sábado, 21 de agosto de 2010

Dengue na Flórida (EEUU): a situação atual amplia a chance de uma vacina

O número de casos de dengue aumentou este mês, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida.

Apesar da dengue não ter ocasionado nenhuma morte (ainda) na Flórida este ano, agentes de saúde orientaram os moradores a tomar precauções, como usar roupas de proteção, repelentes contra mosquitos e drenagem de água perto da casa.



O recente surto na Flórida intrigou as autoridades sanitárias locais, já que o último ocorreu em 1934. Autoridades informam que 29 casos de dengue adquiridos localmente foram notificados até meados de agosto. Os funcionários estaduais também detectaram 67 casos de dengue "importados" (pessoas que tinham viajado para áreas endêmicas de dengue em um, como no Caribe e América Central e do Sul), segundo matéria da CNN-Health:


A CNN-Health informa também a possibilidade de se testar uma vacina. A grande dúvida na vacina era a segurança, já que há um maior risco de se ter a forma hemorrágica da doença em uma segunda infecção e havia dúvidas quanto a sua segurança. Em 2008, pesquisadores da Fiocruz estimavam um prazo de 5 anos para conseguir desenvolver uma vacina contra a dengue.

Não existe até então uma vacina para prevenir a infecção ou um tratamento para aqueles que se tornam infectados. A única maneira de prevenir a infecção ainda é evitar ser picado por mosquitos Aedes, que por serem mais ativos durante o dia e prosperar em ambientes urbanos, tornam-se difíceis de evitar.

Em um seminário do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) sobre vacinas, ocorrido em junho, foram apresentadas as duas principais linhas de pesquisa da Fundação para o desenvolvimento de um imunizante contra a dengue, ambas em estágio de testes pré-clínicos. A primeira seria uma vacina recombinante baseada na vacina contra a febre amarela, utilizando os quatro sorotipos da dengue. A outra vacina baseia-se nos vírus inativados, que teria como vantagens (em relação àquelas feitas com base em vírus apenas atenuados) um calendário de imunização possivelmente mais curto, além de poderem ser aplicadas em todas as faixas etárias e possuírem menos contra-indicações. Confira as informações deste seminário:


Mas o NIH (National Institute of Health/ Instituto Nacional de Saúde) já iniciou ensaios clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção de dengue, de acordo com uma nota de imprensa. "Controlar o mosquito vetor pode ser trabalhado, mas é muito caro e difícil de sustentar", disse uma pesquisadora da Johns Hopkins. "No longo prazo, a vacina seria uma abordagem mais eficiente e economicamente viável". Acesse a matéria da CNN-Health:


Assim, depois de mais de uma década de desenvolvimento, o National Institute of Health começou os testes clínicos humanos de uma vacina para prevenir a infecção pelo vírus da dengue. A vacina foi desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e submetidos a estudo clínico na Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, conforme a nota de imprensa do NIH:

Leia também:

Dengue na Flórida - Medicina de Família (br)

domingo, 15 de agosto de 2010

Revista Brasileira de Saúde da Família destaca Blogs da área

Saúde da Família no mundo virtual

Esta semana foi lançado o nº 23 da "Revista Brasileira de Saúde da Família", uma publicação do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Uma das reportagens de destaque traz nas páginas 6 a 10 entrevistas sobre o uso de meios de comunicação informatizados (blogs, sites de relacionamentos, etc.) como ferramenta de trabalho e divulgação em Saúde da Família.

São vários blogs, páginas no Orkut, Twitter e Facebook, os quais a RBSF dará destaque, antenada com as várias facetas da comunicação no século XXI e valorizando, a atuação, trabalho e dedicação dos profissionais da Saúde da Família.

Segundo a RBSF:

"Abusando da ausência de barreiras e limites, médicos, agentes comunitários de saúde, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros simpatizantes passaram a utilizar esses espaços como ferramenta de troca de experiências e compartilhamento de saberes. E, para dar início aos destaques no mundo virtual, a RBSF partiu em busca de alguns blogs que têm como pauta central a Estratégia Saúde da Família."


Foram selecionados os blogs que tratam do cotidiano das equipes de saúde da família, foco desta primeira de uma série de reportagens da RBSF, como:
http://www.saudedafamilia.blogspot.com/ .

Este número da RBSF em particular traz também outros destaques de enorme relevância para a Medicina de Família: uma matéria trata do Acolhimento, outras duas sobre a aplicação dos instrumentos de planejamento AMQ (avaliação para a melhoria da qualidade) e Prograb, e outro sobre a formação em APS no mundo. Vale a pena conferir toda a revista.


Acesse o número 23 da RBSF:


Conheça mais Blogs em Saúde da Família

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Canal Saúde polemiza a Residência Médica no Brasil

"Residência Médica: quando cuidar da saúde da população deixa de ser o primeiro desafio"

Com este polêmico título o Canal Saúde (Fiocruz) discutirá nesta sexta (13) a partir das 13:00 horas, o padrão ouro da formação médica. O Canal Saúde informa que:
"Instituída em 1977, a residência é uma modalidade de pós-graduação que acabou se tornando uma exigência do mercado. No entanto, após seis anos de estudo, o residente precisa suportar 60horas semanais de trabalho, com plantões de 24h, recebendo menos de R$1.900. Reflita e opine ao vivo a respeito da importância dessa especialização para a saúde pública brasileira e saiba o que profissionais da área pensam a respeito do futuro da residência médica (...) Se há 60 anos a residência médica se apresentava como uma modalidade de pós-graduação, hoje em dia é considerada praticamente exigência de mercado."


Segundo o convite do Canal Saúde, mais de quinhentas instituições no Brasil oferecem programas de residência médica no país e o número de especialidades chega a 130 e cresce a cada ano. Neste aspecto, devemos discordar: são reconhecidas 52 especialidades médicas. Outras "especialidades" não são reconhecidas pela AMB e CFM e neste âmbito algumas "áreas" ou "campos de atuação" são divulgadas como especialidade, quando na verdade não o são. É o caso de "Saúde da Família" (campo de atuação), quando a especialidade única é Medicina de Família e Comunidade. Porém, o convite menciona que:
"60% das bolsas financiadas por recursos públicos para os programas de residência estão concentrados na Região Sudeste do país. Além de faltarem especialistas nas Regiões Norte e Nordeste, pesquisas apontam que, ao terminarem a residência, menos de 20% dos médicos atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deixando de fora boa parte da população, que não tem acesso a rede privada de saúde."

Embora a fixação profissional seja uma questão multifatorial e extremamente regulada pelo mercado de trabalho, a descentralização de programas de residência médica pode ser mais uma das várias estratégias. Já a questão do atendimento ao SUS não passa somente pela simples descentralização, já que envolve desde condições de trabalho e remuneração até a incapacidade do Estado de regular a atuação dos profissionais da saúde, notadamente o profissional médico.

Efeito colateral do Estado Democrático de Direito, não se pode atacar diretamente o problema com medidas "simples", mas com estratégias amplas e corajosas que envolvem desagradar instituições, coorporações e profissões em prol de uma política realmente séria de fixação, remuneração, vínculo, pagamento por performance, metas e resultados, e de uma carreira de estado.

Não se resolverá a fixação profissional médica simplesmente criando programas de residência nestas áreas, assim como não se resolve com a criação de "Mutirões" (proposta da AMB para resolver o problema da interiorização de médicos no Brasil), ou de Centros de Especialidades ou Associações Médico-ambulatoriais (Estrutura para QUEM? trabalhar). De paliativos, os médicos do SUS já estão fartos.

Como acessar e participar do Canal Saúde:
Interativo – No programa, o público participa ao vivo pela web - canalsaude.fiocruz.br, na sala de bate papo, ou assiste pela NBR e liga gratuitamente para 0800 701 8122. Se preferir, pode antecipar perguntas e comentários pelo canal@fiocruz.br

Onde assistir – Para assistir no site do Canal Saúde, acesse http://www.canalsaude.fiocruz.br/ e clique na TV. Para saber como ver a NBR na sua cidade ou obter mais informações sobre a NBR, acesse ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr.


FONTE:
Assessoria de Comunicação – Canal Saúde / Fiocruz
Marcelo de Castro Neves
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 /
ascom@fiocruz.br

Políticas de Atenção Primária na Maior Cidade do País

Atividade de agosto/2010 da APMFC na Associação Paulista de Medicina (APM) da Capital.

Palestra: Políticas de APS na cidade de São Paulo

Apresentação:
Edjane M. Torreão Brito – Coordenadora da Atenção básica da cidade de São Paulo

Data:
17/08/10 (terça-feira)

Horário:
19h30

Inscrição e Local:
Associação Paulista de Medicina
Av. Brigadeiro Luis Antonio, 278 - São Paulo/SP
Tel: (11) 3188-4281 - inscricoes@apm.org.br

Entrada Franca!


Créditos:
Fernanda Plessmann de Carvalho
Diretoria APMFC
Secretaria do Departamento de MFC da APM

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Atendimentos em APS "fora de hora" reduzem consultas em PAs no Canadá.

Primary Care Organization and Outcomes of an Emergency Visit among Seniors.

Pesquisadores do Canadá publicaram nas páginas eletrônicas da Healthc Policy de agosto uma avalialçai de dois serviços de atenção primária quanto a atendimentos "out-of-hours" (fora de hora) e seu impacto na procura por serviços de emergência.

Este estudo explorou quais características organizacionais dos serviços de atenção primária fornecidos pela área de residência em duas regiões do Quebec estão relacionados ao desfecho de procura a um departamento da emergência (PA), entre os idosos alta hospitalar.

Através de um banco de dados estadual administrativo e com base numa amostra de idosos que fizeram uma consulta ao PA e os seus resultados de 30 dias foram relacionados, de acordo com a área de residência, com dados de um levantamento de informantes-chave das clínicas de cuidados primários.

As medidas de características organizacionais incluíram três escalas derivadas da análise de componentes principais e, teoricamente, um derivado da pontuação global que mede o grau de conformidade com as características do ideal emergentes modelos de atenção primária. As sete medidas extraídos do questionário foram:
1. disponibilidade de serviços walk-in durante a semana e as noites da semana
2. disponibilidade de serviços noturnos
3. proporção de consultas de clínicas walk-in
4. disponibilidade de assistência médica ou de enfermagem no domicílio
5. Disponibilidade de gestão de casos crônicos
6. disponibilidade de uma enfermeira na clínica
7. se a continuidade ou a acessibilidade é priorizada na clínica

Além deles, o número de médicos trabalhando em tempo integral na clínica de APS (no mínimo 26 horas por semana, como média dos profissionais).

Foi realizada uma análise multivariada, ajustando para as características do paciente. Os pacientes que vivem em áreas no quartil mais baixo para o escore global de organização da APS tiveram maiores taxas de retorno ao PA sem internação.

Modelos organizacionais emergentes da atenção primária ao longo das linhas atualmente praticadas no Quebec podem ajudar a reduzir a carga crescente de cuidados de idosos em PAs. Os autores concluíram que "o desenvolvimento de modelos organizacionais da atenção primária, que oferecem um equilíbrio de atributos desejados (por exemplo, a integralidade, longitudinalidade, acessibilidade) pode ajudar a reduzir o peso crescente dos cuidados de ED dos idosos, enquanto políticas que favorecem os aspectos individuais (por exemplo, acessibilidade em vez de longitudinalidade) não pode ter esse efeito.


Acesso ao artigo:






Artigo: Primary Care Organization and Outcomes of an Emergency Visit among Seniors.
McCusker J, Roberge D, Ciampi A, Lévesque JF, Pineault R, Belzile E, Larouche D.
Healthc Policy. 2009 Aug;5(1):e115-31.
PMID: 20676243 [PubMed - in process] Free PMC Article Free text

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Estudos patrocinados pelos laboratórios tem viés de achados positivos

Revisão sugere viéses no estudo de drogas: estudos financiados pela indústria mais propensos a ter resultados positivos do que outros estudos.

Os estudos pagos pela indústria farmacêutica são mais propensos a publicar resultados favoráveis a medicamentos que aqueles financiados pelas fontes sem nenhum interesse financeiro nos resultados.

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston revisaram 546 ensaios com drogas realizados entre 2000 e 2006, listados no ClinicalTrials.gov, um registro de ensaios clínicos do governo estadunidense baseado na Web. Os estudos incluíram cinco tipos de medicamentos: medicamentos para baixar o colesterol, antidepressivos, antipsicóticos, os inibidores da bomba de protons, e vasodilatadores.

Os estudos financiados pela indústria farmacêutica relataram resultados positivos sobre o medicamento em questão em 85 % das análises , em comparação com 50% para ensaios financiados pelo governo e 72% para aqueles financiados por organizações sem fins lucrativos ou não-governamenais, de acordo com o relatório publicado em agosto no Annals of Internal Medicine.

Os pesquisadores também descobriram que os estudos sem fins lucrativos e/ou não-governamentais que receberam contribuições do fabricante da droga eram mais prováveis de relatar os resultados positivos do que aqueles sem links com a indústria - 85% versus 61%.

Apenas 32% dos ensaios financiados pela indústria publicaram os resultados no prazo de dois anos após a conclusão do ensaio clínico, em comparação com 54% dos estudos financiados pelo governo e 56% dos sem fins lucrativos / não-governamentais.

Os investigadores chamaram atenção para maior informação ao público no início dos ensaios clínicos, a fim de reduzir a possibilidade de viés em suas conclusões.
Mais uma vez, chamamos a atenção neste espaço para a leitura das entrelinhas, ou seja, dos conflitos de interesses de pesquisadores. Geralmente escritos nas "letras miúdas" dos artigos científicos ou apresentados rapidamente nos slides de congressos, elas fazem toda a diferença na hora do profissional decidir sobre a mudança de sua conduta. Desconfie, desconfie e desconfie.


Matéria do Medline Plus "Understanding Medical Research Update":


Acesso ao abstract (não livre-acesso):

(Alguns artigos no Ann Int Med se tornam disponíveis após 6 meses)

FONTE: Hospital Infantil de Boston, 02 de agosto de 2010, nota de imprensa.
CRÉDITOS: Robert Preidt, Segunda-feira, 2 ago 2010 (notícia de HealthDay
URL da página: * (
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_101743.html
Esta notícia não estará disponível no MedlinePlus após 31/10/2010*

V Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade - Uberaba

As inscrições de trabalhos se encerram amanhã. Veja um depoimento da comissão organizadora, na figura de Phelipe Calixto, presidente da Comissão Acadêmica na TV Universitária de Uberaba:





O evento ocorre de 04 a 07 de Setembro. Confira no site:


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Navegação com segurança na internet para Crianças

O site "Childhood - Pela Proteção da Infância" trás duas cartilhas online para proteção da infância contra a pedofilia

Criada pela Rainha Silvia da Suécia, a World Childhood Foundation luta para promover e defender os direitos da infância em todo o mundo. Escolheu o Brasil como primeiro beneficiário de sua fundação, que também possui escritórios na Alemanha, Estados Unidos e Suécia.

A cartilha Navegar com Segurança é uma realização da Childhood Brasil e traz dicas importantes para a prevenção do abuso on-line e da pornografia infantil na Internet. O texto orienta sobre o uso adequado da Internet por crianças e adolescentes, e fornece informações valiosas sobre o funcionamento da rede, como evitar o acesso a conteúdos de pornografia infantil e também os riscos de envolvimento com adultos mal intencionados que se escondem no mundo virtual.

Já a cartilha Saferdic@s trás uma série de informações sobre todos os ambientes e níveis nos quais comumente a criança e o adolescente se inserem, desde informações sobre lan houses até blogs, microblogs e redes sociais. Foi elaborada pela equipe da SaferNet Brasil com o propósito de contribuir para a promoção da utilização da Internet de forma mais segura e ética. Com uma linguagem simples, ilustrações inéditas e diagramação lúdica, a Cartilha pretende atingir públicos de diferentes faixas etárias, classes sociais e níveis educacionais.

O conteúdo foi desenvolvido a partir de pesquisas sobre conceitos, termos e novas linguagens usadas na Internet e no mundo digital. O objetivo deste material pedagógico é estimular os brasileiros, principalmente crianças e adolescentes, a aproveitar todo o potencial da rede, sem esquecer de adotar os cuidados necessários neste novo espaço público, seguindo as dicas de segurança.
Os materais guardam relação com os conceitos da Educação em Saúde, e podem ser utilizados pelas equipes de saúde da família para trabalhar segurança na internet com crianças e adolescentes, preferencialente em parceria com a escola (intersetorialidade).

Acesso aos materiais:


Créditos pela divulgação:
Gláucia Batista, MFC

ATUALIZAÇÕES SOBRE O TEMA:

O colega de Planeta Saúde, Ricardo Teixeira, em seu Blog Consciência do dia-a-dia, trás uma postagem interessante sobre internet em excesso e adolescentes. Confira.

Outro colega do Blog Planeta Saúde, Rafa Vac, traz outra postagem interessante sobre internet e adolescentes: A Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine (AP&AM) sugere que o uso patológico da internet aumenta a chance de um adolescente desenvolver depressão. Acesse

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Anti-epiléticos e suicídio

Apenas algumas drogas antiepilépticas mais novas estão associadas com risco aumentado de comportamento suicida


Somente o uso de novas drogas antiepilépticas (DAE) que apresentam alto risco para a depressão está associada com risco aumentado de comportamento suicida, de acordo com um estudo financiado pela indústria na revista Neurology. (Em 2008, o FDA advertiu que todas as DAEs teriam um risco aumentado para suicídio )

Usando um banco de dados de medicina de familia do Reino Unido, os investigadores encontraram cerca de 450 pacientes com epilepsia que tinham auto-mutilação ou comportamento suicida e cerca de 9.000 pacientes epilépticos sem esse tipo de comportamento. Todos usaram pelo menos uma DAE durante 5,5 anos de seguimento.

O uso atual das novas DAE associadas com alto risco para a depressão (por exemplo, levetiracetam, topiramato) elevou as chances de auto-agressão ou suicídio três vezes, em comparação com o não uso, no ano anterior. Barbitúricos, antiepilépticos convencionais (por exemplo, carbamazepina, fenitoína e valproato) e DAEs mais novas com baixo risco para a depressão (por exemplo, gabapentina, lamotrigina) não aumentam o risco.

Editorialistas chamam o estudo de uma "boa tentativa inicial" , mas apontaram várias limitações que possam invalidar os resultados, com por exemplo alguns casos que estavam tomando drogas de alto risco.

Compartilhamos a seguir (em inglês) uma explanação acerca das DAEs pelo Dr. Peter Morrison, do Maine Medical Center, que discute seu uso em crianças.



O vídeo tem um link: epilepsy treatment at CHaD - http://bit.ly/dh_access

O vídeo abaixo (também na língua anglicana) é muito didático, e apresenta de maneira suscinta os diferentes tipos de crises convulsivas. Foi disponibilizado inicialmente pelo site egydoctors.com, que atualmente está fora do ar:



Acesso ao Artigo (não livre acesso, infelizmente):

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Roziglitazona no banco dos réus

Risk of Acute Myocardial Infarction, Stroke, Heart Failure, and Death in Elderly Medicare Patients Treated With Rosiglitazone or Pioglitazone

Rosiglitazone Revisited: An Updated Meta-analysis of Risk for Myocardial Infarction and Cardiovascular Mortality


Imediatamente antes do 70o encontro da American Diabetes Association, estes artigos foram publicados em livre acesso nos EEUU. A Rosiglitazona continua a ser avaliada desfavoravelmente quando comparada com outras terapias de diabetes .

Ao atualizar a meta-análise de 2007 com os últimos estudos lançados, investigadores detectaram mais uma vez que a rosiglitazona aumenta significativamente o risco de infarto do miocárdio, enquanto não houve aumento no risco de mortalidade cardiovascular e por todas as causas. A atualização aparece no Archives of Internal Medicine.


Escrevendo no Journal of the American Medical Association (JAMA), investigadores apresentam uma análise de riscos cardiovasculares e mortalidade em uma coorte retrospectiva de mais de 200.000 pacientes do Medicare estadunidense. Os indivíduos começaram o tratamento com rosiglitazona ou pioglitazona quer e foram acompanhados por até três anos (mediana de 105 dias). Comparado com os pacientes a tomarem pioglitazona, o uso de rosiglitazona representou maiores riscos de acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e morte. O risco de Infarto Agudo do Miocárdio não diferiu entre os grupos. Os autores estimam um número necessário para dano (Number Needed to Harm) de 60 pacientes tratados por um ano (ou seja, o risco é de que a cada 60 pacientes tratados, um tenha um evento adverso).



O editorial do JAMA sugere como uma opção de remoção "da rosiglitazona E.U. do mercado." (Em julho, os conselheiros do FDA se reunirão para discutir a possibilidade de manter o medicamento no mercado).


Também de lançamento recente, em um estudo patrocinado pelo laboratório de referência, o periódico Lancet publicou um artigo apontando a droga como útil na prevenção do Diabetes mellitus tipo 2: o estudo CANOE (CAnadian Normoglycemia Outcomes Evaluation; Avaliação Canadense dos Desfechos de Normoglicemia) investigou se a terapia combinada de baixa dose de rosiglitazona (2 mg) e metformina (500 mg) duas vezes ao dia afetaria o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Neste estudo controlado, duplo-cego e randomizado realizado em clínicas em centros canadenses, o diabetes incidental ocorreu em significativamente menos indivíduos no grupo de tratamento ativo (14%) do que no grupo do placebo (39%). A redução relativa de risco foi de 66% e a redução absoluta de risco foi de 26% produzindo um número necessário para tratamento (NNT) de 4. Mas é importante destacar os conflitos de interesse. O estudo não está disponível em livre acesso:

Endocrinologistas e generalistas (médicos internistas e médicos de família especialmente) aguardam pelo relatório da ADA e pela posição do FDA para avaliar os rumos que serão tomados em relação ao medicamento.