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sábado, 31 de janeiro de 2015

Hanseníase, bíblia e preconceito na programação da TV Aberta

Rede Record, não intencionalmente, presta um desserviço a saúde pública.

Entenda:


A hanseníase é uma doença causada pelo Bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), que se aloja nas células de Schwann e a partir daí causa danos neurológicos que repercutem em perda de sensibilidade e manchas na pele, seguidas de manifestações neuromusculares como deformidades em mãos e pés, queda de pelos (em especial madarose ciliar) e alterações na face (levando à fascies leonina desabamento das asas nasais) se não tratada a tempo. 

Com o tempo, e se não tratada, as deformidades levam a pressão dos ossos sob a pele, ocasionando perfurações, osteomielite e evoluindo para amputações (o que leva ao pensamento leigo de que na hanseníase as pessoas "perdem pedaços do corpo).

Como o único reservatório conhecido da doença era o homem, durante séculos o "tratamento" da doença consistia em isolar os doentes para "proteger os sãos". Até o surgimento das sulfonas em 1941 e posteriormente da poliquimioterapia duas década depois, o isolamento foi mantido, e persistiu em alguns países - como o Brasil, até as décadas seguintes. 

Em nosso país, para afastar o estigma da doença, mudou-se a nomenclatura de "lepra" para hanseníase na terminologia da saúde pública em 1995, alterando o estigma mas também a percepção da gravidade da doença. Embora tenha conseguido este intuito, por outro lado é um dos fatores aventados para o Brasil ser o último dentre os países que notificam casos a não erradicar a doença como problema de saúde pública, compromisso assumido em 1990 junto a Organização Mundial da Saúde, que deveria ter sido cumprido até o ano 2.000. 


Do que se trata o preconceito:

A rede Record de TV, ao abordar um trecho bíblico como tema de novela, inadvertidamente reforça o preconceito contra a hanseníase. Ao criar uma situação em que um hanseniano é "contaminado" a partir do "contato com a pele de um 'leproso' (sic)", a novela traz conceitos absolutamente errôneos e pode reforçar o estigma bíblico milenar arraigado nos conceitos da doença.


Em primeiro lugar, a doença não é transmitida pelo contato de uma pele sã com o doente, a fonte principal de transmissão é pela via aérea. Em segundo lugar, a transmissão depende de contato íntimo prolongado, de anos (e não um simples contato com a pele). Além de trazer a tona todos os conceitos de "impureza" e "pecado" ligados a doença.


Infelizmente, ao tentar abordar trechos bíblicos que envolvem a doença, ressurgem os preconceitos advindos da tradução errônea do termo "Tsaraath" para o antigo e novo testamentos. O termo se referia a vários problemas de pele, como vitiligo, hanseníase, micoses, e foi traduzido unicamente como 'lepra', sendo a bíblia sagrada uma das grandes responsáveis por todo o preconceito contra as pessoas que adquiriram a doença.

Veja a matéria da própria rede no Portal R7: Leia aqui, mas antes veja os links a seguir para entender um pouco mais. 



Entenda o preconceito bíblico:

As duas apresentações a seguir dão uma noção do que foi conviver com a doença no passado:







Se quiser saber mais detalhadamente sobre a história da Hanseníase no mundo, esta dissertação de mestrado conta detalhadamente todo o sofrimento de quem padeceu com a doença desde a era pré-bíblica até a idade média e seu ressurgimento neste século:
Savassi, Leonardo Cançado Monteiro. Hanseníase: políticas públicas e qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores / Leonardo Cançado Monteiro Savassi. – Belo Horizonte, 2010. xvii, 179 f.: il.; 210 x 297mm. Bibliografia: f.: 188-196 Dissertação (Mestrado) – Dissertação para obtenção do título de Mestre em Ciências pelo Programa de Pós - Graduação em Ciências da Saúde do Centro de Pesquisas René Rachou. Área de concentração: Saúde Coletiva.

Fonte: Site CPqRR Fiocruz Minas (PDF)




Se quiser entender um pouco mais sobre percepção da doença pelas pessoas como elemento importante de mudança de comportamento, veja esta apresentação:




Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi no BLOG Medicina de Família BR.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Medicina Rural, Educação em Saúde e DCV: Esforço de 40 anos em condado rural previne doença cardiovascular

Community-Wide Cardiovascular Disease Prevention Programs and Health Outcomes in a Rural County, 1970-2010


Entenda:

Reduzir a continuação da elevada carga de morbidade cardiovascular doença (DCV), deficiência, a mortalidade, as disparidades, e os custos continua a ser um objetivo primordial de saúde pública. 

Espera-se acelerar as tendências demográficas favoráveis em comportamentos de saúde cardiovasculares e seus fatores e inverter as tendências adversas para ampliar ainda mais a redução das DCV nas últimas décadas 

Intervenções em toda a comunidade eficazes podem ser replicadas e ampliadas para maximizar o seu benefício para a saúde da população. A partir desta perspectiva, o artigo traz uma contribuição importante, descrevendo quatro décadas de experiência em prevenção de DCV em Franklin, condado do município de Maine.


Lago Wilson, em Franklin, condado rural de Maine
(Fonte: reprodução Google Maps)

O que este artigo traz:

O esforço de 40 anos em atividades de base comunitária - a partir de ações educativas individuais - em um distrito rural para prevenir a doença cardiovascular parece ter sido bem sucedido. 

Em um município com condado rural pobre, um programa de 40 anos para combater a doença cardiovascular parece ter reduzido as taxas de internação e de mortalidade em comparação com municípios semelhantes durante o mesmo período, segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) (links ao final desta postagem).

No condado de Franklin, do município de Maine, começou-se um esforço global para reduzir o risco cardiovascular em 1970. O programa liderado pela comunidade, o que resultou em mais de 150 mil encontros de doentes, procurou ajudar os moradores de baixa elevada pressão arterial e colesterol, parar de fumar, melhorar suas dietas, e aumento sua atividade física.

Quando comparado com outros municípios o condado de Franklin, teve uma taxa de mortalidade total ajustado de renda menor do que o esperado após o início do programa. Houve uma queda semelhante na taxa de internação, resultando em uma redução de US 5,4 milhões em despesas hospitalares anualmente.

Além disso, o controle da pressão sanguínea aumentou de 18,3% em 1975 para 43,0% em 1978. de controle da hiperlipidemia aumentou de 0,4% em 1986 para 28,9% em 2010.

Os editorialistas apontaram que, embora não seja um estudo randomizado, os resultados parecem plenamente plausível dado que as intervenções individuais adotadas já tiveram evidência de sucesso anteriormente.


Leia o Abstract Traduzido:

Objetivo: Documentar os resultados de saúde associados a um programa de redução de risco cardiovascular integrada, global em Franklin County, Maine, uma comunidade rural de baixa renda.
Desenho, cenário, e participantes:Quarenta anos de estudo observacional envolvendo moradores em Franklin, condado do município de Maine, uma população de baixa renda rural de 22.444 pessoas em 1970, que utilizou como uma linha de base a década anterior, e comparação com as médias dos outros municípios do estado.
Programas a nível comunitário de intervenções orientadas para hipertensão, colesterol e tabagismo, bem como dieta e atividade física, patrocinado por múltiplas organizações comunitárias, incluindo o hospital e os médicos locais.
Principais resultados e Medidas: Participação dos residentes no município; detecção, tratamento e controle de hipertensão e hiperlipidemia; taxas de tabagismo; taxas de internação no período de 1994 a 2006, ajustados para a renda familiar média; e as taxas de mortalidade no período de 1970 a 2010, ajustadas pela renda familiar e idade.
Resultados: Mais de 150 000 contatos individuais com residentes do condado ocorreram ao longo de 40 anos. Ao longo do tempo, como foram adicionados programas de fatores de risco cardiovascular, os indicadores de saúde relevantes melhoraram. O controle da hipertensão teve um aumento absoluto de 24,7% (IC 95%, 21,6% -27,7%) de 18,3% para 43,0%, 1975-1978; o controle do colesterol elevado teve um aumento absoluto de 28,5% (IC 95%, 25,3% -31,6%) de 0,4% para 28,9%, de 1986 a 2010. As taxas de abandono ao tabagismo melhoraram de 48,5% para 69,5%, melhor do que as médias estaduais entre 1996-2000 (observada - prevista [O - E], 11,3%; IC95%, 5,5% -17,7%; P < 0,001); essas diferenças mais tarde desapareceram quando a taxa de cessação em Maine aumentaram. Hospitalizações no condado de Franklin per capita foram menores do que o esperado para o período avaliado, 1994-2006 (O - E, -17 descargas / 1000 habitantes; 95% CI -20,1 para -13,9; P < 0,001). Franklin foi o único condado de Maine com mortalidade ajustada consistentemente mais baixos do que o previsto durante os períodos 1970-1989 e 1990-2010 (O - E, -60,4 óbitos / 100 000; 95% CI, -97,9 para -22,8; P < 0,001 e -41,6 / 100 000; 95% CI, -77,3 para -5,8; P = 0,005, respectivamente).
Conclusões e Relevância:programas sustentados para toda a comunidade visando fatores de risco cardiovascular e alterações de comportamento para melhorar a saúde da população de Maine foram associados a reduções nas taxas de internação e de mortalidade acima de 40 anos, em comparação com o resto do estado. Mais estudos são necessários para avaliar a generalização de tais programas para outras populações US condado, especialmente as rurais, e para outras partes do mundo.


Acesse o artigo:

O abstract do artigo está disponível em:



Um editorial (também não está em livre acesso) está em:




Leia Mais sobre Medicina Rural:

Pesquisa Nacional de Saúde 2013: diferenças urbano x rural

Leia Mais sobre Educação em Saúde:

Intervenções educativas domiciliares para crianças com asma


Publicado originalmente por Leonardo Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vídeo e encartes auxiliam a discutir mamografia com pacientes

CTFPHC: Breast Cancer Screening 2011 Guideline


A Força-Tarefa Canadense de Cuidados Preventivos (CTFPHC) lançou um vídeo para facilitar a discussão médico-paciente em torno de rastreio do cancer da mama. Segundo a Task Force, "Esperamos que esta ferramenta vá ajudar a interpretar a diretriz rastreio do cancer da mama e trazer a importância da discussão médico-paciente em foco. Cada paciente é diferente, e nós encorajamos cada mulher a discutir os riscos e benefícios da triagem com o seu médico antes de decidir sobre a melhor abordagem para eles."



Um outro instrumento interessante (apesar de em inglês) que pode ser utilizado é um encarte com um fluxograma dedicado à paciente, acerca das indicações de triagem com a mensagem: "você deveria ser triada por mamografia para câncer de mama?", além de um FAQ (questões mais comuns) que foi lançado para orientar pacientes.

Mas porque tudo isto?

Em novembro de 2011, a Força-Tarefa lançou as "Recomendações sobre o rastreio do câncer da mama em mulheres de risco habitual com idade entre 40-74 anos", publicado no Canadian Medical Association Journal. Estas recomendações pesaram benefícios potenciais do rastreamento do câncer de mama contra danos de falsos positivos e biópsias desnecessárias.

A Força-Tarefa observou algumas imprecisões e distorções na cobertura da mídia acerca das recomendações e, por uma questão de clareza, trouxe este material complementar (vídeo, cartilhas, além de distribuir material por email amplamente)

A CTFPHC ressaltou o seguinte para os leigos:

• Ao contrário do que os leitores podem ter concluído a partir de parte da cobertura da mídia, a força-tarefa não é anti-exame, nem a favor do screening. A diretriz atualizada apóia uma triagem ideal. Estas recomendações foram desenvolvidas para garantir o melhor uso da mamografia e exames para as mulheres na faixa etária 40-74 com risco médio de desenvolver câncer de mama.

• Nossa orientação científica sobre o rastreio do câncer da mama é atual até outubro de 2011. E, assim como os painéis de peritos independentes em outros países, a Força-Tarefa não inclui estudos observacionais para avaliar os benefícios por causa do maior risco de vieses e de sobreestimar os benefícios do tratamento/ triagem, pois estes têm um risco inerentemente superior de chegar a conclusões incorretas sobre os seus potenciais
benefícios.

• A orientação da Força Tarefa sobre mamografia está de acordo
em grande parte com as práticas atuais dos programas de rastreio estaduais e territoriais. A maioria das províncias canadenses não recruta ativamente pacientes com menos de 50 anos de idade.

Relatando os fatos:

As mulheres abaixo de 50 anos de idade podem se submeter a uma mamografia em muitas províncias via auto-referência ou encaminhamento médico - o que é consistente com a recomendação da Força Tarefa de que as mulheres e seus médicos tenham um diálogo afinado sobre as suas opções e se o indivíduo deve ou não passar por uma triagem.

• Nossas recomendações também são consistentes com as diretrizes de organizações independentes nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Outras grandes organizações canadenses, como o Colégio de Médicos de Família do Canadá e da Sociedade Canadense do Câncer aprovaram as Diretrizes.

• Os membros da Força-Tarefa são todos voluntários não remunerados, e ao contrário do que foi apontado por muitos críticos desta recomendação, não temos quaisquer conflitos financeiros ou de interesse científico. Para mais informações sobre a política de conflito de interesses da Força-Tarefa, consulte nosso Manual de Procedimentos.

Em última instância, queremos que as mulheres compreendam os benefícios e os riscos de mamografia e falem com seus prestadores de cuidados primários sobre esses benefícios e riscos ao discutir as suas opções para o rastreio do câncer da mama.


Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Screening da Carótida não aumenta a cessação do tabagismo

Impact of Carotid Plaque Screening on Smoking Cessation and Other Cardiovascular Risk Factors

Medo percebido (educação em saúde): funciona?

Aparentemente em relação ao screening de carótica para fumantes, isoladamente, não. É o que revela um estudo publicado no Archives of Internal Medicine.

Triagem para aterosclerose carotídea não melhorar as taxas de cessação do tabagismo ou controle dos fatores de risco cardiovascular. Cerca de 540 fumantes foram randomizados para rastreamento ultra-sonográfico de triagem na carótida ou não , e todos os participantes também foram submetidos a um ano de terapia para cessação de tabagismo, que incluiu aconselhamento e terapia de reposição de nicotina. Pacientes com aterosclerose identificada na triagem receberam imagens de sua placa, além de aconselhamento adicional.

Em 1 ano, não houve diferenças significativas entre os grupos nas taxas de cessação do tabagismo, controle de fatores de risco cardiovascular, ou mudanças nos escores de risco de Framingham.

O editorialista do Archives of Internal Medicine aconselhou os médicos se concentrar em melhorar suas relações com os pacientes - em vez de usar "imagens simples" - ao tentar motivá-los a mudar seus estilos de vida.

É importante lembrar que o medo percebido é apenas um dos componentes de crenças dos pacientes acerca da mudança de comportamento. As pessoas mudam de comportamento de acordo com uma série de variáveis, que incluem gravidade e susceptibilidade percebidas, mas também os benefícios, as barreiras, e a crença na capacidade de mudar de comportamento.

E estes componentes se interrelacionam de maneiras diversas quando se estudo mudanças de comportamento para doenças agudas, doenças crônicas, fatores de risco e de proteção.

Assim, é importante perceber que o US de carótida é apenas mais um componente na mudança de comportamento, e não "o componente" que fará a diferença na mudança de hábitos.

Livre acesso ao artigo:




Livre acesso ao editorial:




Sugestão de leitura:



















Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi

sábado, 5 de novembro de 2011

Intervenções educativas domiciliares para crianças com asma

Home-based educational interventions for children with asthma

Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

Intervenções educativas domiciliares para crianças com asma.

Enquanto diretrizes recomendam que as crianças com asma devem receber educação em asma, não se sabe se a educação realizada em casa é superior ao tratamento habitual ou à mesma educação entregues em outros lugares. Educadores domiciliares tentam alcançar as populações (como os economicamente desfavorecidos) e podem experimentar barreiras ao atendimento (como a falta de transporte) dentro de um ambiente familiar.

O grupo Cochrane realizou então uma revisão sistemática sobre intervenções educativas para a asma em casa para as crianças, cuidadores ou ambos, e para determinar os efeitos dessas intervenções sobre os resultados relacionados à asma na saúde. A busca foi feita no Grupo Especializado de ensaios Cochrane Airways Register, que inclui o Registo Central Cochrane de Ensaios Controlados (CENTRAL), MEDLINE, EMBASE, CINAHL, PsycINFO e AMED, e busca manual em revistas respiratórias e resumos de congressos. Também na Education Resources Information Center (ERIC), listas de referências de ensaios e artigos de revisão (última pesquisa em Janeiro de 2011).

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados de educação em asma em casa para as crianças, seus cuidadores ou ambos. Na primeira comparação, os grupos de controle elegíveis foram: prestados os cuidados habituais, ou a mesma educação fora de casa. Para a segunda comparação, os grupos de controle envolveram intervenção menos intensiva educacionais em casa.

Encontrou-se 12 estudos envolvendo 2.342 crianças. Onze dos 12 ensaios foram conduzidos nos Estados Unidos, em contextos urbanos ou suburbanos, envolvendo populações vulneráveis. Os estudos foram em geral de boa qualidade metodológica. Eles diferiram significativamente em termos de idade, contexto de gravidade da asma e conteúdo da intervenção educativa levando a heterogeneidade clínica substancial. Devido a esta heterogeneidade clínica, não resulta para o pool de resultados primários, o número de pacientes com exacerbações que requeriram o serviço de emergência (ED).

A média do número de exacerbações que requeriram atendimentos por pessoa em seis meses não foi significativamente diferente entre os intervenção domiciliar e grupos de controle (N = 2 estudos; MD 0,04, intervalo de confiança de 95% (CI) -0,20 para 0,27). Apenas um estudo contribuiu para o outro resultado primário: exacerbações que requeriram um curso de corticosteróides orais. Internações hospitalares também mostraram uma grande variação entre os ensaios com mudanças significativas em alguns testes em ambas as direções. A qualidade de vida melhorou em ambos os grupos de educação e controle sobre o tempo.

A tabela que resume alguns dos principais componentes dos programas de educação está incluída na revisão.

Conclusão: os autores encontraram evidências inconsistentes para intervenções educacionais em casa para asma em comparação ao tratamento padrão, a educação fora de casa ou de uma intervenção menos intensiva educacional em casa. Embora a educação continue a ser um componente chave da gestão da asma em crianças, defendida em inúmeras diretrizes, esta revisão não contribui com maiores informações sobre o conteúdo fundamental e melhor configuração para tais intervenções educativas.

É necessário que se estude mais profundamente as ações educativas em saúde para determinar quais são realmente efetivas nos desfechos importantes para a saúde

Acesse o artigo (livre acesso via Cochrane BVS):

Biblioteca Virtual em Saúde
[No http://medicinadefamiliabr.blogspot.com você tem acesso ao link]

domingo, 6 de março de 2011

UFMG: Aberta nova turma para conselheiros de saúde

Aberta nova turma para conselheiros de saúde

Centro de Pesquisas René Rachou

Aberta nova turma para conselheiros de saúde

O Projeto Democracia Participativa (Prodep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto com o Ministério da Saúde, abre inscirções para o Curso de Atualização em Participação e Controle Social na Saúde.

O curso de extensão tem por prioridade atualizar os conselheiros de saúde de diferentes níveis da Federação; técnicos e gestores governamentais envolvidos com a política de saúde; e membros de organizações da sociedade civil com experiência participativa e/ou profissional na política de saúde.


Serão oferecidas 400 vagas, a serem preenchidas de acordo com a ordem de inscrição e considerando os requisitos solicitados no edital. Caso as vagas não sejam preenchidas pelo público prioritário, serão abertas vagas para conselheiros de políticas inter-relacionadas com a saúde.

A carga horária será de 100 horas/aula. A previsão de início do curso é em março e término em maio. As aulas serão ministradas na modalidade de ensino à distância, são totalmente gratuitas e se dividirão em três unidades:

- As concepções da democracia e sua influência na constituição do Estado;

- Noções de controle público e participação social pós-Constituição de 1988;

- Gestão do Sistema Único de Saúde e participação popular no sistema.


O período de inscrição será de 28 de fevereiro a 11 de março de 2011. Acesse o edital disponível no link:

www.democraciaparticipativa.org/saude


Mais informações sobre o curso estão disponíveis pelo telefone (31) 3499-3551 ou pelo email e_prodep@fafich.ufmg.br.
Créditos pela notícia: Assessoria em Comunicação Social
Centro de Pesquisas Rene Rachou/CPqRR - A FIOCRUZ em Minas Gerais.
Rene Rachou Research Center/CPqRR - The Oswaldo Cruz Foundation in the
State of Minas Gerais-Brazil.

sábado, 25 de setembro de 2010

Vídeo: Educação em Saúde para Dengue

AnimaDengue: desenho de animação produzido pela equipe do CECIS da Fiocruz Minas.

O objetivo do vídeo é estimular a participação do público infanto-juvenil nas ações de prevenção da Dengue.

Os conteúdos e mensagens buscam proporcionar acesso ao conhecimento cientificamente correto associado às reflexões sobre aspectos sociais, econômicos e ambientais da endemia e focalizam os principais riscos de transmissão da Dengue a partir da reprodução de situações reais.

O material foi produzido sob os preceitos da Metodologia Educativa em Saúde.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sala de Convidados (Canal Saúde): Educação em Saúde - Programa Saúde na Escola (PSE)

Sala de Convidados do Canal Saúde debate a Educação em Saúde, sexta (24), às 13h

O Programa Saúde na Escola (PSE) foi criado em 2008, através de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e Educação com o objetivo de reforçar a prevenção à saúde dos alunos brasileiros e construir uma cultura de paz nas escolas.

O PSE é dividido em quatro blocos:
O primeiro consiste na avaliação das condições de saúde;
O segundo trata da promoção da saúde e da prevenção;
O terceiro é voltado à educação permanente e capacitação de profissionais e de jovens;
O quarto prevê o monitoramento e a avaliação da saúde dos estudantes.

O tempo de execução de cada bloco é planejado pela Equipe de Saúde da Família levando em conta o ano letivo e o projeto político-pedagógico da escola. Todas as ações do programa são possíveis de serem realizadas nos municípios cobertos pelas equipes do Saúde da Família.

Para debater o assunto foram convidados:
Marta Klumb Rabelo – Coordenadora do Programa Saúde na Escola/ MEC;
Claunara Schilling Mendonça – Diretora do Departamento de Atenção Básica/ MS;
Mª das Merces Navarro - Fiocruz e Programa Saúde na Escola do Rio de Janeiro.

Durante o programa, o público pode participar ao vivo pela web na sala de bate papo ou assistir pela NBR e ligar gratuitamente para 0800 701 8122, ou antecipar perguntas e comentários pelo canal@fiocruz.br.

Para assistir no site do Canal Saúde, acesse canalsaude.fiocruz.br e clique na TV. Para saber como ver a NBR na sua cidade ou obter mais informações sobre a NBR, acesse ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr.

Os municípios interessados devem manifestar vontade em aderir ao programa. A Portaria do Ministério da Saúde define os critérios e recursos financeiros pela adesão e a elaboração dos projetos pelos municípios. Acesse:

Portaria 1.861, de 4 de setembro de 2008, define critérios e traz o Termo de Adesão dos municípios

Cadernos da Atenção Básica - Saúde na Escola

Fonte:
Assessoria de Comunicação – Canal Saúde / Fiocruz
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 /
canal@fiocruz.br
Canal Saúde / Fundação Oswaldo Cruz

domingo, 15 de agosto de 2010

Revista Brasileira de Saúde da Família destaca Blogs da área

Saúde da Família no mundo virtual

Esta semana foi lançado o nº 23 da "Revista Brasileira de Saúde da Família", uma publicação do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Uma das reportagens de destaque traz nas páginas 6 a 10 entrevistas sobre o uso de meios de comunicação informatizados (blogs, sites de relacionamentos, etc.) como ferramenta de trabalho e divulgação em Saúde da Família.

São vários blogs, páginas no Orkut, Twitter e Facebook, os quais a RBSF dará destaque, antenada com as várias facetas da comunicação no século XXI e valorizando, a atuação, trabalho e dedicação dos profissionais da Saúde da Família.

Segundo a RBSF:

"Abusando da ausência de barreiras e limites, médicos, agentes comunitários de saúde, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros simpatizantes passaram a utilizar esses espaços como ferramenta de troca de experiências e compartilhamento de saberes. E, para dar início aos destaques no mundo virtual, a RBSF partiu em busca de alguns blogs que têm como pauta central a Estratégia Saúde da Família."


Foram selecionados os blogs que tratam do cotidiano das equipes de saúde da família, foco desta primeira de uma série de reportagens da RBSF, como:
http://www.saudedafamilia.blogspot.com/ .

Este número da RBSF em particular traz também outros destaques de enorme relevância para a Medicina de Família: uma matéria trata do Acolhimento, outras duas sobre a aplicação dos instrumentos de planejamento AMQ (avaliação para a melhoria da qualidade) e Prograb, e outro sobre a formação em APS no mundo. Vale a pena conferir toda a revista.


Acesse o número 23 da RBSF:


Conheça mais Blogs em Saúde da Família

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Navegação com segurança na internet para Crianças

O site "Childhood - Pela Proteção da Infância" trás duas cartilhas online para proteção da infância contra a pedofilia

Criada pela Rainha Silvia da Suécia, a World Childhood Foundation luta para promover e defender os direitos da infância em todo o mundo. Escolheu o Brasil como primeiro beneficiário de sua fundação, que também possui escritórios na Alemanha, Estados Unidos e Suécia.

A cartilha Navegar com Segurança é uma realização da Childhood Brasil e traz dicas importantes para a prevenção do abuso on-line e da pornografia infantil na Internet. O texto orienta sobre o uso adequado da Internet por crianças e adolescentes, e fornece informações valiosas sobre o funcionamento da rede, como evitar o acesso a conteúdos de pornografia infantil e também os riscos de envolvimento com adultos mal intencionados que se escondem no mundo virtual.

Já a cartilha Saferdic@s trás uma série de informações sobre todos os ambientes e níveis nos quais comumente a criança e o adolescente se inserem, desde informações sobre lan houses até blogs, microblogs e redes sociais. Foi elaborada pela equipe da SaferNet Brasil com o propósito de contribuir para a promoção da utilização da Internet de forma mais segura e ética. Com uma linguagem simples, ilustrações inéditas e diagramação lúdica, a Cartilha pretende atingir públicos de diferentes faixas etárias, classes sociais e níveis educacionais.

O conteúdo foi desenvolvido a partir de pesquisas sobre conceitos, termos e novas linguagens usadas na Internet e no mundo digital. O objetivo deste material pedagógico é estimular os brasileiros, principalmente crianças e adolescentes, a aproveitar todo o potencial da rede, sem esquecer de adotar os cuidados necessários neste novo espaço público, seguindo as dicas de segurança.
Os materais guardam relação com os conceitos da Educação em Saúde, e podem ser utilizados pelas equipes de saúde da família para trabalhar segurança na internet com crianças e adolescentes, preferencialente em parceria com a escola (intersetorialidade).

Acesso aos materiais:


Créditos pela divulgação:
Gláucia Batista, MFC

ATUALIZAÇÕES SOBRE O TEMA:

O colega de Planeta Saúde, Ricardo Teixeira, em seu Blog Consciência do dia-a-dia, trás uma postagem interessante sobre internet em excesso e adolescentes. Confira.

Outro colega do Blog Planeta Saúde, Rafa Vac, traz outra postagem interessante sobre internet e adolescentes: A Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine (AP&AM) sugere que o uso patológico da internet aumenta a chance de um adolescente desenvolver depressão. Acesse

quarta-feira, 14 de abril de 2010

No ar: portal da UNASUS

Está entrando no ar a plataforma da Universidade Aberta do SUS - UNASUS.

O portal promete fornecer informações, notícias, links para os projetos da rede, informações sobre cursos e acesso aos recursos educacionais, que ainda não estão indexados.

A UNA-SUS faz parte de uma ação desenvolvida pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS-OMS). Visa criar uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão do SUS, destinada a atender as necessidades de formação e educação permanente do SUS. Assim, seus objetivos são:
1. Criar um acervo público e colaborativo de materiais educacionais para área da saúde;
2. Promover a incorporação de novas tecnologias de informação e comunicação aos processos de educação em saúde;
3. Oferecer apoio presencial aos processos de aprendizagem em saúde, e
4. Disponibilizar aos trabalhadores da saúde a oferta de cursos adequados à realidade local, utilizando-se de interações presenciais e a distância, com vistas à capacitação em áreas estratégicas para o SUS.

A rede opera com o intercâmbio, compartilhamento e disseminação de elementos digitais para uso educacional, possibilitando uma produção colaborativa. Além disso, utiliza-se de sistemas de troca de informações acadêmicas e gerenciais com certificação digital entre as instituições integrantes da rede e a gestão do SUS.

A UNASUS se baseará na Plataforma Arouca, que homenageia o legado de Sérgio Arouca e incorpora inovações de experiências semelhantes em outros setores do governo federal, que fizeram homenagens similares, como a homenagem do MEC, na formação de professores, que resultou no desenvolvimento. Plataforma Freire, e a experiência do CNPQ em estruturar um sistema nacional de currículos acadêmicos, a Plataforma Lattes.
O lançamento da Plataforma Arouca está previsto em Junho de 2010.

Sua maior qualidade, a meu ver, é o livre acesso a materiais de qualidade, produzidos por diversas instituições, que podem ser utilizados, re-escritos, aprimorados e qualificados, em um sistema de copyleft.

O certificado de qualidade, assim, se daria pelo uso: os bons materiais seriam utilizados em detrimento daqueles inadequados. Segundo seus organizadores, teremos em breve "um Portal de serviços de Educação em Saúde como nunca se viu"


Conheça a plataforma da UNASUS:

terça-feira, 30 de março de 2010

Educação em Saúde: Influenza: aprender e cuidar

Com o título "Influenza: aprender e cuidar - sem banalizar nem superestimar", está disponibilizado no Site da UFMG o conteúdo do DVD sobre influenza, bem como a avaliação on-line, sem necessidade de senha ou validação. Para a avaliação on-line, entretanto, é necessário fazer um cadastro.

Todo o material publicado é de natureza pública, podendo ser utilizado em atividades não-comerciais.Como é uma página em finalização, os criadores relatam que críticas e sugestões podem ser enviadas para o endereço influenza2009@nescon.medicina.ufmg.br

Elaborado para o Ministério da Saúde, este é um material específico sobre Síndrome Gripal e Influenza Pandêmica (H1N1)2009, visando auxiliar estudantes e profissionais da área em seu processo de formação e educação permanente em saúde. O lema é aprender e cuidar.

Segundo os responsáveis, "atualizar conhecimentos é uma forma de enfrentamento de situações como a que se apresenta, que deve mobilizar a todos para a ação diagnóstica, terapêutica e preventiva, sem banalizar nem superestimar".

No espaço avaliação online, há a possibilidade de testar conhecimentos e aprender mais sobre a doença, realizando uma avaliação formativa. Depois de responder às questões, há um gabarito comentado. Acertando 70% ou mais das questões, é possível inclusive solicitar um certificado, que poderá ser impresso.

No espaço DVD Influenza, há ainda o Vademecum Influenza, o Vademecum Influenza Ampliado e um conjunto de perguntas frequentes com repostas comentadas, além de vídeos, textos e documentos.

Acesse o Conteúdo:

Créditos pela notícia:
Prof. Edison José Corrêa
Núcleo de Educação em Saúde Coletiva - NESCON
Faculdade de Medicina / Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Alfredo Balena, 190 - 7o andar
CEP 30.130-100
Belo Horizonte - MG - Brasil

Up to date: O Centers for Disease Control (CDC) aponta aumento das hospitalizações por H1N1 no estado da Geórgia e em alguns outros estados do sudeste estadunidense, particularmente entre os adultos com algumas doenças crónicas (por exemplo, diabetes, DPOC, asma e doenças cardíacas).

Na última semana, a Geórgia registrou 40 internações com 2.009 casos confirmados da
doença H1N1 por laboratório, sendo esta a terceira semana consecutiva do Estado com o maior número de internações por H1N1 no país. O número de internações parece estar aumentando segundo o CDC.

Audio:
http://www.cdc.gov/media/transcripts/2010/audio/H1N1-03-29-10.mp3

Transcrição da entrevista:
http://www.cdc.gov/media/transcripts/2010/t100329.htm


Mais sobre H1N1:
http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/2010/03/protocolo-enfrentamento-influenza.html
http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/search/label/H1N1

quinta-feira, 25 de março de 2010

palestra 'A Mulher e a Ciência' - Dra. Virgínia Schall AML nesta quinta

' A Mulher e a Ciência' na AML nesta quinta Dra. Virgínia Schall


'A Mulher e a Ciência' é o tema da conferência, que será apresentada pela pesquisadora às 17h desta quinta, na Academia Mineira de Letras. O endereço é Rua da Bahia, 1466.

A Dra. Virgínia Schall ministra palestra A Mulher e a Ciência, às 17h desta quinta-feira, 25 de março, na Academia Mineira de Letras (AML). A professora apresenta o tema em comemoração ao "Mês da Mulher", promovido pela Academia, que encerra um ciclo de debates sobre temas como beleza feminina e a relação delas com a religião e a literatura.

A pesquisadora do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), da Fundação Oswaldo Cruz em Minas Gerais (Fiocruz Minas) é acadêmica da AML e tem textos premiados em concursos literários renomados, como o Prêmio Raul de Leoni, da União Brasileira de Escritores. Na ciência, a Dra. Schall tem em seu currículo o José Reis de Divulgação Científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq)

A professora é pesquisadora titular do Laboratório de Educação em Saúde e Ambiente (Laesa), da Fiocruz Minas, graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com mestrado em Neurofisiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-RJ).


Palestra: 'A Mulher e a Ciência'

Data: 25 de março, às 17h

Local: Academia Mineira de Letras (AML)

Endereço: Rua da Bahia, 1466, próximo ao Colégio Imaculada


Fonte:
Assessoria de Comunicação Social
Centro de Pesquisas René Rachou – Fiocruz Minas
Centro de Pesquisas Rene Rachou/CPqRR - A FIOCRUZ em Minas Gerais.
Rene Rachou Research Center/CPqRR - The Oswaldo Cruz Foundation in the
State of Minas Gerais-Brazil.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Educação em Saúde para Jovens: HPV

O amor em tempos de HPV

O Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia da UFRJ acaba de lançar no YouTube o vídeo de animação sobre HPV e câncer para jovens.

Este é o resultado de um projeto apoiado pela Faperj, Fundação do Câncer e CNPq, no qual verifica-se que os jovens cariocas sabem pouco ou quase nada sobre o vírus do Papiloma Humano. Cerca de 70% dos entrevistados não conseguiram responder a nenhuma das três questões sobre o assunto (O que é HPV ? Como se transmite ? E o que o HPV pode causar ?). Através da Metodologia Educacional em Saúde, área do conhecimento com metodologia cientificamente embasada, os responsáveis resolveram contar de forma divertida e lúdica como eles podem se prevenir.

Pesquisa da Fiocruz mostrou que, entre 1999 e 2005, houve um crescimento de 2,6 vezes na contaminação pelo vírus de jovens entre 10 e 19 anos.






O site do Programa de Oncobiologia é www.oncobiologia.bioqmed.ufrj.br

Créditos pela notícia: Claudia Jurberg


Além disto, HPV é tema do suplemento de setembro do Journal of Family Practice

Acesso:

Obs: Este suplemento foi apoiado com recursos educacionais da Merck&Co. e QIAGEN Inc.