quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sintomas mal-definidos: como os MFCs lidam com eles

Explanation and relations. How do general practitioners deal with patients with persistent medically unexplained symptoms: a focus group study.

Artigo publicado no BMC Family Practice, oppen access, que tem dentre seus autores Chris Val Weel, do Conselho executivo da WONCA, discute a postura dos MFCs frente aos sintomas inespecíficos persistentes, sob a ótica das percepção dos mesmos sobre as explicações dadas aos pacientes, e como as relações com estes pacientes evoluem ao longo do tempo.

Metologia: Qualitativa, através de grupos focais, sob a metodologia da análise comparativa contínua.

Resultados:GPs reconhecem a importância de uma explicação adequada embora se sintam incapazes de explicá-las claramente ao pacientes. A explicação da inexistência de doença, o uso de metáforas e "normalização" dos sintomas é comum. Em pacientes hiperutilizadores, relatam a importância da relação médico paciente. Três modelos diferentes são utilizados: aliança-mútua caracterizada pelo ritual do cuidado (consultas regulares, exame físico regular) com o consentimento do médico e do paciente, aliança ambivalente, caracterizada pelo ritual do cuidado sem a aprovação do médico, e não-aliança, caracterizada pelo afastamento de todas as razões para o contato naqueles cujos sintomas não são de origem somática.

Conclusions: GPs tem dificuldade em explicar os sintomas, e quando os pacientes se tornam hiperutilizadores, eles focam o cuidado na manutenção da relação médico-paciente através dos rituais habituais do cuidado, balanceando a necessidade de manter esta boa relação e a prevenção quaternária (prevenção de intervenções iatrogênicas)

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