where patient needs are normally scrutinised and supported. Caregivers may not raise their health concerns with their GP, who instead may need to cue them that it is timely and safe to do so. The routine use of a prompt may help to address caregivers' needs systematically, but it needs to be complemented by GPs' desire and capacity to engage with patients in a caregiving role. The potential difference GPs can make to the health of these patients is substantial.

Acesse o artigo:


[No http://medicinadefamiliabr.blogspot.com você tem acesso ao link]

Leia também:

Portaria 2527 - Atenção domiciliar no SUS

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Portaria 2527 - Atenção domiciliar no SUS

Publicado originalmente por Ricardo Alexandre de Souza em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com


Foi publicada a Portaria 2.527/2011 que Redefine a Atenção Domiciliar para o SUS e representa um marco na estruturação da atenção domiciliar em todo Brasil, apresentando as diretrizes desta modalidade de cuidado, a forma como deve se organizar e também estabelece o incentivo federal para apoiar os gestores no aperfeiçoamento e /ou implementação da atenção domiciliar nas suas localidades. Outro avanço é o reconhecimento do cuidado das equipes de atenção básica realizados no domicílio como uma modalidade de atenção domiciliar, além de trazer a estruturação da atenção domiciliar na perspectiva das Redes de Atenção (RAS) como uma diretriz. Os passos necessários para se habilitar estão descrito na portaria e serão detalhados no Manual Instrutivo do Programa de Atenção Domiciliar, que será publicado em breve no site do DAB e no site www.saude.gov/saudetodahora.
Via MS e RPAPS

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cuidado domiciliar, no modelo americano

Enquanto no modelo americano as Visitas domiciliares são carregadas na objetividade dos exames e aparelhos, nosso modelo carrega na subjetividade da pessoa e das informações que sua residência traz. Obviamente não estou aqui defendendo, de forma bolchevique, nosso sistema de saúde e a ESF como modelo supremo, mas acho que temos bom conhecimento no assunto.
Em artigo-perspectiva no NEJM, o Dr. Steven Landers fala sobre o porquê de a atenção domiciliar está crescendo nos EUA.
Ele aponta cinco motivos:
  • O envelhecimento populacional
  • Epidemia de doenças crônicas
  • Avanços tecnológicos
  • Consumismo de cuidado em saúde
  • Rápida escalada dos custos do cuidado em saúde

O colega explora o fato que o acesso a internet e tecnologia é um facilitador para cuidador e cuidados estarem em contato. Existem diferenças notórias nos dois modelos (americano e brasileiro), além de diferenças das populações e de suas relações sociais. De qualquer maneira, vale a recordação que além da facilidade de acesso e proximidade maior, que possuímos aqui no Brasil, podemos também explorar a tecnologia como aliada.

Why Health Care is Going Home

Landers, Steven H. M.D., M.P.H.
Author Information

From the Cleveland Clinic, Independence, OH.

This article (10.1056/NEJMp1000401) was published on October 20, 2010, at NEJM.org.

Disclosure forms provided by the author are available with the full text of this article at NEJM.org.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um guia jurídico para pacientes criticamente doentes

Legal Guide for the Seriously Ill
Seven Key Steps to Get Your Affairs in Order
(read the 7 steps in english bellow)

O guia foi produzido pelo programa Caring Conections da American Bar Association Commission on Law and Aging for the National Hospice and Palliative Care Organization. Segundo eles, uma doença ou lesão grave pode afetar muito mais do que a saúde de uma pessoa. Sabendo que as medidas a tomar para manter a sua situação financeira e jurídica é extremamente importante para o paciente e para seus entes queridos.

Este guia fornece informações sobre as várias etapas a considerar ao enfrentar uma doença grave ou acidente.
Especificamente, explica "sete medidas essenciais" em termos de curto e simples e oferece dicas e links de recursos com detalhamento de informação e orientação, conforme necessário,
e tem o intuito de facilitar a organização da vida das pessoas (cuidadores e pacientes) que estejam lidando com doenças graves, que demandarão recursos, sofrimento, tempo e medidas jurídicas e burocráticas ao longo de sua evolução.

Os setes passos primordiais para evitar aborrecimentos:

Etapa 1. Como planejar o pagamentodos cuidados médicos necessários
Etapa 2.
Faça um plano para gerenciar sua saúde e decisões pessoais
Etapa 3. Faça um plano para gerir o seu dinheiro e bens
Etapa 4. Plano para o Cuidado de Dependentes
Etapa 5. Conheça os seus direitos como paciente
Etapa 6. Conheça os seus direitos como trabalhador
Etapa 7. Tenha os documentos legais necessários


The 7 steps:
Step 1. Plan How to Pay for the Health Care You Need
Step 2. Make a Plan to Manage Your Health and Personal Decisions
Step 3. Make a Plan to Manage Your Money and Property
Step 4. Plan for the Care of Dependents
Step 5. Know Your Rights As a Patient
Step 6. Know Your Rights As an Employee
Step 7. Get Your Legal Documents in Order

Acesse o guia (Inglês) (Oppen acces):
Caring Connections

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Atenção Domiciliar em Betim: Lançamento da Politica Municipal



Política Municipal de Atenção Domiciliar de Betim

A Secretaria Municipal de Saude de Betim lança a Politica Municipal de Atenção Domiciliar, no próximo dia 4 de maio, no Auditório do centro Administrativo de 8:30 as 12:30h. Neste evento ocorrerão tambem palestras sobre o tema, que já serão as primeiras do ciclo de educação permanente para os profissionais que fazem atendimento domiciliar. Confira abaixo o mapa para chegar no Centro Administrativo João Paulo II:

F


Os profissionais tambem estão convidados para as oficinas regionais de pactuação do trabalho domiciliar. Estas ocorrerão a cada 6 meses e a do 1 semestre já acontecerão em maio, segundo datas e locais a seguir.

Tanto para as palestras quanto para as oficinas é necessária uma inscrição na DESA
(Diretoria de Educação na Saude), para que ao final do ano possam ser computadas para o PCCV.

Contato: Terezinha, pelo telefone 3512-3315

Púublico alvo: todos os profissionais que fazem atenção domiciliar- PIDs, PADs, PSF, NASF e apoios:farmaceuticos, assistentes sociais e demais envolvidos.

Referência Técnica Responsável: Mariana Borges Dias

Palestras e mesas redondas:(Auditorio do Hospital Público Regional de Betm/HPRB, de 8:30 as 12:30h):
  • Atenção Domiciliar em Betim e Ventilação Mecanica Domiciliar: 04/05/2010(no auditorio do centro administrativo)
  • Feridas: 23/06/2010
  • Cuidados paliativos: 22/09/2010
  • Abordagem familiar : 08/12/2010

Oficinas de pactuações locais, para os trabalhadores da regional:(nas sedes regionais, exceto na regional Alterosas-que será no anexo da UBS Dom Bosco, de 8:30h as 12:30h)
  • Regional Teresópolis/Imbiruçu:05/05 e 20/10
  • Regional Guanabara/PTB e Norte:12/05 e 27/10
  • Regional Alterosas e Icaivera: 19/05 e 10/11
  • Regional Centro, Citrolandia e Vianopolis:26/05 e 17/11
Observação: Nas oficinas de maio discutiremos, entre outros assuntos, o instrumento para classificação de complexidade e sistematização das visitas domiciliares.

Créditos pela Notícia:
Mariana Borges Dias
Coordenaora do PID/ Betim

quarta-feira, 10 de março de 2010

Escola de Enfermagem da UFMG realiza seminário de Atenção Domiciliar

Escola de Enfermagem da UFMG realiza seminário de Atenção Domiciliar

De 10 a 26 de março estarão abertas as inscrições para o II Seminário Atenção domiciliar: uma experiência substitutiva na assistência à Saúde.
O evento acontece no dia 27 de março, no auditório Maria Sinno, da Escola de Enfermagem da UFMG (Av. professor Alfredo Balena, 190. Santa Efigênia). As inscrições podem ser feitas no Cenex da Escola de Enfermagem, mais informações pelo telefone (31) 3409-9831.

Na programação, que acontece de 8 às 16 horas, será apresentado o tema Atenção domiciliar nos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem: cartografias de gestão e de cuidado e elementos revelados no estudo. Também haverá debate sobre a substitutividade nas práticas em saúde: contribuições a partir da atenção domiciliar.

Confira a programação:


II Seminário Atenção domiciliar: uma experiência substitutiva na assistência à Saúde
Título: Atenção Domiciliar na saúde suplementar: cartografias de gestão e de cuidado

Objetivo: Discutir os modos de gestão e de cuidado na atenção domiciliar em serviços de saúde nos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem e seu potencial para a substitutividade das práticas em saúde.

Local: Escola de Enfermagem. Av. Alfredo Balena, 190. Santa Efigênia
Auditório Maria Sinno, 1º andar

Organização: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Prática de Enfermagem â€" NUPEPE da Escola de Enfermagem da UFMG.

Programação Preliminar:

27-03-10 - Sábado
08:00 as 09:00 - Recepção dos participantes
09:00 as 10:00 - "Atenção domiciliar nos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem: cartografias de gestão e de cuidado - elementos revelados no estudo" Kênia Lara Silva
10:00 as 11:15 - Debate
11:15 às 13:00 - "A substitutividade nas práticas em saúde: contribuições a partir da atenção domiciliar" - Laura Camargo Macruz Feuerwerker

14:00 às 16:00 "Atividades internas do grupo de pesquisa" - novas questões para estudo

Inscrições: 10/03/10 a 26/03/10 no CENEX da Escola de Enfermagem de 14:00 às 18:00.
Será emitido certificado de participação mediante o pagamento de taxa de R$ 5,00 ao CENEX da Escola de Enfermagem.

Mais informações:
(31) 3409-9871, das 14h às 18h
e-mail nupepeenfufmg@ yahoo.com. br.

Créditos pela Notícia:
Ana Carolina Diniz Oliveira
Tutora UFMG Ágora CEABSF

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um guia ético para a relação médico-paciente-cuidador

Family Caregivers, Patients and Physicians: Ethical Guidance to Optimize Relationships

Lançado pelo Ethics, Professionalism and Human Rights Committee do American College of Physicians (ACP), este "Position Paper 2009" traz a discussão acerca dos desafios éticos da parceria com pacientes e cuidadores familiares e preservação da relação médico-paciente. O American College of Physicians, juntamente com dez profissionais de outras sociedades profissionais desenvolveu este guideline para médicos que desenvolvem relações médico-paciente-cuidador com o viés ético da relação.

No ano de 2006, cuidadores se responsabilizaram por 90% de pacientes com doenças agudas, crônicas e déficits mentais, correspondendo a um universo de 30 a 38 milhões nos EEUU. Eles necessitam de informações, acesso a recursos e suporte para realizar o seu papel, que é ampliado pelo reconhecimento do médico, e pelo suporte físico, psicológico, espiricual e emocional.

O guia traz discussões acerca dos seguintes preceitos:

- Respeito pela dignidade do paciente: os direitos e valores devem nortear todas as interações médico-paciente-cuidador.
Os encontros devem ser
centrados no paciente, permitindo a máxima e adequada autonomia do paciente e da participação na tomada de decisões.
O médico deve avaliar rotineiramente os desejos do paciente quanto à natureza e grau de participação do cuidador no encontro clínico esforçando-se para fornecer a nível desejado de privacidade do paciente.

- Acessibilidade ao médico e excelência da comunicação são fundamentais para apoiar
o paciente e cuidador familiar.
O médico deve se esforçar para assegurar que o paciente, cuidador familiar e outros membros da família têm um entendimento comum e preciso do estado do paciente e prognóstico.
Os médicos devem incentivar a discussão de valores do paciente, cuidados de saúde e planejamento prévio, para que o cuidador familiar e o médico tenham uma clara compreensão dos desejos do paciente.

- O médico deve reconhecer o valor de cuidadores familiares como uma fonte de continuidade em relação ao histórico médico e psicossocial do paciente e facilitar a transição intelectual e emocional para o estágio final de doença crônica grave.
O médico deve rotineiramente validar o papel do cuidador familiar e ser sensível a compromissos específicos que o cuidador possa ter feito a respeito de como ele ou ela vai gerenciar o cuidado do paciente.

Os médicos devem desenvolver planos de cuidados que são específicos do paciente e cuidador-específicas e fornecer informações, formação e encaminhamentos para apoiar estes planos.
O médico deve estar alerta para sinais de perigo no cuidador familiar e propor encaminhamentos adequados.

Os médicos devem reconhecer que os cuidadores geograficamente distantes podem enfrentar desafios únicos.
O médico deve definir um plano de cuidados paliativos que se concentra na maximização do paciente e qualidade de vida do cuidador.

O médico deve acompanhar cuidadores familiares em casos de urgência devido a problemas de perda durante o período que antecedeu e após a morte do paciente.

- Quando o cuidador for um profissional de saúde, o médico deve estabelecer limites adequados para garantir que o cuidador não é cobrado em função de sua capacidade profissional em relação ao paciente e que o cuidador receber o apoio adequado, referências e serviços.

O guideline foi publicado dentro do website da ACP:


Há ainda um apêndice acerca de fontes de informação para médicos que acompanham cuidadores:


Fonte:

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Relação entre o uso de home care e mudanças no nível de necessidades de idosos japoneses

Relationship between home care service use and changes in the care needs level of Japanese elderly

Com a introdução do Seguro de Saúde de Longo Prazo (LTCI) no Japão, mais serviços de atendimento domiciliar estão disponíveis para os idosos da comunidade. Para oferecer serviços de cuidados eficazes domiciliares, é importante conhecer os efeitos do uso do serviço. Neste estudo, primeiro passo para determinar este uso, descreveu-se a utilização de diferentes serviços em casa no grupo sustentado/melhorado e no grupo deteriorado quanto a suas necessidades de cuidados, e a relação entre o uso dos serviços de home care e mudanças na necessidades de níveis de cuidados.

Foram incluídos 624 participantes de um total de 1.474 usuários de serviços LTCI em uma cidade no Japão. Utilizadores de serviços de Home care foram estratificados em um "subgrupo de baixo nível de necessidades de cuidados" e um "subgrupo de elevado nível de atendimento às necessidades"com base no atendimento as necessidades a nível de base. Comparações estatísticas simples e múltiplas análises de regressão logística em que a mudança no nível de necessidades de cuidado foi definido como uma variável dependente foram realizadas. Sexo, idade e nível de necessidades de cuidados de base, foram designadas como variáveis de controle. Serviços domiciliários foram tratados como variáveis independentes. Neste estudo, os serviços de assistência domiciliar consistiam de ajuda ao domicílio, serviços de banho em casa, uma enfermeira, a reabilitação em casa, cuidado diário de enfermagem, cuidado diário, empréstimo de dispositivos médicos, permanecer em repouso um lar de idosos, permanência em uma unidade de saúde, pausa estada em um sanatório de cuidados médicos e tratamento por um médico.

Houve uso diferente dos serviços domiciliares para os dois grupos. Ficar em um lar de idosos e outros tipos de serviço se relacionaram a deterioração das necessidades de cuidados no grupo de nível mais baixo de atendimento de necessidades . Além disso, o tratamento por um médico estava relacionada a piora das necessidades de cuidados no grupo de maior necessidade de atendimento.


Apesar das grandes diferenças entre os aparatos de atençao japoneses, faixa etária de sua população, renda, e respeito ao idoso, é interessante verificar como foi feito o estudo para avaliar serviços de atenção domiciliar nacionais, ainda mais com a ampliação da oferta destes serviços. E pensar como fazer para realmente colocar em prática a portaria de 2006.

LIVRE ACESSO:

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Desfechos do Parto Domiciliar com Parteira x Parto Hospitalar por Parteira x Parto Médico Hospitalar

Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician

Os autores discutem as evidências do parto domiciliar, cuja evidência seria até então limitada, comparada ao parto hospitalar por parteiras e por médicos. O artigo - oppen access - foi publicado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ) de 15/09/09.

Métodos: foram coletados dados de todos os partos domiciliares registrados para parteiras (n = 2889) e todos os partos hospitalares que tinham os critérios de elegibilidade similares para partos domiciliares, entre janeiro de 2000 e Dezembro de 2004, em British Columbia, no Canadá.

Resultados: A taxa de morte perinatal por 1000 nascimentos foi 0.35 (95% [CI] 0.00–1.03) no grupo de parto domiciliar versus 0.57 (95% CI 0.00–1.43) among women attended by a midwife and 0.64 (95% CI 0.00–1.56) no grupo de partos hospitalares por médicos. Comparadas com o grupo submetido a parto hospitalar por parteiras, as mulheres no grupo de partos domiciliares tiveram menor probabilidade de ser submetidas a intervenções obstétricas [como cardiotocografia ([RR] 0.32, 95% CI 0.29–0.36 e parto vaginal assistido (RR 0.41, 95% 0.33–0.52)] ou desfechos maternos adversos [laceração perineal de 4o grau (RR 0.41, 95% CI 0.28–0.59) ou hemorragia pós-parto (RR 0.62, 95% CI 0.49–0.77)].
Os achados foram similares na comparação com nascimentos hospitalares assistidos por médicos. Neonatos no grupo domiciliar tiveram menor probabilidade de necessidade de ressucitação no nascimento que aqueles do grupo hospitalar por parteiras, (RR 0.23, 95% CI 0.14–0.37) ou oxigenioterapia nas primeiras 24 horas de vida(RR 0.37, 95% CI 0.24–0.59). Novamente, os achados em relação a parto médico hospitalar foram similares. Além disto, neonatos do grupo domiciliar tiveram menor probabilidade de ter aspiração meconial (RR 0.45, 95% CI 0.21–0.93) mas maior probabilidade de serem admitidos/readmitidos em hospital (RR 1.39, 95% CI 1.09–1.85).

Os autores ponderam que "Planned home birth attended by a registered midwife was associated with very low and comparable rates of perinatal death and reduced rates of obstetric interventions and other adverse perinatal outcomes compared with planned hospital birth attended by a midwife or physician."

Acesso:
Canadian Medical Association Journal


Veja também: 


Estudo sobre nascimentos (planejados) em casa: riscos do parto domiciliar (2015)

sábado, 5 de setembro de 2009

Segurança domiciliar em pacientes com demência

Sécurité à domicile des personnes démentes : étude préliminaire sur les situations à risque en consultation mémoire de gériatrie en France

Safety at home for people with dementia: Preliminary evaluation of situations-at-risk in a French geriatric memory clinic

Os autores descrevem problemas de segurança experimentados em casa em uma amostra de pacientes dementes em uma clínica de memória francesa.

Eles estudaram 38 pacientes com demência vivendo em domicílios, e quando presentes, seus cuidadores familiares.

Foi aplicada a versão francesa do Safety Assessment Scale, demonstrando que todos os pacientes estavam expostos a riscos no domicílio, sendo este risco pior para pacientes que viviam sem cuidador. Os riscos mais comumente percebidos foram aqueles relacionados a fogo, nutrição e polifarmácia.

Obs.: Artigo original em Francês. Acesse abaixo:
Texte intégral de l'article

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Atenção Domiciliar por Enfermeiras Distritais e Médicos de Família: dificuldades e aproximações

Family physicians’ effort to stay in charge of the medical treatment when patients have home care by district nurses. A grounded theory study

Artigo publicado no BioMed Central (BMC) Family Practice. central de artigos de livre acesso, traz pesquisa qualitativa realizada acerca das dificuldades e aproximações entre Enfermeiras Distritais e Médicos de Família Suecos, no que concerne ao Home Care naquele país.

Através de entrevistas semi-estruturadas com 13 Médicos de Família, e utilizando a Grounded theory methodology (GTM) para análise, o artigo traz importantes considerações acerca da confiança entre estes profissionais, o trabalho em equipe, e como resultado principal, a dificuldade dos Médicos de Família manterem-se responsáveis pelo tratamento

Avaliados sob a ótica da Atenção Primária e suas funções, surgem três grandes dificuldades, a medida que as Enfermeiras Distritais se responsabilizam pelo cuidado e tomam para si as visitas domiciliares, enquanto os Médicos de Família tem menor disponibilidade para este cuidado: conseguir percepção/ conhecimento suficientes, tomar decisões adequadas e manter o tratamento médico apropriado.

Interessante para comparar as condições e relações de trabalho entre eles, em comparação à realidade nacional.

Acesso ao artigo [htm] - [pdf]

BMC Family Practice 2009, 10:45