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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Febre da dengue tratada por americanos...

Achei interessante este artigo da Skyscape sobre FHD. Se tem uma coisa que estamos à frente é em Dengue e seus derivados... :o)


Clinical Case Study: Treating Dengue Fever  
Dengue Fever can be a deadly disease but not often encountered by US physicians. The following scenario explores the topic, and shows how resources such as the Merck Manual and Johns Hopkins ABxGuide can aid in making diagnoses and treatment decisions. 
The Scenario You are a Family Physician in the Midwest. Joel Bradman, a healthy 22 year old man, well known to you has asked for an urgent add-on visit. You note that Joel grew up as a youngster in Thailand and occasionally travels there for the family business. He has apparently become ill 5 days after returning from Thailand. 
He complains are of 2 days of high fever, headaches, myalgia, arthralgia, anorexia, and severe malaise. 
On presentation to your office, his vital signs are T 39°C (102°F), HR 65, RR 20, BP 110/70, SaO2 99% on Room Air. Your Nurse comments that she noted a rash appear under the site where she applied the blood pressure cuff on taking Joel's blood pressure. Finding this somewhat peculiar, blood pressure was taken on the other arm with an identical rash occurring on that arm also and only being located under where the cuff was applied. 
Joel's worst symptoms are his retro-orbital headache, arthralgias and low energy. His physical examination otherwise is unremarkable, except for the almost petechial rash underlying where the blood pressure was taken. There is no neck rigidity or photophobia. 
Given your non-existent tropical medicine experience, this case was a bit perplexing. There was no evidence of a typical flu-like illness. There was no rhinorrhea, no injected pharynx and no cough. There was no cyclical nature to the fevers to suggest malaria. You strongly suspect Joel's issue relates to his recent travel. 
As Joel didn't appear that ill, you decide on some basic laboratory testing of a CBC (full blood count) and Comprehensive Panel (electrolytes, LFTs). While waiting for these results, you decide to review some of your Skyscape resources. 
Merck Manual was your starting point. You recall that Dengue Fever might be an illness somewhat like what Joel is experiencing; but have never seen a case. So you take a look at that topic. On searching for Dengue, you also notice a subtopic called Dengue Hemorrhagic Fever - odd considering the rash with the blood pressure cuff. 
You review the information section and note that Thailand is an endemic area and that serologic testing is available. Joel is within the incubation period. After reading the content, you have Joel back in your office and on re-examination, you now note a palpable spleen and some cervical and inguinal nodes. 
The CBC returns with a hemoglobin of 19.8, hematocrit of 65%, WBC of 2,500 with 30% neutrophils, 60% lymphocytes. Platelets are low at 62. The comprehensive panel is relatively unremarkable except for mild transaminase elevations. 
You go on to read the section on Dengue Hemorrhagic Fever and realize that Joel has likely had Dengue previously and is at serious risk given the hemoconcentration, positive tourniquet test and thrombocytopenia. 
As you also have the Johns Hopkins POC-IT Abx Guide, you take a look at this resource also. They have a topic on Dengue Hemorrhagic Fever (DHF). You note that the differential may include malaria, leptospirosis, early pulmonary anthrax, typhoid fever. You note that your patient currently has just Grade I DHF. You note indications for hospitalization include hemoconcentration>10% and thrombocytopenia. 
You arrange for Joel's admission having properly suspected Dengue and having initial laboratory results quite consistent with the diagnosis of DHF. You also realize that without properly investigating this case, you would not have appreciated how compromised Joel was and that he has substantial risk of morbidity and mortality without careful management. 


Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dengue em Videoconferência

Dengue em Videoconferência:

O Ministério da Saúde irá realizar, no dia 18 de novembro, a videoconferência Aspectos do manejo clínico no paciente com dengue. A atividade terá início às 13h na sala da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em Brasília-DF e poderá ser visualizada pela internet.

PALESTRANTE
Dr. Rivaldo Venâncio da Cunha , Graduação em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul, RS, mestrado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, RJ, e doutorado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, RJ.

OBJETIVO
Promover uma atualização dos profissionais de saúde em Manejo clínico no paciente com dengue.

PÚBLICO ALVO
Médicos, enfermeiros, docentes, residentes e estudantes de cursos de Medicina e
Enfermagem.

METODOLOGIA
A videoconferência ocorrerá na sala da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em Brasília - DF. Será transmitida para as salas de videoconferência da RUTE (Rede Universitária de Telemedicina), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e dos Núcleos de Telessáude localizados em hospitais e universidades de todos os estados.
A exposição durará 1 hora e, na sequência, haverá 1 hora para perguntas e debate.
Esta sessão também será transmitida pela internet, via videostreaming.

TRANSMISSÃO PELA INTERNET (via videostreaming)
Para acompanhar, acesse:
a) o site RUTE (www.rute.rnp.br) e clique em “Mais informações” no anúncio da sessão que fica localizado no calendário de Próximos Eventos ou
b) o site do Canal Saúde http://www.canalsaude.fiocruz.br) e clique no anúncio da sessão na área de Destaques.
Requisitos para recebimento da transmissão: Internet com velocidade mínima de 384Kbps, e plugin do Windows Media Player instalado no navegador de internet.

Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

sábado, 25 de setembro de 2010

Vídeo: Educação em Saúde para Dengue

AnimaDengue: desenho de animação produzido pela equipe do CECIS da Fiocruz Minas.

O objetivo do vídeo é estimular a participação do público infanto-juvenil nas ações de prevenção da Dengue.

Os conteúdos e mensagens buscam proporcionar acesso ao conhecimento cientificamente correto associado às reflexões sobre aspectos sociais, econômicos e ambientais da endemia e focalizam os principais riscos de transmissão da Dengue a partir da reprodução de situações reais.

O material foi produzido sob os preceitos da Metodologia Educativa em Saúde.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dengue na Flórida (EEUU): a situação atual amplia a chance de uma vacina

O número de casos de dengue aumentou este mês, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida.

Apesar da dengue não ter ocasionado nenhuma morte (ainda) na Flórida este ano, agentes de saúde orientaram os moradores a tomar precauções, como usar roupas de proteção, repelentes contra mosquitos e drenagem de água perto da casa.



O recente surto na Flórida intrigou as autoridades sanitárias locais, já que o último ocorreu em 1934. Autoridades informam que 29 casos de dengue adquiridos localmente foram notificados até meados de agosto. Os funcionários estaduais também detectaram 67 casos de dengue "importados" (pessoas que tinham viajado para áreas endêmicas de dengue em um, como no Caribe e América Central e do Sul), segundo matéria da CNN-Health:


A CNN-Health informa também a possibilidade de se testar uma vacina. A grande dúvida na vacina era a segurança, já que há um maior risco de se ter a forma hemorrágica da doença em uma segunda infecção e havia dúvidas quanto a sua segurança. Em 2008, pesquisadores da Fiocruz estimavam um prazo de 5 anos para conseguir desenvolver uma vacina contra a dengue.

Não existe até então uma vacina para prevenir a infecção ou um tratamento para aqueles que se tornam infectados. A única maneira de prevenir a infecção ainda é evitar ser picado por mosquitos Aedes, que por serem mais ativos durante o dia e prosperar em ambientes urbanos, tornam-se difíceis de evitar.

Em um seminário do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) sobre vacinas, ocorrido em junho, foram apresentadas as duas principais linhas de pesquisa da Fundação para o desenvolvimento de um imunizante contra a dengue, ambas em estágio de testes pré-clínicos. A primeira seria uma vacina recombinante baseada na vacina contra a febre amarela, utilizando os quatro sorotipos da dengue. A outra vacina baseia-se nos vírus inativados, que teria como vantagens (em relação àquelas feitas com base em vírus apenas atenuados) um calendário de imunização possivelmente mais curto, além de poderem ser aplicadas em todas as faixas etárias e possuírem menos contra-indicações. Confira as informações deste seminário:


Mas o NIH (National Institute of Health/ Instituto Nacional de Saúde) já iniciou ensaios clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção de dengue, de acordo com uma nota de imprensa. "Controlar o mosquito vetor pode ser trabalhado, mas é muito caro e difícil de sustentar", disse uma pesquisadora da Johns Hopkins. "No longo prazo, a vacina seria uma abordagem mais eficiente e economicamente viável". Acesse a matéria da CNN-Health:


Assim, depois de mais de uma década de desenvolvimento, o National Institute of Health começou os testes clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção pelo vírus da dengue. A vacina foi desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e submetidos a estudo clínico na Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, conforme a nota de imprensa do NIH:

Leia também:

Dengue na Flórida - Medicina de Família (br)

sábado, 22 de maio de 2010

Dengue na Flórida (EEUU)

Locally Acquired Dengue — Key West, Florida, 2009–2010

Depois de anos de doença em países ditos "emergentes", a dengue chega ao sul dos Estados Unidos. A doença anteriormente diagnosticada quase exclusivamente entre os viajantes que retornam das regiões tropicais, surgiu agora na Flórida, de acordo com um artigo do Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR).

Os autores relatam um total de cerca de 30 casos ocorridos no ano passado - todos originários de Key West. Os pacientes eram em sua maioria brancos, homens, na faixa etária produtiva (21 a 40 e 41 a 60 anos).

Editores do
MMWR apontam que a dengue deve ser incluída no diagnóstico diferencial de pacientes febris que retornaram recentemente de áreas subtropicais dos Estados Unidos ou dos trópicos. Eles aconselham suspeição quando os pacientes apresentam trombocitopenia, leucopenia, hemoconcentração, erupção cutânea ou dor ocular.

FIGURA.
Número de casos de dengue adquiridos localmente (N = 28), na semana do início da doença e método de identificação - Key West, Florida, 2009-2010


Fonte: MMWR. Weekly / Vol. 59 / No. 19 May 21, 2010, p. 577-81
(Clique na imagem para ampliar)


Resta saber se o competente sistema de vigilância estadunidense terá a capacidade de controlar a doença, ou se realmente a dengue é uma epidemia de difícil controle por causa do vetor onipresente.

Acesse:

MMWR


Leia a atualização da situação e a possibilidade de uma vacina

Atualizado em Agosto 2010

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mudanças Climáticas e Dengue

Quem disse que Variações Climáticas não estão na pauta da saúde?

Johansson MA, Cummings DAT, Glass GE. Multiyear Climate Variability and Dengue 2014 El Niño Southern Oscillation, Weather, and Dengue Incidence in Puerto Rico, Mexico, and Thailand: A Longitudinal Data Analysis. PLoS Med, 6(11): e1000168

Background: O vírus da dengue transmitido pelo mosquito é um problema de saúde pública em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. Mudanças na temperatura e precipitações têm papéis bem definidos no ciclo de transmissão e, assim, desempenhar um papel importante na alteração dos níveis de incidência. A Oscilação Sul do El Niño (OSEN) é um piloto de clima de vários anos de temperatura local e mundial de precipitação. Estudos anteriores relataram graus variados de associação entre OSEN e incidência de dengue.

Métodos e resultados: Foram analisadas a relação entre El Niño, clima local e incidência de dengue em Porto Rico, México e Tailândia utilizando análise wavelet para identificar em tempo e freqüência da associação específica. Em Porto Rico, El Niño foi temporariamente associado com a temperatura e incidência de dengue em escalas de vários anos. No entanto, apenas a temperatura de precipitação local e não foi associada com a dengue em escalas de vários anos. Na Tailândia, OSEN foi associada com a temperatura e precipitação. Embora a precipitação tenha sido associada com a incidência de dengue, a associação foi não-estacionária e provavelmente espúria. No México, não houve associação entre nenhuma das variáveis foi observada na escala de vários anos.

Conclusões: A evidência de uma relação entre El Niño, clima e incidência de dengue aqui apresentado é fraca. Enquanto a variabilidade climática de vários anos pode desempenhar um papel na dinâmica endêmica de dengue interanual, não encontramos evidências de uma relação sólida e consistente, em qualquer das áreas de estudo. O papel do OSEN pode ser mascarado pela heterogeneidade do clima local, dados suficientes, os surtos aleatoriamente coincidentes, e outros, potencialmente mais fortes, fatores intrínsecos que regulam a dinâmica de transmissão.

Acesse:

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