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domingo, 16 de dezembro de 2018
Conceito de Risco e Vulnerabilidade | Escala de Coelho e Savassi
No Vídeo a seguir, trabalho um pouco o conceito de Vulnerabilidade que pretendemos alcançar ao adotar a Escala de Vulnerabilidade Familiar de Coelho e Savassi como instrumento de priorização de famílias.
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domingo, 20 de maio de 2018
Escala de Coelho e Savassi de Vulnerabilidade Familiar - Como Usar
Terceiro Vídeo da Série de explicações.
Neste video, são apresentadas orientações básicas àqueles que estão com dúvidas na aplicação da Escala de Vulnerabilidade Familiar (Coelho & Savassi).
Engloba também explicações gerais sobre as sentinelas e seu uso, e resposta às principais dúvidas recebidas por email nos últimos tempos.
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Neste video, são apresentadas orientações básicas àqueles que estão com dúvidas na aplicação da Escala de Vulnerabilidade Familiar (Coelho & Savassi).
Engloba também explicações gerais sobre as sentinelas e seu uso, e resposta às principais dúvidas recebidas por email nos últimos tempos.
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terça-feira, 1 de maio de 2018
Escala de Vulnerabilidade Familiar de Coelho & Savassi
Primeira parte
Estamos publicando aqui neste espaço o primeiro vídeo da Escala de Vulnerabilidade Familiar (antes chamada de Escala de Risco Familiar) de Coelho e Savassi. Haverá uma série de 4 vídeos nos quais as orientações diversas acerca do uso da Escala serão dadas.
No primeiro vídeo, as informações gerais e as origens da Escala de Vulnerabilidade Familiar. Assista:
Nos próximos vídeos:
- Orientações Gerais de uso e possibilidades de aplicação
- Revisão sobre as Evidências já encontradas.
- EVF-CS e o eSUS/ SISAB
Saiba mais:
Site de Leonardo Savassi sobre a Escala.
Medicina de Família: EVF-CS e o eSUS SIS-AB
Veja ainda:
Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com
Estamos publicando aqui neste espaço o primeiro vídeo da Escala de Vulnerabilidade Familiar (antes chamada de Escala de Risco Familiar) de Coelho e Savassi. Haverá uma série de 4 vídeos nos quais as orientações diversas acerca do uso da Escala serão dadas.
No primeiro vídeo, as informações gerais e as origens da Escala de Vulnerabilidade Familiar. Assista:
Nos próximos vídeos:
- Orientações Gerais de uso e possibilidades de aplicação
- Revisão sobre as Evidências já encontradas.
- EVF-CS e o eSUS/ SISAB
Saiba mais:
Site de Leonardo Savassi sobre a Escala.
Medicina de Família: EVF-CS e o eSUS SIS-AB
Veja ainda:
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domingo, 26 de abril de 2015
A Escala de Vulnerabilidade Familiar de Coelho Savassi e o eSUS/ SIS-AB
Entenda:
Saiba Mais
Acesse os artigos originais:
1. COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. Aplicação da Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das visitas domiciliares. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Brasil, v. 1, n. 2, p. 19-26, 2004. Disponível em http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/issue/view/2
2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61
Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com
No ano de 2002 Coelho, FLG apresentou no 1o Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade a "Escala de Risco Familiar", então aplicada no município de Contagem-MG. Nos anos seguintes algumas equipes de saúde da família passaram a aplicar a escala em suas unidades e apresentar resultados interessantes.
No ano de 2004 foi publicado na Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade o artigo que serviu de base para a produção de muito conhecimento neste sentido. O instrumento se utiliza de sentinelas presentes na Ficha A do SIAB, preenchida pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS) na primeira visita à cada família.
A escala dá sentido ao trabalho do ACS que deixa de preencher um instrumento meramente burocrático, e torna útil e vivo o cadastro familiar, antes mera coleta de dados que era levada para o nível central para digitação, agora um instrumento relevante no planejamento das equipes de saúde.
Ao longo dos dez anos desde a publicação do artigo, enormes contribuições surgiram por parte de serviços de saúde e da academia, na tentativa de qualificar ou validar o instrumento na prática cotidiana.
No ano de 2012 os autores da escala de risco familiar de Coelho e Savassi (ERF-CS) produziram um segundo artigo, publicado no JMPHC que definia e clarificava as sentinelas da escala, produzindo melhor entendimento do preenchimento e resolvendo algumas dúvidas comuns a todos que a preenchiam.
O que já se sabe sobre a ERF-CS
A revisão da literatura aponta que a escala é um instrumento muito relevante nos seguintes âmbitos:
Como elemento motivador de visitas domiciliares "meio", que visam abordar famílias em situação de risco/ vulnerabilidade em seu domicílio.
No planejamento de ações pela equipe de saúde, priorizando famílias mais vulneráveis no processo de cuidado (e não apenas na visita).
Como organizadora do processo de trabalho da enfermagem, favorecendo a organização da assistência e a elaboração de ações programáticas.
Como instrumento de organização da clientela para assistência em saúde bucal, tendo se mostrado inclusive um instrumento validado para priorizar famílias (famílias de risco tem 2 vezes mais chances de ter a doença cárie com necessidade de tratamento)
Como ferramenta de ensino de graduação, por demonstrar aos alunos a interrelação entre fatores de risco/ vulnerabilidade e desconstruir o raciocínio linear de causa-efeito/ agente-doença, apontando a própria determinação social da saúde.
Como instrumento de priorização de famílias pelo setor educação, propiciando a professores do ensino médio uma forma de selecionar famílias que demandem maiores investimentos.
Nestes dez anos, outras contribuições relevantes no sentido de inclusão de novas sentinelas foram apresentadas, caso do "Critério IFES" e de algumas iniciativas em São Paulo, Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul. Em todas elas o limite foi a inclusão de sentinelas que não estavam na ficha A do SIAB, o que anularia a sua maior praticidade, que era a não necessidade de coleta de dados no campo.
Com a substituição do SIAB pelo SIS-AB, esta situação muda de figura e novas sentinelas podem passar a fazer parte da escala.
O que há de novo no SIS-AB
A maior modificação na "evolução" do novo sistema de informação refere-se a separação das fichas de cadastro "domiciliar" e cadastro "individual". Com isto, os dados que ficavam em uma única ficha agora passam a ser arquivados individualmente, e os dados individuais não estão mais disponíveis dentro de um núcleo familiar.
Além disto, o SIS-AB apresenta um cadastro que não mais é familiar, mas sim domiciliar, podendo haver o registro de mais de uma família na mesma ficha domiciliar, e não mais uma ficha "da família". O resultado disto é que os dados da ficha agora se referem ao domicílio, havendo famílias que vivem naquele domicílio com as mesmas sentinelas de risco.
A ficha domiciliar passa a registrar de maneira mais completa a situação do domicílio, incluindo se urbano ou rural, a posse do domicílio (de próprio ou alugado até situação de rua), outras características domiciliares e a presença de animais. As sentinelas já existentes no SIAB persistem inalteradas, mas as opções de marcação de cada sentinela se ampliaram para incluir outros cenários.
Outro ponto relevante do SIS-AB é que o cadastro de problemas de saúde no nível individual, por contar com ficha própria, se ampliou e ultrapassa as doenças "programáticas" que eram previstas no SIAB, tais como HAS, DM2, HAN, TB, EPI, ALC (siglas que o ACS preenchia), passando a incluir problemas respiratórios, problemas renais, e espaço específico para o preenchimento de outras.
O que muda portanto na ERF-CS?
Em linhas gerais, o novo SIS-AB não impede que se aplique a ERF-CS para estratificar a vulnerabilidade familiar. No entanto as informações estão dissociadas, tornando mais complexa a coleta de dados, que deixa de estar em um banco único de dados/ de informações, para estar em dois cadastros diferentes (o domiciliar e o individual).
Será também mais complexo vincular cada indivíduo ao domicílio, pois será necessário a consulta ao cadastro domiciliar para encontrar fichas individuais e o número total de pessoas de cada família na ficha deve estar constantemente atualizado, e o simples número de pessoas daquela família não vincula automaticamente ao número da ficha de cada pessoa. Portanto, "achar" todos os indivíduos da família de maneira mais fácil ou difícil dependerá da maneira como cada equipe arquiva os dados individuais, se individualmente ou coletivamente.
Mas nem tudo são espinhos. o SIS-AB resolve algumas questões colocadas por autores que encontraram sentinelas relevantes e propuseram mudanças para aprimorar a escala.
Uma delas refere-se a registrar condições crônicas em geral, ao invés de apenas aquelas apontadas na ERF-CS. Na verdade, as doenças sentinelas da escala foram escolhidas por serem registradas pelos ACS na ficha A, através de códigos, mas também pela relevância assistencial de doenças que são programáticas e portanto ocupam espaço relevante na agenda das equipes.
Avança ainda no sentido de proporcionar novas sentinelas de risco, como por exemplo se há várias famílias dentro de um mesmo domicílio, que nos parece um dado muito relevante, refletindo um processo de "aglomerização" (a compartimentação de terrenos e casas para abrigar famílias traduzido na nossa prática por domicílios numerados como 2012-A, 2012-B, 2012-C, 2012-D, 2012-E, 2012-F, etc...
O próprio avanço na caracterização do domicílio é capaz de produzir novas sentinelas, relacionadas a posse, localização, tipo de acesso ao domicílio e portanto, ampliar a possibilidade de uma melhor classificação dos riscos sociais, tornando a escala mais específica.
Assim, verifica-se um cenário rico tanto para acolher as observações dos grupos que estudaram e procuraram validar a escala, quanto para propor as mudanças necessárias para uma "ERF-CS 2.0", que aproveite melhor as sentinelas do SIS-AB.
E fico aliviado de perceber que o SIS-AB, no meu ponto de vista, não inviabilizar a escala com as sentinelas atualmente vigentes.
Saiba Mais
Veja a palestra dada sobre a ERF-CS em Cascavel-PR que apresenta um pouco da revisão integrativa realizada sobre a escala e traz uma análise inicial do e-SUS/ SIS-AB:
SAVASSI, LCM. Produção de cuidado na ESF: Estratificação da Vulnerabilidade familiar. In: II Simpósio de Atenção Domiciliar e Estratégia Saúde da Família. Cascavel, PR. [24/04/2013] [Palestra][online] [disponível em https://sites.google.com/site/leosavassi/] [acesso em ##/##/20##]
Leia ainda:
Medicina de Familia: Sistematização da Escala de Risco
Palestra: Visita Domiciliar e Escala de Risco Familiar
Medicina de Familia: Tipos de família
Medicina de Familia: Sistematização da Escala de Risco
Palestra: Visita Domiciliar e Escala de Risco Familiar
Medicina de Familia: Tipos de família
Acesse os artigos originais:
1. COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. Aplicação da Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das visitas domiciliares. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Brasil, v. 1, n. 2, p. 19-26, 2004. Disponível em http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/issue/view/2
2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61
Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tipos de família
Eu costumo dizer para os meus pacientes e para os alunos que família é algo extremamente complexo: cada um tem a sua e sabe bem o que eu estou falando! :-)
Dentre os vários tipos de família, os estudiosos portugueses, poderíamos dividir os tipos de família pela estrutura e dinâmica global, pela relação parental e pela relação conjugal.
(in Novos Tipos de Família de Hernâni Caniço, Pedro Bairrada, Esther Rodríguez, Armando Carvalho
Imprensa da Universidade de Coimbra, Junho 2010)
Assim, temos:
Pela estrutura e dinâmica global
Família Díade Nuclear:
Duas pessoas em relação conjugal sem filhos (não há
descendentes comuns nem de relações anteriores de cada
elemento).
Família Grávida:
Família em que uma mulher se encontra grávida, independente
da restante estrutura.
Família Nuclear ou Simples:
Uma só união entre adultos e um só nível de descendência pais
e seu(s) filho(s).
Família Alargada ou Extensa :
Co-habitam ascendentes, descendentes e/ou colaterais por consanguinidade ou não, para além de progenitor(es) e/ou filho(s).
Família com prole extensa ou numerosa:
Família com crianças e jovens de idades muito diferentes, independentemente da restante estrutura familiar
Família Reconstruída, Combinada ou Recombinada:
Família em que existe uma nova união conjugal, com ou sem descendentes de relações anteriores, de um ou dos dois cônjuges.
Família Homossexual: Família em que existe uma união conjugal entre 2 pessoas do
mesmo sexo, independentemente da restante estrutura.
Família Monoparental:
Família constituída por um progenitor que co-habita com o(s) seu(s) descendente(s).
Família Dança a Dois:
Família constituída por familiares (de sangue ou não) sem relação conjugal ou parental (ex: avó e neto, tia e sobrinha, irmãos, primos, cunhados,…).
Família Unitária:
Família constituída por uma pessoa que vive sozinha, independentemente de relação conjugal sem co-habitação.
Família de Co-habitação:
Homens e /ou Mulheres que vivem na mesma habitação sem laços familiares ou conjugais, com ou sem objectivo comum (ex: estudantes universitários, amigos, imigrantes,…).
Família Comunitária:
Família composta por homens e/ou mulheres e seus eventuais descendentes, co-habitando na mesma casa ou em casas próximas (ex: comunidades religiosas, seitas, comunas, ciganos,…).
Família Hospedeira:
Família em que ocorre a colocação temporária de um elemento exterior à família (ex: criança, idoso, amigo, colega,…).
Família Adoptiva:
Família que adoptou uma ou mais crianças não consanguíneas,
com ou sem co-habitação de filhos biológicos.
Família Consanguínea:
Família em que existe uma relação conjugal consanguínea, independentemente da restante estrutura.
Família com Dependente:
Família em que um dos elementos é dependente dos cuidados de outros por motivo de doença (acamado, deficiente mental e/ou motor, requerendo apoio nas AVDs.
Família com Fantasma Família:
com desaparecimento de um elemento de forma definitiva (falecimento) ou dificilmente reversível (divórcio,
rapto, desaparecimento, motivo desconhecido) em que o elemento em falta continua presente na dinâmica familiar dificultando a reorganização familiar e impedindo o desenvolvimento individual dos restantes membros.
Família Acordeão:
Família em que um dos cônjuges se ausenta por períodos prolongados ou frequentes (ex: trabalhadores humanitários expatriados, militares em missão, emigrantes de longa duração).
Família Flutuante:
Família em que os elementos mudam frequentemente de habitação (ex: progenitores com emprego de localização variável) ou em que o progenitor muda frequentemente de parceiro.
Família Descontrolada:
Família em que um membro tem problemas crónicos de comportamento por doença ou adicção (ex: esquizofrenia, toxicodependência, alcoolismo, etc.)
Família Múltipla:
Família em que o elemento identificado integra duas ou mais famílias, constituindo agregados diferentes, eventualmente com descendentes em ambos.
Relação Conjugal
Família Tradicional:
Família estruturada em função do género feminino/masculino, diferenciados, em que cada membro tem um papel pré estabelecido na família e na comunidade.
Família Moderna:
Família em que a igualdade de género é a base da união, qualquer que seja o seu tipo. Há inter-ajuda e solidariedade com equilíbrio estrutural e de poder entre homem e mulher.
Família Fortaleza:
Família em que a dinâmica interna tem regras pré-estabelecidas difíceis de modificar, com encerramento ao exterior, dificuldade em assumir problemas ou em adaptar-se a novas situações.
Família Companheirismo:
Família em que existe partilha e repartição de actividades, objectivos comuns, evolui com as experiências e contactos
Família Paralela:
Família em que os cônjuges não partilham actividades quotidianas nem objectivos de vida, existe atitude de encerramento ao exterior e dificuldade em conseguir abertura para modificar hábitos de vida.
Família Associação:
Família em que existe união afectiva, embora não se partilhem actividades quotidianas. Tem por base a liberdade individual e é mostra de egoísmo em determinadas circunstâncias.
Relação Parental
Família Equilibrada (estável)
Família mostra-se unida e os pais são concordantes e conscientes do seu papel .
Família Rígida (instável)
Família em há dificuldade em compreender assumir e acompanhar o desenvolvimento saudável dos filhos.
Família Super-protectora (instável)
Família em que há preocupação excessiva em proteger os filhos, sendo os pais super-controladores.
Família Permissiva (instável)
Família em que os pais não são capazes de disciplinar os filhos.
Família Centrada nos filhos (instável)
Família em que os pais não sabem enfrentar os seus próprios conflitos conjugais que desvalorizam sem avaliação e ajustamento.
Família Centrada nos pais (instável)
Família em que as prioridades dos pais focalizam-se nos projectos pessoais individuais (profissionais ou lúdicos).
Família Sem objectivos (instável)
Família em que os pais estão confusos por falta de objectivos e metas comuns.
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Dentre os vários tipos de família, os estudiosos portugueses, poderíamos dividir os tipos de família pela estrutura e dinâmica global, pela relação parental e pela relação conjugal.
(in Novos Tipos de Família de Hernâni Caniço, Pedro Bairrada, Esther Rodríguez, Armando Carvalho
Imprensa da Universidade de Coimbra, Junho 2010)
Assim, temos:
Pela estrutura e dinâmica global
Família Díade Nuclear:
Duas pessoas em relação conjugal sem filhos (não há
descendentes comuns nem de relações anteriores de cada
elemento).
Família Grávida:
Família em que uma mulher se encontra grávida, independente
da restante estrutura.
Família Nuclear ou Simples:
Uma só união entre adultos e um só nível de descendência pais
e seu(s) filho(s).
Família Alargada ou Extensa :
Co-habitam ascendentes, descendentes e/ou colaterais por consanguinidade ou não, para além de progenitor(es) e/ou filho(s).
Família com prole extensa ou numerosa:
Família com crianças e jovens de idades muito diferentes, independentemente da restante estrutura familiar
Família Reconstruída, Combinada ou Recombinada:
Família em que existe uma nova união conjugal, com ou sem descendentes de relações anteriores, de um ou dos dois cônjuges.
Família Homossexual: Família em que existe uma união conjugal entre 2 pessoas do
mesmo sexo, independentemente da restante estrutura.
Família Monoparental:
Família constituída por um progenitor que co-habita com o(s) seu(s) descendente(s).
Família Dança a Dois:
Família constituída por familiares (de sangue ou não) sem relação conjugal ou parental (ex: avó e neto, tia e sobrinha, irmãos, primos, cunhados,…).
Família Unitária:
Família constituída por uma pessoa que vive sozinha, independentemente de relação conjugal sem co-habitação.
Família de Co-habitação:
Homens e /ou Mulheres que vivem na mesma habitação sem laços familiares ou conjugais, com ou sem objectivo comum (ex: estudantes universitários, amigos, imigrantes,…).
Família Comunitária:
Família composta por homens e/ou mulheres e seus eventuais descendentes, co-habitando na mesma casa ou em casas próximas (ex: comunidades religiosas, seitas, comunas, ciganos,…).
Família Hospedeira:
Família em que ocorre a colocação temporária de um elemento exterior à família (ex: criança, idoso, amigo, colega,…).
Família Adoptiva:
Família que adoptou uma ou mais crianças não consanguíneas,
com ou sem co-habitação de filhos biológicos.
Família Consanguínea:
Família em que existe uma relação conjugal consanguínea, independentemente da restante estrutura.
Família com Dependente:
Família em que um dos elementos é dependente dos cuidados de outros por motivo de doença (acamado, deficiente mental e/ou motor, requerendo apoio nas AVDs.
Família com Fantasma Família:
com desaparecimento de um elemento de forma definitiva (falecimento) ou dificilmente reversível (divórcio,
rapto, desaparecimento, motivo desconhecido) em que o elemento em falta continua presente na dinâmica familiar dificultando a reorganização familiar e impedindo o desenvolvimento individual dos restantes membros.
Família Acordeão:
Família em que um dos cônjuges se ausenta por períodos prolongados ou frequentes (ex: trabalhadores humanitários expatriados, militares em missão, emigrantes de longa duração).
Família Flutuante:
Família em que os elementos mudam frequentemente de habitação (ex: progenitores com emprego de localização variável) ou em que o progenitor muda frequentemente de parceiro.
Família Descontrolada:
Família em que um membro tem problemas crónicos de comportamento por doença ou adicção (ex: esquizofrenia, toxicodependência, alcoolismo, etc.)
Família Múltipla:
Família em que o elemento identificado integra duas ou mais famílias, constituindo agregados diferentes, eventualmente com descendentes em ambos.
Relação Conjugal
Família Tradicional:
Família estruturada em função do género feminino/masculino, diferenciados, em que cada membro tem um papel pré estabelecido na família e na comunidade.
Família Moderna:
Família em que a igualdade de género é a base da união, qualquer que seja o seu tipo. Há inter-ajuda e solidariedade com equilíbrio estrutural e de poder entre homem e mulher.
Família Fortaleza:
Família em que a dinâmica interna tem regras pré-estabelecidas difíceis de modificar, com encerramento ao exterior, dificuldade em assumir problemas ou em adaptar-se a novas situações.
Família Companheirismo:
Família em que existe partilha e repartição de actividades, objectivos comuns, evolui com as experiências e contactos
Família Paralela:
Família em que os cônjuges não partilham actividades quotidianas nem objectivos de vida, existe atitude de encerramento ao exterior e dificuldade em conseguir abertura para modificar hábitos de vida.
Família Associação:
Família em que existe união afectiva, embora não se partilhem actividades quotidianas. Tem por base a liberdade individual e é mostra de egoísmo em determinadas circunstâncias.
Relação Parental
Família Equilibrada (estável)
Família mostra-se unida e os pais são concordantes e conscientes do seu papel .
Família Rígida (instável)
Família em há dificuldade em compreender assumir e acompanhar o desenvolvimento saudável dos filhos.
Família Super-protectora (instável)
Família em que há preocupação excessiva em proteger os filhos, sendo os pais super-controladores.
Família Permissiva (instável)
Família em que os pais não são capazes de disciplinar os filhos.
Família Centrada nos filhos (instável)
Família em que os pais não sabem enfrentar os seus próprios conflitos conjugais que desvalorizam sem avaliação e ajustamento.
Família Centrada nos pais (instável)
Família em que as prioridades dos pais focalizam-se nos projectos pessoais individuais (profissionais ou lúdicos).
Família Sem objectivos (instável)
Família em que os pais estão confusos por falta de objectivos e metas comuns.
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Escala de Risco Familiar
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Palestra: Visita Domiciliar e Escala de Risco Familiar
Palestra Visita Domiciliar (e Escala de Classificação de Risco Familiar de Coelho-Savassi)
Proferida no I Congresso Nordeste de MFC e III Congresso Cearense de MFC.
Hotel Vila Galé, praia do Futuro, 09 a 11 de dezembro de 2010.
Confira:
Mesa: VISITA DOMICILIAR
Tatiana Monteiro Fiuza ( coordenadora)
Leonardo Savassi
Raquelly Braga
Denise Pontes
Veja também:
Padronização da Escala de Risco de Coelho-Savassi:
Proferida no I Congresso Nordeste de MFC e III Congresso Cearense de MFC.
Hotel Vila Galé, praia do Futuro, 09 a 11 de dezembro de 2010.
Confira:
Mesa: VISITA DOMICILIAR
Tatiana Monteiro Fiuza ( coordenadora)
Leonardo Savassi
Raquelly Braga
Denise Pontes
Veja também:
- A Escala de Vulnerabilidade Familiar de Coelho Savassi e o eSUS/ SIS-AB
Padronização da Escala de Risco de Coelho-Savassi:
Referências:
1) COELHO, FLG. SAVASSI, LCM. Aplicacao da Escala de Risco Familiar como Instrumento de priorizacao das Visitas Domiciliares. RBMFC: Rio de Janeiro, 2004. v.1 n.2, P. 19-26
2) LAGE, J.L. ; COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE COELHO. 2008. 9o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, 2008.
3) SAVASSI, L. C. M. ; SAVASSI, F.M. ; GOMES, ALFM ; DE-PAULA, H.G.M ; SOUZA, R.A. AVALIAÇÃO DA FERRAMENTA VISITA DOMICILIAR POR PROFISSIONAIS DA ESF 10o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, Florianópolis-SC, 2009.
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1) COELHO, FLG. SAVASSI, LCM. Aplicacao da Escala de Risco Familiar como Instrumento de priorizacao das Visitas Domiciliares. RBMFC: Rio de Janeiro, 2004. v.1 n.2, P. 19-26
2) LAGE, J.L. ; COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE COELHO. 2008. 9o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, 2008.
3) SAVASSI, L. C. M. ; SAVASSI, F.M. ; GOMES, ALFM ; DE-PAULA, H.G.M ; SOUZA, R.A. AVALIAÇÃO DA FERRAMENTA VISITA DOMICILIAR POR PROFISSIONAIS DA ESF 10o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, Florianópolis-SC, 2009.
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MFC,
visita domiciliar
domingo, 13 de dezembro de 2009
Sistematização da Escala de Risco Familiar (de Coelho e Savassi)
SISTEMATIZAÇÃO
DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR
DE COELHO-SAVASSI
Este artigo foi publicado em 2012 na Revista Journal of Management and Primary Health Care, com o objetivo de sistematizar a aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. A seguir são apresentados os dois links de artigos, um para o artigo original, e outro para o artigo da JMPHC:
2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61
Uma apresentação mais recente sobre a escala foi realizada na IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica e Saúde da Família (Brasília, 2014), disponível no Slideshare. Veja (mas apenas se você estiver navegando no IE, e sem bloqueio de conteúdo. O Chrome não "gosta" do Slideshare):
Caso não tenha conseguido visualizar, você pode acessar aqui: 2014 - IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/ Saúde da Família - AD na AB de Leonardo Savassi
Leonardo
Cançado Monteiro Savassi1,2
Joana
Lourenço Lage1,3
Flávio Lúcio Gonçalves Coelho1,3
1. Médico de Família e Comunidade
2. Universidade Federal de Ouro Preto
3. Prefeitura Municipal de Contagem
Entenda:
A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi (ERF-CS) é um instrumento de estratificação da vulnerabilidade familiar, desenvolvido em Contagem, Minas Gerais, baseado na ficha A do SIAB que se apropria sentinelas de risco avaliadas na primeira visita domiciliar realizada pelo Agente Comunitário de Saúde para fins de cadastramento familiar.
A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi (ERF-CS) é um instrumento de estratificação da vulnerabilidade familiar, desenvolvido em Contagem, Minas Gerais, baseado na ficha A do SIAB que se apropria sentinelas de risco avaliadas na primeira visita domiciliar realizada pelo Agente Comunitário de Saúde para fins de cadastramento familiar.
Quando aplicado às famílias adscritas a uma equipe de saúde, pretende determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do SIAB e outros, disponíveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram definidos como Sentinelas de Risco.
Dentre as críticas e sugestões apontadas para a escala em geral, estão a entrada de sentinelas que não estão presentes na Ficha A do SIAB, o que limita a sua praticidade e facilidade de uso. Sendo portanto baseada neste instrumento do sistema de informação mais utilizado no Brasil, algumas críticas podem ser feitas diretamente a Ficha A, mais do que a praticidade da própria escala.
A ERF-CS é um instrumento objetivo de análise do risco familiar, não necessitando a criação de nenhuma nova ficha ou escala burocrática para coleta de dados, que foi idealizada inicialmente como uma tentativa de sistematização da VD na Atenção Primária a Saúde, em especial nas equipes de Saúde da Família (eSF).
A seguir, o resumo do artigo publicado no JMPHC de 2012:
Resumo
Resumo
A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi, instrumento de estratificação de risco familiar, é aplicada às famílias adscritas a uma equipe de saúde da família, para determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) e outros identificáveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram selecionados por sua relevância epidemiológica, sanitária e potencial de impacto na dinâmica familiar e foram definidos como Sentinelas de Risco. Nas equipes em que foi aplicada, a escala mostrou-se útil na reorganização da demanda e promoveu um percepção mais apurada, objetiva e qualificada do risco das famílias avaliadas, impactando de maneira positiva o trabalho em equipe. A Escala é ainda uma ferramenta útil para o planejamento de ações na equipe, para a percepção da interrelação entre os fatores de risco, e como instrumento de apoio a intervenções no território. Além disso, ela corroborou, em nível local e microrregional, os dados do Índice de Vulnerabilidade à Saúde. Estas observações apontam para um amplo potencial de aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi, e para a necessidade de sua sistematização e padronização, para ampliação de seu uso. Neste artigo, as sentinelas de risco foram avaliadas e discutidas pelos autores, resultando em uma definição clara e precisa dos termos, bem como a justificativa para a inserção de cada evento como um indicador a ser pontuado pela Escala. Foram definidos os critérios de pontuação para as famílias e sugeridas formas de aplicação prática da Escala nas equipes. Ao final, foram feitas recomendações sobre a aplicação em situações peculiares.
Unitermos: Risco, Atenção Primária a Saúde, Visita Domiciliar, Família, Saúde da Família
Este artigo foi publicado em 2012 na Revista Journal of Management and Primary Health Care, com o objetivo de sistematizar a aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. A seguir são apresentados os dois links de artigos, um para o artigo original, e outro para o artigo da JMPHC:
1. COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C.
M. Aplicação da Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização
das visitas domiciliares. Revista Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade, Brasil, v. 1, n. 2, p. 19-26, 2004. Disponível em http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/issue/view/2
Fonte: RBMFC 2004 (PDF/A)
Fonte: RBMFC 2004 (PDF/A)
2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61
Uma apresentação mais recente sobre a escala foi realizada na IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica e Saúde da Família (Brasília, 2014), disponível no Slideshare. Veja (mas apenas se você estiver navegando no IE, e sem bloqueio de conteúdo. O Chrome não "gosta" do Slideshare):
Caso não tenha conseguido visualizar, você pode acessar aqui: 2014 - IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/ Saúde da Família - AD na AB de Leonardo Savassi
Acesse também:
Publicado e editado posteriormente por Leonardo C M Savassi
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