quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NEJM - casos interativos

Interactive Medical Case

Painful Purple Toes



Teste sua habilidade com o quarto caso da nova série de processos interativos de Medicina do NEJM,
"Painful Purple Toes".

Dirija a investigação e selecione o tratamento para um homem de 57 anos, que se apresenta com dedos roxos e dolorosos.

Aprender de forma interativa, obter feedback imediato, e comparar seu desempenho com o dos outros. Tente o novo caso agora:

The New England Journal of Medicine

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Medicações Orais para Diabetes na APS inglesa

Risk of cardiovascular disease and all cause mortality among patients with type 2 diabetes prescribed oral antidiabetes drugs: retrospective cohort study using UK general practice research database


Uma avaliação do uso de medicamentos orais para a diabetes tipo 2 no "mundo real" (atenção primária), mostra diferenças significativas de risco entre as classes de drogas, segundo estudo publicado no BMJ.

Usando um banco de dados do Reino Unido de Atenção Primária, os pesquisadores analisaram retrospectivamente medicamentos prescritos e os resultados posteriores entre os cerca de 90.000 pacientes, que foram acompanhados por uma média de 7 anos. Os resultados analisados incluíram infarto do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, e todas as causas de mortalidade.

Usando metformina como o grupo de referência, os pesquisadores notaram:

* Primeira e segunda geração sulfoniluréias trouxeram riscos de mortalidade significativamente superiores; segunda geração de drogas tiveram maior probabilidade de causar insuficiência cardíaca.
* Em alguns modelos, as sulfoniluréias foram associados com maior risco de IAM.
* Ao contrário dos resultados anteriores, nenhum risco excessivo de IAM com rosiglitazona foi encontrado.
* A pioglitazona foi associada com menor mortalidade (e tinha um perfil de risco mais favorável do que a rosiglitazona).

Os autores descrevem que o perfil de "risco desfavorável" das sulfoniluréias é consistente com as recomendações da Associação Americana de Diabetes ... que favorecem a metformina como tratamento inicial para a diabetes tipo 2. "

Acesse:

Artigo do BMJ:
BMJ - helping doctors make better decisions

Guideline Diabetes Care da ADA:

Mais do 10o Congresso - Medicina Rural

Estágio Rural em Saúde da Família


Leonardo Vieira Targa, MFC gaúcho, traz os resumos de duas apresentações sobre Medicina Rural no Blog homônimo. As apresentações ocorreram durante o X Congresso Brasileiro de MFC em Florianópolis, no Simpósio "Interiorização da Medicina e Medicina Rural" do qual o colega foi participante.

Confira:

Apresentação da Experiência de Nova Petrópolis no X Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

Resumo de Trabalho Aprovado para Apresentação no X Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade - Estágio Rural Potencializa Interiorização do Médico de Família e Comunidade


Fonte:
Blog Medicina Rural
http://www.mfc-rural.blogspot.com/

Mestrado Profissional na UFMG

Medicina abre portas para Mestrado Profissional

Com um mercado de trabalho exigente e dinâmico, profissionais de diversas áreas procuram cada vez mais se qualificar melhor em suas funções. E com esse objetivo, a diretoria da Faculdade de Medicina está desenvolvendo um trabalho para a estruturação do Mestrado Profissional em Saúde, modalidade que consiste em oferecer uma ênfase mais mercadológica, profissional, e menos acadêmica em seus cursos. O público alvo é o profissional que procura ampliar seus conhecimentos e habilidades práticas em sua área de atuação.

"É um mestrado não acadêmico, vinculado a atividades profissionais. Tem o objetivo de simplificar e abreviar a formação do mestre", explica o professor Eduardo Bambirra, do Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal (APM). A proposta é inclusive que o Mestrado Profissional possibilite interfaces com outras áreas da saúde, tais como enfermagem, fisioterapia e odontologia.

"Esse é um mestrado que está mais próximo da realidade de vários profissionais da Faculdade de Medicina", completa Eduardo.

Diferença entre Mestrado acadêmico e profissional
Hoje, no Brasil, a cultura predominante é a do Mestrado Acadêmico, aquele voltado para quem vai atuar como docente em escolas e faculdades ou para os que seguirão o ramo da pesquisa. O enfoque do curso é mais teórico, baseado em livros, artigos e dissertações cientificas. Os alunos têm uma tendência maior a se dedicar integralmente aos estudos, deixando a vida profissional em segundo plano.

No mestrado profissional, a história é diferente. Voltado para um público de profissionais em atuação no mercado, os cursos dessa modalidade são práticos, com discussões baseadas na vivência cotidiana dos alunos.Um dos pilares dessa modalidade de mestrado é proporcionar ao aluno trazer do seu trabalho experiências que contribuam com a sua qualificação. O objetivo é formar profissionais mais completos e complexos para o mercado de trabalho.

Com objetivos distintos, mestrado acadêmico e mestrado profissional conferem, no entanto, titulação de igual peso.

Mais informações: Professor Eduardo Bambirra bambirra@medicina.ufmg.br.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sistematização da Escala de Risco Familiar (de Coelho e Savassi)

SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI

Leonardo Cançado Monteiro Savassi1,2
Joana Lourenço Lage1,3
Flávio Lúcio Gonçalves Coelho1,3

1. Médico de Família e Comunidade
2. Universidade Federal de Ouro Preto
3. Prefeitura Municipal de Contagem


Entenda:

A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi (ERF-CS) é um instrumento de estratificação da vulnerabilidade familiar, desenvolvido em Contagem, Minas Gerais, baseado na ficha A do SIAB que se apropria sentinelas de risco avaliadas na primeira visita domiciliar realizada pelo Agente Comunitário de Saúde para fins de cadastramento familiar. 

Quando aplicado às famílias adscritas a uma equipe de saúde, pretende determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do SIAB e outros, disponíveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram definidos como Sentinelas de Risco. 

Dentre as críticas e sugestões apontadas para a escala em geral, estão a entrada de sentinelas que não estão presentes na Ficha A do SIAB, o que limita a sua praticidade e facilidade de uso. Sendo portanto baseada neste instrumento do sistema de informação mais utilizado no Brasil, algumas críticas podem ser feitas diretamente a Ficha A, mais do que a praticidade da própria escala. 

A ERF-CS é um instrumento objetivo de análise do risco familiar, não necessitando a criação de nenhuma nova ficha ou escala burocrática para coleta de dados, que foi idealizada inicialmente como uma tentativa de sistematização da VD na Atenção Primária a Saúde, em especial nas equipes de Saúde da Família (eSF).

A seguir, o resumo do artigo publicado no JMPHC de 2012:


Resumo


A Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi, instrumento de estratificação de risco familiar, é aplicada às famílias adscritas a uma equipe de saúde da família, para determinar seu risco social e de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. Utiliza dados presentes na ficha A do Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) e outros identificáveis na rotina das equipes de saúde da família. Estes dados foram selecionados por sua relevância epidemiológica, sanitária e potencial de impacto na dinâmica familiar e foram definidos como Sentinelas de Risco. Nas equipes em que foi aplicada, a escala mostrou-se útil na reorganização da demanda e promoveu um percepção mais apurada, objetiva e qualificada do risco das famílias avaliadas, impactando de maneira positiva o trabalho em equipe. A Escala é ainda uma ferramenta útil para o planejamento de ações na equipe, para a percepção da interrelação entre os fatores de risco, e como instrumento de apoio a intervenções no território. Além disso, ela corroborou, em nível local e microrregional, os dados do Índice de Vulnerabilidade à Saúde. Estas observações apontam para um amplo potencial de aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi, e para a necessidade de sua sistematização e padronização, para ampliação de seu uso. Neste artigo, as sentinelas de risco foram avaliadas e discutidas pelos autores, resultando em uma definição clara e precisa dos termos, bem como a justificativa para a inserção de cada evento como um indicador a ser pontuado pela Escala. Foram definidos os critérios de pontuação para as famílias e sugeridas formas de aplicação prática da Escala nas equipes. Ao final, foram feitas recomendações sobre a aplicação em situações peculiares.
Unitermos: Risco, Atenção Primária a Saúde, Visita Domiciliar, Família, Saúde da Família

Este artigo foi publicado em 2012 na Revista Journal of Management and Primary Health Care, com o objetivo de sistematizar a aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. A seguir são apresentados os dois links de artigos, um para o artigo original, e outro para o artigo da JMPHC:


1. COELHO, F. L. G. ; SAVASSI, L. C. M. Aplicação da Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das visitas domiciliares. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Brasil, v. 1, n. 2, p. 19-26, 2004. Disponível em http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/issue/view/2
Fonte: RBMFC 2004 (PDF/A)

2. SAVASSI, LCM, LAGE, JL; COELHO, FLG. SISTEMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTO DE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO FAMILIAR: A ESCALA DE RISCO FAMILIAR DE COELHO-SAVASSI JMPHC - ISSN 2179 - 6750. v. 3, n. 2 (2012). Disponível em http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/view/66/61


Uma apresentação mais recente sobre a escala foi realizada na IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica e Saúde da Família (Brasília, 2014), disponível no Slideshare. Veja (mas apenas se você estiver navegando no IE, e sem bloqueio de conteúdo. O Chrome não "gosta" do Slideshare):



Caso não tenha conseguido visualizar, você pode acessar aqui: 2014 - IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/ Saúde da Família - AD na AB de Leonardo Savassi


Acesse também:

Publicado e editado posteriormente por Leonardo C M Savassi

Apresentações do X Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

Compartilhamos as apresentações da Residência em Medicina de Família e Comunidade durante o X Congresso Brasileiro da Especialidade.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ao vivo na web: abertura da 1ª CNSA, hoje, às 19h. Debates quinta e sexta

Canal Saúde transmite ao vivo 1ª CNSA direto de Brasília.
   
1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental ao vivo no site www.canalsaude.fiocruz.br

O Canal Saúde vai transmitir ao vivo a abertura da 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental hoje, quarta (09), a partir das 19h, via web. Acompanhe ainda a conferência magna, amanhã, quinta (10), às 9h30. E o Sala de Convidados vai debater ao vivo os principais acontecimentos durante o evento com os protagonistas da conferência, quinta e sexta (11), às 13h.

Na web – para acompanhar a cobertura do Canal Saúde basta acessar www.canalsaude.fiocruz.br e clicar na telinha com a inscrição Ao vivo. É preciso ter instalado no computador os aplicativos Real Player ou Windows Media Player. Já para assistir ao Sala de Convidados, além da web, existe a opção da TV, no canal NBR.


1ª CNSA – A 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental acontece entre os dias 9 e 12 de dezembro, em Brasília. Resultado do esforço de três Ministérios (Cidades, Meio Ambiente e Saúde), a Conferência tem como proposta principal o desafio de criar um Plano Nacional de Saúde Ambiental. Constituída por decreto presidencial, a 1ª CNSA é dividida em três eixos temáticos: Desenvolvimento e sustentabilidade sócio-ambiental no campo, na cidade e na floresta; Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios e Democracia, educação, saúde e ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis.
As estatísticas revelam a necessidade da criação de uma estratégia relacionando saúde e meio ambiente. Estima-se que 30% dos danos à saúde estejam relacionados a fatores ambientais decorrentes da falta de esgotamento sanitário, poluição atmosférica, desastres naturais, exposição a substâncias químicas e físicas.


Onde ver – Para saber como assistir a NBR na sua cidade ou obter mais informações sobre a NBR, acesse ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr Para assistir no site do Canal Saúde, acesse <canalsaude.fiocruz.br>, clique na TV com a inscrição "ao vivo".


Fonte:
Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz
Marcelo de Castro Neves
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 / ascom@fiocruz.br


--
Canal Saúde/Fundação Oswaldo Cruz
Levando educação em saúde e cidadania para todo o Brasil




Inibidores da neuraminidase têm "Eficácia Modesta" em adultos saudáveis com gripe.

Neuraminidase inhibitors for preventing and treating influenza in healthy adults: systematic review and meta-analysis

Oseltamivir e zanamivir "têm eficácia modesta contra os sintomas da gripe em adultos saudáveis", segundo uma análise publicada online BMJ.

Os investigadores analisaram 20 estudos randomizados de adultos saudáveis. Quando usado de forma profilática, as drogas "não teve nenhum efeito contra a doença semelhante à influenza ou gripe assintomáticas."

Quanto ao tratamento, as evidências sugerem que as drogas reduzir os sintomas da gripe em cerca de um dia. No entanto, os autores dizem que "o benefício foi generalizada para assumir os benefícios para as pessoas muito doentes no hospital", mas sem o apoio de dados.

Os autores concluem que as drogas "não deve ser usado no controle de rotina da gripe sazonal", acautelando-se que as conclusões da gripe sazonal não pode se traduzir em pandemias. Eles chamam de "independentes randomizados para resolver as incertezas sobre a eficácia."

BMJ artigo (Free)

BMJ editorial (Free)

Ao vivo na web: abertura da 1ª CNSA, hoje, às 19h. Debates quinta e sexta

Canal Saúde transmite ao vivo 1ª CNSA direto de Brasília.
   
1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental ao vivo no site www.canalsaude.fiocruz.br

O Canal Saúde vai transmitir ao vivo a abertura da 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental hoje, quarta (09), a partir das 19h, via web. Acompanhe ainda a conferência magna, amanhã, quinta (10), às 9h30. E o Sala de Convidados vai debater ao vivo os principais acontecimentos durante o evento com os protagonistas da conferência, quinta e sexta (11), às 13h.

Na web – para acompanhar a cobertura do Canal Saúde basta acessar www.canalsaude.fiocruz.br e clicar na telinha com a inscrição Ao vivo. É preciso ter instalado no computador os aplicativos Real Player ou Windows Media Player. Já para assistir ao Sala de Convidados, além da web, existe a opção da TV, no canal NBR.


1ª CNSA – A 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental acontece entre os dias 9 e 12 de dezembro, em Brasília. Resultado do esforço de três Ministérios (Cidades, Meio Ambiente e Saúde), a Conferência tem como proposta principal o desafio de criar um Plano Nacional de Saúde Ambiental. Constituída por decreto presidencial, a 1ª CNSA é dividida em três eixos temáticos: Desenvolvimento e sustentabilidade sócio-ambiental no campo, na cidade e na floresta; Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios e Democracia, educação, saúde e ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis.
As estatísticas revelam a necessidade da criação de uma estratégia relacionando saúde e meio ambiente. Estima-se que 30% dos danos à saúde estejam relacionados a fatores ambientais decorrentes da falta de esgotamento sanitário, poluição atmosférica, desastres naturais, exposição a substâncias químicas e físicas.


Onde ver – Para saber como assistir a NBR na sua cidade ou obter mais informações sobre a NBR, acesse ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr Para assistir no site do Canal Saúde, acesse <canalsaude.fiocruz.br>, clique na TV com a inscrição "ao vivo".


Fonte:
Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz
Marcelo de Castro Neves
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 / ascom@fiocruz.br


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

AAFP e Coca Cola... mais irônico impossível

Editorialista do Journal of Family Practice ironiza o patrocínio da Coca Cola à American Academy of Family Physicians.
 
No editorial ele ironiza: deveríamos aproveitar e fazer um parceria com a Philippe Morris para programas de educação para o tabaco, e com a Colt para prevenção de violência.
 
 
 


 
 

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December 2009 (Vol. 58, No. 12)

 EDITORIAL

Do things really go
better with Coke?


Jeff  Susman,  MD

Editor-in-Chief
jfp@fammed.uc.edu

I was so "proud" when the American Academy of Family Physicians (AAFP) announced that The Coca-Cola Company was the first partner in its Consumer Alliance program. In its press release, AAFP President Lori Heim, MD, describes the program as "a way of working with interested companies to develop educational materials to help consumers make informed decisions so they can include the products they love in a balanced diet and healthy lifestyle." The content is to be posted on familydoctor.org and "will address sugar-free alternatives to help patients make better choices," the press release states.