quinta-feira, 18 de março de 2010

Parkinson: quando, como e com o que iniciar o tratamento?



Volumen 50 Suplemento 1


II Congreso Iberoamericano sobre Enfermedad de Parkinson
Cuzco, Perú


Revisão

Dois artigos da Rev Neuro a respeito da doença de Parkinson em sua fase inicial, que podem interessar MFCs, acostumados a abordar pacientes em fases iniciais e ainda inespecíficas de doenças. Os artigos fazem parte do Suplemento 1, que abrange o II Congresso Iberoamericano sobre a doença, realizado no Peru:

Tratamiento inicial de la enfermedad de Parkinson


Artigo de revisão da Rev Neuro (Espanha) que discute o tratamento inicial do Parkinson. A Levodopa continua sendo a droga mais potente para reverter os sintomas da doença. No entanto, cerca de 70-80% dos pacientes desenvolvem complicações motoras (flutuações ou discinesias) dentro de 3-5 anos após o início do tratamento com levodopa. Estas complicações motoras aparentemente se referem a uma perda progressiva das terminações nigroestriatais dopaminérgicas, que ocorre com o avanço da doença, embora alguns estudos indiquem que o tratamento inicial de que pode influenciar o seu desenvolvimento.

Segundo a autora, a
pesar dos avanços no conhecimento e tratamento da DP, ainda há duas questões fundamentais para as quais não há uma resposta: quando e com que tipo de droga ou de drogas deve iniciar o tratamento
.

Tratamiento de los trastornos no motores en la enfermedad de Parkinson

Neste segundo artigo, o autor apresenta os transtornos não-motores relacionados ao mal, como as perturbações do sono, constipação, incontinência urinária e confusão mental, reconhecidos por James Parkinson em 1817, embora muitos anos fossem necessários até serem considerados parte integrante da doença.

Atualmente, a doença de Parkinson (DP) já não é considerada um distúrbio puramente
motor, mas um quadro neuropsiquiátrico que afeta o sistema nervoso central e periférico.

Apesar da sua frequência e impacto na qualidade de vida dos pacientes, sintomas
não-motores não são identificados na prática clínica. Estes sintomas na DP podem ser agrupados em transtornos psiquiátricos, distúrbios do sono e sintomas autonômicos.

A Rev Neuro permanece como livre acesso, mediante registro único. Acesse: