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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Adultos norte-americanos segurados não estão recebendo atenção preventiva

Relationship of Income and Health Care Coverage to Receipt of Recommended Clinical Preventive Services by Adults — United States, 2011–2012


Segundo os autores do NEJM Journal Watch, baseados em uma constatação do MMWR do CDC publicado em 08 de agosto, um em cada três adultos norte-americanos não recebe cuidados preventivos adequados, independentemente do status de seguro ou de renda.

Os pesquisadores do CDC analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde estadunidense entre 2011-2012, com foco em seis serviços preventivos recomendados pelas agências de saúde dos EUA: o teste de HIV; discussão sobre a cessação do tabagismo; e aconselhamento sobre quatro vacinas: influenza, pneumococo, tétano e zoster.

 A porcentagem de adultos que receberam esses serviços variou de 18% para a vacinação zoster a 62% de vacinação antitetânica. Adultos com seguros e aqueles com rendimentos mais elevados (mais de 200% do nível de pobreza federal) eram mais propensos a receber todos os serviços, exceto o teste de HIV, em comparação com aqueles sem seguro e aqueles com rendimentos mais baixos.

No entanto, mesmo entre os adultos com seguro e rendimentos mais elevados, menos da metade recebeu três dos serviços (o teste de HIV, vacinação contra a gripe, a vacinação contra zoster).

Ainda que estes seis serviços sejam cobertos pelo Affordable Care Act, os autores concluem estes achados sugerem que "esforços adicionais para além de expansão de cobertura de seguro podem ser necessários para aumentar oferta e utilização dos serviços."

O Affordable Care Act reduziu a barreira do custo para os cuidados, com a expansão do acesso ao seguro e exigindo que muitos planos de saúde cubram certos serviços preventivos recomendados, sem co-pagamentos ou franquias.


Acesse em:



Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

domingo, 15 de janeiro de 2012

Acesso aprimorado à Atenção Primária reduz a mortalidade

A relação linear entre acesso dos doentes aos cuidados primários e de mortalidade, de acordo com as conclusões de um grande estudo retrospectivo.

Anthony Jerant, MD, da Universidade da Califórnia, Davis, em Sacramento, e seus colegas publicaram suas descobertas na edição de janeiro / fevereiro 2012 dos Annals of Family Medicine.

Os autores observaram que, apesar de resultados de redução da mortalidade entre os indivíduos com acesso aos cuidados primários ao nível da população, não fica claro se essas descobertas se aplicam ao nível do paciente individual. "Uma armadilha potencial na interpretação dos resultados de [anterior] estudos é a falácia ecológica: falsamente concluindo que o conjunto de estatísticas coletadas para um grupo são aplicáveis ​​aos indivíduos dentro do grupo," escrevem os autores. "Estudos com indivíduos como unidade de análise são necessários para examinar a associação dos atributos específicos de cuidados primários com a mortalidade a nível do paciente."

Neste estudo, os autores utilizaram dados em nível de individuais de paciente de 2000-2005 Medical Expenditure Panel Survey, que inclui questões sobre atributos da atenção primária, ligado ao National Death Index. Eles incluíam 52.241 participantes da pesquisa com idade entre 18 a 90 anos para quem apuração de mortalidade e todos os itens atributo de saúde estavam disponíveis. Destes, 1.717 morreram durante até 6 anos de seguimento. No geral, a pontuação dos atributos da atenção primária foi inversamente associado com a mortalidade (hazard ratio ajustada, 0,79; 95% intervalo de confiança [IC], 0,64-0,98, P = 0,03). Etnia, sexo, idade, saúde física e mental, e total das despesas anuais de saúde também foram significativamente associados com a mortalidade.

Os autores categorizaram instalações de cuidados primários de acordo com cinco critérios (cuidar de novos problemas de saúde, cuidados preventivos, encaminhamentos para outros profissionais de saúde, maior acesso, e centrado no paciente), atribuindo uma pontuação de 1 (sim) ou 0 (não) a cada atributo e uma média de pontuação para cada participante. Saúde mental e física foram medidos usando o 12-Item Componente Pesquisa Short-Form Saúde Mental (MCS-12) e do Componente Físico (PCS-12) pontos, com pontuação variando de 0 (pobre de saúde) a 100 (saúde excelente). Os autores classificados a mortalidade como a morte antes de 31 de dezembro de 2006.

Mortalidade foi significativamente menor entre os participantes com uma pontuação atributos primários de cuidados de 1,0 (hazard ratio ajustada, 0,81; 95% CI, 0,66-0,99) do que entre aqueles com uma pontuação de 0 a 0,5, após o ajuste para tabagismo e índice de massa corporal (P = 0,04). Mais de 25% dos participantes tinham uma pontuação de 1,0 atributos, e estes indivíduos tinham maior probabilidade de ser branca e mulheres, vivem no Nordeste, têm seguros privados, relatar problemas de saúde mais crônicos, têm menor MCS-12 e PCS-12 pontos , têm maiores gastos de saúde, e ser uma idade mais avançada.


Os autores sugerem que suas descobertas têm implicações para o movimento médico em casa centrado no paciente. "Especificamente, [nossos resultados] sugerem que a adoção desses elementos da medicina em casa tem o potencial para reduzir a mortalidade, complementando evidências sugerindo benefícios de determinados elementos médicos na casa de outros resultados importantes (por exemplo, taxas de serviços de entrega de prevenção, controle do diabetes, satisfação do paciente) , potencialmente a um custo reduzido ", escrevem os autores. "Estudos randomizados controlados multicêntricos de intervenções serão necessárias para definitivamente resolver a questão de quais atributos casa médicas contribuem para o risco de mortalidade reduzida."

Os autores não declararam relações financeiras relevantes.

Ann Fam Med. 2012; 10:34-41.


Publicado originalmente por Ricardo Alexandre de Souza em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Twitcam com Heider Pinto 24/10 sobre o PMAQ-AB

Twitcam com Heider Pinto na próxima segunda, 24/10, às 20h

Na próxima 2a feira, dia 24/10, a partir das 20h, o Blog Saúde com Dilma promoverá uma twitcam com o Diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Heider Aurélio Pinto, com o intuito de promover o debate sobre o Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica – PMAQ-AB.

Para participar: o vídeo será divulgado na página principal do blog e o vídeo e o bate-papo (usando seu pergil no twitter ou facebook) poderão ser acessados através do link http://www.livestream.com/saudecomdilma

Para fazer perguntas:

- enviar email para saudecomdilma@gmail.com;

- Perguntar diretamente no chat do livestream, usando perfil no twitter ou facebook (http://www.livestream.com/saudecomdilma).


Leia mais:

Acesse a Portaria que institui o PMAQ-AB

Manual Instrutivo do PMAQ-AB

A satisfação do usuário e a autopercepção da saúde em atenção primária


No Medicina de Família Brasil:

Efetividade das ACS no Brasil

Planejamento da qualidade nas unidades de saúde da família, utilizando o Desdobramento da Função Qualidade (QFD)

Entrevista com James Macinko - PCA-Tool

Publicado por Leonardo C M Savassi

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Satisfação do usuário garantirá mais recursos para Atenção Básica

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nesta sábado (9), durante o 27º Congresso do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), portaria que cria pontuação para adequar a distribuição de recursos da atenção básica, o que garante aos municípios mais carentes um financiamento diferenciado. Em outro documento, lançou o Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica, com contratualização, certificação e remuneração pelo bom desempenho e qualidade das equipes de atenção básica. Um dos componentes de avaliação é a satisfação do usuário. No país, o orçamento para a área subirá em R$ 769 milhões, totalizando R$ 10,3 bilhões. “Queremos dar mais qualidade no atendimento e oferecer serviços mais perto de onde as pessoas moram”, afirmou o ministro. Ele reforçou que, com a atenção básica de qualidade, até 80% dos problemas de saúde da população podem ser resolvidos. Isso sem precisar ir ao hospital, o que desafoga o atendimento das emergências e garante um acompanhamento continuado.

QUALIDADE As equipes de atenção básica serão avaliadas pelo seu desempenho.
O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica colocará metas, além de avaliar a satisfação do usuário, acesso, utilização e qualidade dos serviços. Para isso serão emitidos certificados de desempenho, que envolvem análise por instituições de ensino e pesquisa e pelos gestores municipal, estadual e federal. O programa ainda estimula a educação permanente, o apoio institucional (infra-estrutura oferecida) e monitoramento. “O programa aplica recursos adicionais em municípios que cumprirem metas de atendimento e qualidade. São indicadores como atendimento pré-natal, acompanhamento de doentes crônicos, redução do tempo de espera por consulta e adequada atenção à saúde do idoso”, disse o ministro. Padilha explicou que o bom resultado pode até dobrar o valor recebido por uma determinada equipe. Ainda, a partir da segunda avaliação externa, o desempenho de cada equipe será comparado não só em relação às outras equipes do seu estrato, mas também a evolução do seu próprio trabalho ao longo da implementação do programa. Só neste ano, serão destinados R$ 104 milhões para a ação. A expectativa é que, em 2012, sejam aplicados R$ 900 milhões no programa. As equipes que tiverem um desempenho insatisfatório terão o incentivo suspenso.

EQUIDADE - A portaria cria um componente que dá maior equidade na distribuição dos recursos. Ou seja, um sistema de pontuação estabelece que municípios de maior vulnerabilidade receberão mais recursos. Influenciam nesse componente o PIB per capita, o percentual da população com Bolsa Família ou percentual da população em Extrema Pobreza, o percentual da população com Plano de Saúde e a densidade demográfica. Assim, as novas medidas estabelecem um aumento de até 27% no financiamento local - o investimento variará de R$ 18 a R$ 23 por habitante. "Atenção básica de qualidade é decisiva para um Brasil sem miséria. Esse programa, portanto, serve de instrumento para superarmos as desigualdades ainda persistentes no país”, destacou Padilha.

REESTRUTURAÇÃO – A atenção básica também será fortalecida com a reforma e ampliação das atuais 36,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). Até o fim do ano, será concluído censo para verificar as condições de funcionamento das unidades. Os municípios já têm a disposição um cadastro online para o preenchimento de um projeto de reforma. Além das melhorias nas unidades já existentes, serão construídas novas unidades, considerando indicadores municipais como PIB per capita, percentual de pessoas em extrema pobreza e índice de UBSs com qualificação insuficiente, conforme apontar o censo. Em 2011, foram selecionados 1.219 projetos para construir novas unidades.

Leia ainda:




Fonte: Rede de pesquisas em APS, via Ministério da Saúde www.saude.gov.br
Publicado originalmente por Leonardo Savassi

sábado, 3 de outubro de 2009

Desempenho da ESF no controle da tuberculose

Desempenho da atenção básica no controle da tuberculose

Rev. Saúde Pública, ahead of print Epub Sep 18, 2009

RESUMO

OBJETIVO: Analisar o acesso ao tratamento para tuberculose em serviços de saúde vinculados ao Programa Saúde da Família e em ambulatório de referência.
MÉTODOS: Foi realizado estudo do tipo inquérito descritivo, em 2007, com 106 pacientes que receberam tratamento para tuberculose no período de julho/2006 a agosto/2007 em Campina Grande, PB, vinculados ao Programa Saúde da Família (PSF) e em ambulatório de referência. Para avaliação de serviços de saúde, foi utilizado o instrumento Primary Care Assessment Tool, validado e adaptado para atenção à tuberculose no Brasil. As principais variáveis analisadas se referiam a locomoção e distância ao serviço e supervisão dos doentes.
RESULTADOS: Dos 106 doentes, 83,9% realizaram tratamento auto-administrado e 16,0% tratamento supervisionado. Os indicadores das unidades PSF e ambulatório de referência, considerados semelhantes (p>0,05), foram: 65,1% "perder o turno de trabalho para consultar"; 65,0% "utilizar o transporte motorizado"; 50,0% "sempre pagar pelo transporte motorizado" e 69,0% não fazer o "tratamento em unidades de saúde perto do seu domicílio". Os indicadores "utilizar transporte motorizado", "pagar pelo transporte para consultar", "fazer tratamento perto de casa" foram estatisticamente diferentes (p<0,05)

CONCLUSÕES: Apesar de o município ter 85 equipes de PSF, o tratamento supervisionado foi incorporado por poucos. Embora o tratamento da tuberculose seja disponibilizado pelo serviço público de saúde, ainda representa um custo econômico para o paciente em função da necessidade de deslocamento até o serviço de saúde, bem como a perda do turno de trabalho para ser consultado.

Acesse:

Revista de Saúde Pública