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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Acesso Avançado: afinal, o que é isso?

Acesso Avançado 
Webs do Telessaúde UFRGS e links para material complementar

Entenda:

O princípio do Acesso Avançado (AA) é "fazer hoje o trabalho de hoje", sob a lógica de que, se você conseguir inicialmente dar conta da demanda e não "agendar" em pouco tempo você consegue qualificar a atenção e com isso resolver o problema da fila na UBS. 
O Acesso Avançado (AA) é um sistema moderno de agendamento médico que consiste em agendar as pessoas para serem atendidas pelo médico no mesmo dia ou em até 48 horas após o contato do usuário com o serviço de saúde. Diversos Sistemas Nacionais de Saúde no mundo, tais como Canadá e Inglaterra, por exemplo, implementaram o acesso avançado na Atenção Primaria à Saúde (APS) com o objetivo de melhorar o acesso das pessoas aos cuidados em saúde. O Acesso Avançado tem como objetivos diminuir o tempo de espera por uma consulta médica, diminuir o número de faltas às consultas médicas e aumentar o número de atendimentos médicos da população. Equipes de Saúde da Família, estratégia preconizada pelo Ministério da Saúde como formas de orientação da Atenção Primária no Brasil têm utilizado esse novo sistema com tais objetivos. Fonte: Tese de Thiago Barra Vidal orientada por Sotero Serrate Mengue

Há algum tempo já queríamos postar algo sobre esse tema, e a oportunidade surgiu a partir do acúmulo de material relevante. O vídeo da página "Diário de um Centro de Saúde" traz informações bem interessantes (e breves) sobre AA:



Nessa postagem trazemos alguns links de interesse e em especial o material que o Telessaúde RS produziu. 

Veja também:

Estudos sobre o tema:


estudo de Vidal  demonstrou em Florianópolis que equipes que optaram pelo acesso avançado atendem um número superior de consultas médicas em comparação com outras formas de agendamento médico. Em Sobral-CE, o acesso avançado foi efetivo como uma medida resolutiva ao absenteísmo às consultas programadas. 

Em São Paulo, Arrojo Júnior &  Fabi demonstraram maior capacidade de agendamento futuro mesmo em uma UBS com menor número de médicos; já Figueira, Gyuricza, Jesus & Leal também em São Paulo demonstraram um acréscimo de mais de 200 atendimentos/mês, aumento na demanda atendida nas faixas etárias de 15 a 19 anos e de 20 a 39 anos e de procura proporcional do sexo masculino, e um um aumento de 6,5% nas consultas de cuidado continuado. Ambos os resumos estão publicados nos anais do Congresso Paulista de MFC. 

Assista:





Também de forma bem interessante os seguintes vídeos podem ser ilustrativos inclusive na forma como as equipes se organizaram para implantar o acesso avançado:



 

Saiba mais:

Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Atendimentos em APS "fora de hora" reduzem consultas em PAs no Canadá.

Primary Care Organization and Outcomes of an Emergency Visit among Seniors.

Pesquisadores do Canadá publicaram nas páginas eletrônicas da Healthc Policy de agosto uma avalialçai de dois serviços de atenção primária quanto a atendimentos "out-of-hours" (fora de hora) e seu impacto na procura por serviços de emergência.

Este estudo explorou quais características organizacionais dos serviços de atenção primária fornecidos pela área de residência em duas regiões do Quebec estão relacionados ao desfecho de procura a um departamento da emergência (PA), entre os idosos alta hospitalar.

Através de um banco de dados estadual administrativo e com base numa amostra de idosos que fizeram uma consulta ao PA e os seus resultados de 30 dias foram relacionados, de acordo com a área de residência, com dados de um levantamento de informantes-chave das clínicas de cuidados primários.

As medidas de características organizacionais incluíram três escalas derivadas da análise de componentes principais e, teoricamente, um derivado da pontuação global que mede o grau de conformidade com as características do ideal emergentes modelos de atenção primária. As sete medidas extraídos do questionário foram:
1. disponibilidade de serviços walk-in durante a semana e as noites da semana
2. disponibilidade de serviços noturnos
3. proporção de consultas de clínicas walk-in
4. disponibilidade de assistência médica ou de enfermagem no domicílio
5. Disponibilidade de gestão de casos crônicos
6. disponibilidade de uma enfermeira na clínica
7. se a continuidade ou a acessibilidade é priorizada na clínica

Além deles, o número de médicos trabalhando em tempo integral na clínica de APS (no mínimo 26 horas por semana, como média dos profissionais).

Foi realizada uma análise multivariada, ajustando para as características do paciente. Os pacientes que vivem em áreas no quartil mais baixo para o escore global de organização da APS tiveram maiores taxas de retorno ao PA sem internação.

Modelos organizacionais emergentes da atenção primária ao longo das linhas atualmente praticadas no Quebec podem ajudar a reduzir a carga crescente de cuidados de idosos em PAs. Os autores concluíram que "o desenvolvimento de modelos organizacionais da atenção primária, que oferecem um equilíbrio de atributos desejados (por exemplo, a integralidade, longitudinalidade, acessibilidade) pode ajudar a reduzir o peso crescente dos cuidados de ED dos idosos, enquanto políticas que favorecem os aspectos individuais (por exemplo, acessibilidade em vez de longitudinalidade) não pode ter esse efeito.


Acesso ao artigo:






Artigo: Primary Care Organization and Outcomes of an Emergency Visit among Seniors.
McCusker J, Roberge D, Ciampi A, Lévesque JF, Pineault R, Belzile E, Larouche D.
Healthc Policy. 2009 Aug;5(1):e115-31.
PMID: 20676243 [PubMed - in process] Free PMC Article Free text