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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Quedas em idosos estão aumentando nos EEUU acima do esperado.

The Epidemiologic Data on Falls, 1998-2010More Older Americans Report Falling


De acordo com uma correspondência de pesquisa, publicada no JAMA Internal Medicine, a taxa de idosos que sofrem uma queda está em ascensão acima do esperado.

Entenda:

A queda é a causa mais freqüente de lesões em idosos nos Estados Unidos, levando a incapacidade e mortalidade substancial. São também a principal causa de consultas em serviços de emergência nos Estados Unidos relacionadas a ferimentos, e a etiologia primária da morte acidental em pessoas com idade acima de 65 anos. 

A taxa de mortalidade de quedas aumenta dramaticamente com a idade em ambos os sexos e em todos os grupos raciais e étnicos, com as quedas responsáveis por até 70% das mortes acidentais em pessoas de 75 anos de idade e mais velhos. 

Os fatores de risco para quedas em idosos aumentam com a idade, tais como o uso de medicamentos, a disfunção cognitiva e os déficits sensoriais. A avaliação ambulatorial inclui uma história focada em medicamentos, um exame físico dirigido e testes simples de controle postural e da função física geral. 

Fatores de risco para quedas
Fatores demográficos
Idade avançada (especialmente ≥ 75 anos)
Raça branca
Restrito ao lar
Viver sozinho
História Pessoal
Uso de bengala ou andador
Quedas anteriores


Além disto, os seguintes medicamentos podem aumentar o risco de queda:
  • Sedativos-hipnóticos e ansiolíticos (especialmente benzodiazepinicos de longa ação)
  • Antidepressivos tricíclicos
  • Principais tranqüilizantes (fenotiazinas e butirofenonas)
  • Medicamentos anti-hipertensivos
  • Medicamentos cardiológicos
  • Corticosteróides
  • Antiinflamatórios não-inflamatórios
  • Anticolinérgicos

As quedas podem ainda ser encaradas como marcadores de perda de saúde e função e são frequentemente associadas com co-morbidade significativa. Mais de 90 por cento de fraturas do quadril ocorrem como resultado da quebra, com a maioria destas fracturas que ocorrem em pessoas com mais de 70 anos de idade. Um terço das pessoas idosas da comunidade e 60 por cento dos residentes do lar de idosos caem a cada ano. 

Muitas fraturas podem curar ou pode ser reparadas cirurgicamente, mas mesmo essas  podem ter efeitos devastadores sobre a qualidade de vida, devido ao ciclo hospitalização, cirurgia e restrição temporária ou prolongada ao leito ou ao lar. Muitos pacientes não recuperam o seu nível anterior de função e independência, e os que as recuperam sofrem com sua complicação mais comum: o medo de cair de novo .

Prevenção para quedas
eliminar tapetes e móveis que sirvam de obstáculos,
manter o caminho para banheiro iluminado à noite,
evitar medicamentos que causam tonturas ou desorientação,
manter uma boa nutrição e hidratação,
iniciar exercícios que aumentam a massa muscular,
iniciar exercícios e atividades que favoreçam o equilíbrio.

Programas educacionais interativos que ensinam os idosos como para fortalecer seus músculos e manter seu equilíbrio são importantes para ajudar essa população melhorar o seu equilíbrio e força e, assim, diminuir o risco de quedas

As quedas representam um importante problema de saúde pública e devem ser abordadas pelo profissional longitudinal do idoso em qualquer abordagem. O tratamento em geral é dirigido para a causa subjacente da queda e pode devolver o paciente sua função basal.

Por fim, é importante ressaltar que nem todas as quedas são evitáveis, e a avaliação e gestão da osteoporose pode também reduzir o risco de fraturas.


O que este estudo traz:

Não havia até então - segundo os autores - estudos longitudinais com representatividade nacional, que analisassem as quedas em toda a população ao longo do tempo e idade, e a tendência esperada era que as quedas aumentassem nos Estados Unidos, devido à evolução demográfica . No entanto, estudos anteriores apontaram aumentos temporais na taxa anual de quedas com necessidade de cuidados médicos, independente da idade entre 1999 e 2001,  acima do esperado. 

Foram investigadas as tendências temporais na queda em escala nacional entre 1998 e 2010, levantando a hipótese de que qualquer aumento prevalência seria devido a mudanças na estrutura etária da população. A cada dois anos, foram realizados ciclos de entrevistas com a população alvo, visando entender o comportamento das quedas na população alvo, como parte do Health and Retirement Study . 

A tabela a seguir foi construída com a resposta a pergunta: "Você caiu nos últimos dois anos, desde a última entrevista?" e demonstra um aumento importante no número de quedas, acima do que os pesquisadores esperavam. 



Foram rastreados dados nacionais de adultos com idades entre 65 e mais velhos, descobrindo-se que o número de idosos com pelo menos uma queda auto-relatada nos últimos dois anos subiu de cerca de 28% em 1998 para cerca de 36% em 2010. Os dados por faixa etária na data da entrevista está na tabela a seguir.



Observou-se portanto um aumento na prevalência de queda entre idosos que excedeu o que seria esperado apenas pelo aumento da idade da população. 

A queda continua a ser a causa mais comum de lesão entre os americanos mais velhos, e acredita-se que cerca de um terço dos idosos vai sofrer uma queda a cada ano. As medidas para evitar quedas adotas por lá não parecem estar surtindo efeito, sugerindo uma abordagem mais intensiva da Educação em Saúde para evitar um aumento ainda maior. 


Acesse:

Acesse o Artigo em:


Leia também uma revisão da American Family Physician (AFP) em:




Para saber mais sobre osteoporose e fraturas:









Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Update: osteoporose em homens

Osteoporosis in Men

A temática da osteoporose na literatura tem grande magnitude quando se fala do gênero feminino. Entretanto, em homens é um problema que pode passar despercebido em nossos consultórios de MFC. Embora o risco de uma fratura de quadril durante a vida seja menor em homens que em mulheres, eles têm duas vezes mais probabilidade de morrer depois de uma fratura destas.

O periódico American Family Physician publicou em Setembro de 2010 uma revisão clínica sobre o tema.

Em 2003 o mesmo periódico publicou um artigo homônimo que apontava a osteoporose em homens como um problema de saúde pública cada vez mais importante, afirmando que cerca de 30 por cento das fraturas do quadril ocorriam em homens, e um em cada oito deles com mais de 50 anos teria uma fratura osteoporótica.

Devido à sua maior massa óssea de pico, os homens costumam apresentar fraturas de quadril, corpo vertebral, ou pulso distal, cerca de 10 anos depois das mulheres. Fraturas de quadril em homens, no entanto, resultam em uma taxa de mortalidade de 31 por cento um ano após fratura versus uma taxa de 17 por cento nas mulheres.

Os principais fatores de risco para osteoporose em homens são o uso de corticóides por mais de seis meses, osteopenia (nas radiografias), uma história de fratura não-traumática, hipogonadismo, e idade avançada.

Em 2008, uma revisão sistematizada da literatura sobre osteoporose em homens foi publicada na Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, apontando diagnóstico através da densitometria (pela técnica da dual-energy x-ray absorptiometry - DEXA) como a única opção baseada em evidências, o que dificulta seu manejo no sistema público de saúde, embora alguns guidelines defendessem que em casos de fratura de fragilidade um diagnóstico de osteoporose já poderia ser feito independente de qualquer exame complementar.

A revisão clínica de 2010 aponta que o diagnóstico da Osteoporose continua sendo feito através da medida da densidade óssea mineral (densitometria óssea), padrão ouro e até o momento única opção diagnóstica com evidência científica suficiente, onde um T-score de -2,5 ou menos indica osteoporose.

O American College of Physicians recomenda avaliações periódicas de risco para osteoporose em homens antes dos 65 anos de idade e densitomatria para os homens em maior risco de osteoporose, que são candidatos para terapia medicamentosa.

Todos os homens diagnosticados com osteoporose devem ser avaliados para causas secundárias de perda óssea. A decisão sobre o tratamento da osteoporose deve ser baseado numa avaliação clínica, investigação diagnóstica, avaliação de risco de fratura, e a própria densitometria.

A Farmacoterapia é recomendada para homens com osteoporose e ou sob alto risco, com baixa massa óssea (osteopenia), o que significa um escore T de -1 a -2,5. Os bisfosfonatos são os agentes de primeira linha para tratamento da osteoporose neste gênero.

Teriparatida (ie, hormônio da paratireóide recombinante humano) é uma opção para os homens com osteoporose grave. A terapia de testosterona é benéfica para os homens com osteoporose e hipogonadismo (um dos fatores de risco para baixa densidade mineral óssea).

A ingestão adequada de cálcio e vitamina D deve ser incentivada em todos os homens para manter a massa óssea.

Eles devem ser educados sobre as medidas de estilo de vida, que incluem exercício, limite do consumo de álcool e do tabagismo. Estratégias de prevenção de quedas devem ser implantadas em homens mais velhos sob risco de queda.

O aumento da conscientização por parte dos médicos acerca dos fatores de risco para a osteoporose masculina, diagnóstico precoce e tratamento são necessários para diminuir a morbidade e mortalidade resultantes de fraturas osteoporóticas.

Veja ainda:

Aula da Residencia em Medicina de Família e Comunidade do Hospital Regional de Betim sobre a abordagem da osteoporose na APS:


Obesidade não protege contra osteoporose... ao contrário (no MFC-BR)

Dieta rica em cálcio não tem efeito aparente benéfico no risco de fratura (no MFC-BR)

Possível risco aumentado de fraturas ósseas com certos Antiácidos (no MFC-BR)

Uma nova maneira de avaliar o risco de fratura em Osteoporose (no MFC-BR)

Screening de Osteoporose é baixo na Pensilvania (no MFC-BR)

Cálcio e vitamina D só previnem fraturas em idosos no asilo? (no Dr Leonardo)

Suplementos com cálcio parecem causar infarto (no Dr Leonardo)

Prevenção de fratura por osteoporose: bastam 800mg de cálcio por dia (no Dr Leonardo)

Como prevenir a osteoporose (no Dr Leonardo)


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

sábado, 5 de novembro de 2011

Obesidade não protege contra osteoporose... ao contrário.

Obesity Is Not Protective against Fracture in Postmenopausal Women: GLOW


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi no http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

Um estudo prospectivo observacional multicêntrico e multinacional conduzido em 10 países foi conduzido para investigar a prevalência e incidência de fracturas clínicas em pacientes obesas na pós-menopausa, incluídas no estudo global Longitudinal da osteoporose em mulheres (GLOW).

O estudo de base populacional foi realizado por 723 consultórios médicos em 17 localidades em 10 países. Um total de 60.393 mulheres com idade ≥ 55 anos foram incluídas. Os dados foram coletados utilizando questionários auto-administrados com as características do paciente, histórico de fraturas, fatores de risco para fratura e medicamentos anti-osteoporose.

Tanto o Índice de massa corporal (IMC) quanto a história de fratura estavam disponíveis no início e em 1 e 2 anos, em 44.534 mulheres, 23,4% das quais obesas (IMC ≥ 30 kg/m2). A prevalência de fraturas em mulheres obesas na linha de base foi 222 por 1000 e a incidência em 2 anos foi de 61,7 por 1000, similar às taxas em mulheres não obesas (227 e 66,0 por mil, respectivamente). Fraturas em mulheres obesas representaram 23% e 22% de todas as fraturas anterior e incidente, respectivamente.

O risco de fraturas altas na perna e no tornozelo foi significativamente maior nas obesas, enquanto o risco de fratura de pulso foi significativamente menor. Mulheres obesas com fratura foram mais propensas a ter menopausa precoce e a relatar duas ou mais quedas no ano anterior. Auto-relatos de asma, enfisema e diabetes tipo 1 foram significativamente mais comuns em obesas do que as mulheres não-obesas com fratura incidente. Aos 2 anos, 27% ​​de mulheres obesas com fratura incidente estavam recebendo terapia de proteção óssea, em comparação com 41% dos não obesos e 57% das mulheres abaixo do peso.

Os resultados demonstram que a obesidade não é fator de proteção contra fraturas em mulheres na pós-menopausa e está associado com risco aumentado de fraturas de tornozelo e fraturas altas na perna.


Leia o abstract:

Abstract

Objective

To investigate the prevalence and incidence of clinical fractures in obese, postmenopausal women enrolled in the Global Longitudinal study of Osteoporosis in Women (GLOW).

Methods

This was a multinational, prospective, observational, population-based study carried out by 723 physician practices at 17 sites in 10 countries. A total of 60,393 women aged ≥55 years were included. Data were collected using self-administered questionnaires that covered domains that included patient characteristics, fracture history, risk factors for fracture, and anti-osteoporosis medications.

Results

Body mass index (BMI) and fracture history were available at baseline and at 1 and 2 years in 44,534 women, 23.4% of whom were obese (BMI ≥30 kg/m2). Fracture prevalence in obese women at baseline was 222 per 1000 and incidence at 2 years was 61.7 per 1000, similar to rates in nonobese women (227 and 66.0 per 1000, respectively). Fractures in obese women accounted for 23% and 22% of all previous and incident fractures, respectively. The risk of incident ankle and upper leg fractures was significantly higher in obese than in nonobese women, while the risk of wrist fracture was significantly lower. Obese women with fracture were more likely to have experienced early menopause and to report 2 or more falls in the past year. Self-reported asthma, emphysema, and type 1 diabetes were all significantly more common in obese than nonobese women with incident fracture. At 2 years, 27% of obese women with incident fracture were receiving bone protective therapy, compared with 41% of nonobese and 57% of underweight women.

Conclusions

Our results demonstrate that obesity is not protective against fracture in postmenopausal women and is associated with increased risk of ankle and upper leg fractures.


Acesse livremente o artigo:

The American Journal of Medicine Home

[No http://medicinadefamiliabr.blogspot.com você tem acesso ao link]

sábado, 28 de maio de 2011

Dieta rica em cálcio não tem efeito aparente benéfico no risco de fratura

Dietary calcium intake and risk of fracture and osteoporosis: prospective longitudinal cohort study

A ingestão de cálcio acima de determinados níveis tem pouco efeito sobre o risco das mulheres para a fratura ou osteoporose,segundo um estudo do BMJ. Os pesquisadores acompanharam cerca de 60.000 mulheres,com idade de cerca de 55 no início do estudo, há 20 anos. A ingestão de cálcio foi estimada por meio de questionários de frequência alimentar, e uma subcoorte foi submetida a avaliação da densidade mineral óssea.

As pacientes foram divididos em quintis de ingestão de cálcio acumulado. Aquelas com rendimentos mais baixos tiveram maior risco de ter uma primeira fratura de qualquer tipo, fratura de quadril, ou osteoporose durante o seguimento, quando comparadas com o quintil médio (grupo de referência). Após ajuste multivariado, aquelas do quintil de consumo mais elevado não apresentaram maior vantagem para evitar a fratura. De fato, o risco de fratura de quadril foi maior entre aquelas com as maiores quantidades de cálcio.

Os autores dizem que seus resultados sugerem que na prevenção de fraturas osteoporóticas, "a ênfase deve ser colocada em indivíduos com baixa ingestão de cálcio ao invés de aumentar o consumo desses montantes já consome satisfatório."

Leia abaixo o resumo (traduzido) e o abstract

Resumo

Objetivo: investigar associações entre a ingestão a longo prazoda dieta de cálcioe de risco de fratura de qualquer tipo, fraturas de quadril, e osteoporose.

Design: Um estudo de coorte longitudinal prospectivo, com base na Swedish Mammography Cohort, incluindo um subcoorte, a Swedish Mammography Cohort Clinical. Uma configuração de coorte de base populacional na Suécia criada em 1987.

Participantes 61 433 mulheres (nascidos entre 1914 e 1948)foramacompanhados por 19 anos. 5.022 destas mulheresparticiparam do subcohort.

Os principais parâmetros de medidas de desfecho primárias foram incidentefraturas de qualquer tipo e fraturas do quadril, queforam identificados a partir de dados do Registro. O desfecho secundário foi a osteoporose diagnosticada porabsorciometria de dupla energia de raios x na subcoorte. A dieta foiavaliadaatravés de questionários de frequência alimentar repetida.

Resultados Durante o seguimento, 14 738 mulheres (24%) tiveram uma primeira fratura de qualquer tipo e, entre elas 3.871(6%), fratura de quadril a primeira vez. Das 5.022 mulheres na subcoorte, 1012 (20%) foram avaliadas comoosteoporose. Os padrões de risco com o cálcio da dieta eram não-lineares. A taxabruta de uma primeira fratura de qualquer tipo foi 17.2/1000 pessoas-ano em risco no quintil de ingestão de cálcio, e 14.0/1000 pessoas-ano em risco noterceiro quintil, correspondendo a uma taxa de risco multivariado ajustado de 1,18 (95 % intervalo de confiança de 1,12-1,25). A taxa de risco para uma fraturade quadril primeira foi de 1,29 (1,17-1,43) e a razão de chances de osteoporosefoi de 1,47 (1,09-2,00). Comum a baixa ingestão de vitamina D, a taxa de fraturano quinto quintil cálcio primeiro foi mais pronunciado. A maior quintil de ingestão de cálcio não reduzir ainda mais o risco de fraturas de qualquer tipo, ou deosteoporose, mas foi associado com uma maior taxa de fratura de quadril, hazard ratio 1,19 (1,06-1,32).

Conclusão aumentos graduais na ingestão de cálcio acima do primeiro quintil da população feminina sueca não foram associados com maiores reduções no risco de fratura ou osteoporose.


Abstract

Objective To investigate associations between long term dietary intake of calcium and risk of fracture of any type, hip fractures, and osteoporosis.

Design A longitudinal and prospective cohort study, based on the Swedish Mammography Cohort, including a subcohort, the Swedish Mammography Cohort Clinical.

Setting A population based cohort in Sweden established in 1987.

Participants 61 433 women (born between 1914 and 1948) were followed up for 19 years. 5022 of these women participated in the subcohort.

Main outcome measures Primary outcome measures were incident fractures of any type and hip fractures, which were identified from registry data. Secondary outcome was osteoporosis diagnosed by dual energy x ray absorptiometry in the subcohort. Diet was assessed by repeated food frequency questionnaires.

Results During follow-up, 14 738 women (24%) experienced a first fracture of any type and among them 3871 (6%) a first hip fracture. Of the 5022 women in the subcohort, 1012 (20%) were measured as osteoporotic. The risk patterns with dietary calcium were non-linear. The crude rate of a first fracture of any type was 17.2/1000 person years at risk in the lowest quintile of calcium intake, and 14.0/1000 person years at risk in the third quintile, corresponding to a multivariable adjusted hazard ratio of 1.18 (95% confidence interval 1.12 to 1.25). The hazard ratio for a first hip fracture was 1.29 (1.17 to 1.43) and the odds ratio for osteoporosis was 1.47 (1.09 to 2.00). With a low vitamin D intake, the rate of fracture in the first calcium quintile was more pronounced. The highest quintile of calcium intake did not further reduce the risk of fractures of any type, or of osteoporosis, but was associated with a higher rate of hip fracture, hazard ratio 1.19 (1.06 to 1.32).

Conclusion Gradual increases in dietary calcium intake above the first quintile in our female population were not associated with further reductions in fracture risk or osteoporosis.


Acesso ao artigo:

BMJ - helping doctors make better decisions

Link alternativo para o artigo completo: http://www.bmj.com/content/342/bmj.d1473.full

Leia também nota do Medline Health Plus:





Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Possível risco aumentado de fraturas ósseas com certos Antiácidos

Possible Increased Risk of Bone Fractures With Certain Antacid Drugs

(read it in english accessing the link bellow)


Há um possível aumento do risco de fraturas do quadril, punho e coluna se o paciente estiver em uso de certos medicamentos para a azia, refluxo ácido, ou úlceras, alerta a Food and Drug Administration (FDA).

As drogas pertencem a classe de medicamentos dos inibidores da bomba de protons (
IBPs), que atuam reduzindo a acidez estomacal. Eles estão disponíveis como prescrição e como medicações over-the-counter (OTC) .

Os
IBPs são prescritos para doenças como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), úlcera gástrica e no intestino delgado, e inflamação do esôfago. Os PPIs disponíveis over-the-counter são usados frequentemente para tratar a azia. Os IBPs prescritos são

* Nexium
* Dexilant
* Prilosec
* Zegerid
* Prevacid
* Protonix
* Aciphex
* Vimovo

Os
IBPs over-the-counter são

* Prilosec OTC (omeprazol)
* Zegerid OTC (omeprazol)
* Prevacid 24HR (lansoprazol)

Aconselhamento do FDA aos consumidores

* Não deixe de tomar o
IBP, a menos que você seja orientado a fazê-lo pelo seu profissional de saúde. IBPs são eficazes no tratamento de uma variedade de distúrbios gastrointestinais.
* Esteja ciente de que um aumento do risco de fraturas do quadril, punho e coluna têm sido relatados em alguns estudos de pessoas que usam
IBPs. O risco aumentado para essas fraturas foi visto naqueles que recebem altas doses desses medicamentos ou utilizá-los durante um ano ou mais.
* Leia e siga as instruções do rótulo quando considerar o uso de um
IBP over-the-counter.
* Esteja ciente de que os PPIs over-the-counter só deve ser usada como dirigida por 14 dias para o tratamento de azia frequente. Se a azia continua, fale com o seu profissional de saúde. Não mais de três cursos de tratamento de 14 dias deve ser feitos em um ano.
* Converse com seu médico sobre quaisquer preocupações que possa ter sobre o uso de
IBPs.
* Relate quaisquer efeitos secundários da utilização de
IBPs para o MedWatch do FDA Event Reporting Program ou on-line, pelo correio, por fax ou por telefone.

Leia as recomendações do FDA:

FDA, U S Food and Drug Administration

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Uma nova maneira de avaliar o risco de fratura em Osteoporose

Postmenopausal osteoporosis: Fracture risk and prevention

O Journal of Family Practice traz a opinião de 4 especialistas que discutem:
* Uma nova pesquisa sobre a fisiopatologia da osteoporose pós-menopausa
* As atuais recomendações de boas práticas de diagnóstico e tratamento
* O uso eficaz de FRAX ®, o novo instrumento de avaliação do risco de fractura da OMS

Os Debatedores:

Andrew M. Kaunitz, MD (Co-Chair)
Professor Associado e Chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia
University of Florida College of Medicine-Jacksonville, Jacksonville, Flórida

Michael R. McClung, MD (Co-Chair)
Director, Oregon Osteoporosis Center, Portland, Oregon

Robert G. Feldman, MD
Diretor Médico, Senior Clinical Trials, Inc.
Private Practice, Laguna Hills, Califórnia

Susan Wysocki, RNC, NP, FAANP
Presidente e CEO da Associação Nacional de enfermeira na Saúde da Mulher, Washington, DC


Acesse:

ACESSO AO ARTIGO

sábado, 28 de março de 2009

Screening de Osteoporose é baixo na Pensilvania

Factors Associated with Osteoporosis Screening and Recommendations for Osteoporosis Screening in Older Adults

Estudo publicado em Março de 2009 no J Gen Intern Med demonstra que as taxas de recomendação e de screening de osteoporose permanecem baixas.

O estudo foi direcionado a pacientes ≥60 anos vivendo no leste da Pennsylvania. Foram preenchidos 1268 questionários enviados a 1830 adultos (69.3%). A população era branca (92.9%), mulheres (58.7%), e em sua maioria se consideravam com boa a excelente saúde (88.2%). Deles 47.6% afirmou que seu médico recomendou screening para osteoporose, e 62.6% relataram submissão ao screening.

Pacientes mais velhos tiveram menor probabilidade de recomendações, (OR, 0.87 a cada 5-anos de aumento na idade; 95% CI, 0.77–0.97) e indivíduos com fatores de risco (uso de esteróides acima de um mês, perda de estatura >2.54 cm, ou histórico de trauma de baixo impacto) não foram alvos prioritários de recomendações de screening em relação a indivíduos livres destas características. O uso de corticóide também não esteve relacionado com realização de screening.

No Brasil, onde a densitometria não é disponibilizada na rede pública, os resultados podem ser ainda piores. Embora aqui um artigo de economia da saúde aponte que a suplementação universal de cálcio e vitamina D podem ter melhores resultados que o screening universal.

Acesse o artigo (Oppen Access)

Artigo Economia da Saúde Osteoporose Brasil (Livre Acesso)

(Link já corrigido)